Especial
Como gerenciar a ética
por Redação Liderança
11/2009
As empresas têm sua visão, missão e reforçam seus valores para os funcionários. No entanto, na maioria das vezes, esses são apenas cartazes pendurados nas paredes. Não conseguem traduzir aqueles conceitos na prática. Em certas empresas, não há nem o interesse de transformar essas palavras em prática, se autocondenando no mercado e correndo o risco de perder talentos, pois cada vez mais uma conduta responsável e ética é exigida de todos.
O profissional da ética – Fazer com que os valores e a visão sejam aplicados em todas as situações é tão importante que algumas empresas começam a criar o cargo do diretor de ética. Esse profissional tem por função fazer com que todas as ações da empresa tenham uma coerência moral, que todos tomem a atitude esperada de acordo com a visão da empresa. É algo útil, visto que algumas situações pelas quais um funcionário passa não são claras quanto à ética. Nessa área cinza, o diretor desse setor aponta o caminho.
Um diretor de ética recomenda e ajuda a implementar estratégias que reforcem a conduta apropriada que se espera de todos na empresa. Também ensina, ouve e ajuda os funcionários em todos os níveis da empresa a entender melhor os requisitos éticos apresentados. Para ter sucesso em sua função, esse diretor precisa possuir um grande conhecimento das estratégias de negociação, políticas, padrões e áreas de risco, tanto da empresa como de seu setor da economia.
Entretanto, o líder de equipe pode (e deve) assumir as funções de tal cargo e fazer com que sua equipe seja mais coerente, tenha uma imagem melhor e que todos lucrem com isso. Acompanhe estas dicas especiais sobre o assunto:
- Determine os valores corporativos – Como uma empresa é feita de pessoas, os valores são criados, primeiramente, ouvindo o que sua equipe tem a dizer. Esse é o primeiro passo para conseguir que sua equipe siga realmente esses valores. É difícil fazer com que todos concordem com uma linha de pensamento e de conduta criada sem a participação de todos. Uma vez feito isso, os novos funcionários que entrarem depois das diretrizes terem sido feitas se adaptarão mais facilmente.
- Guie sua equipe para que todos tomem a melhor decisão – Em outras palavras, você deve dar à sua equipe as ferramentas necessárias para que ela tome a decisão mais acertada. Essa ferramenta pode ser desde um pequeno guia impresso até a demonstração e vontade de ter sempre a porta aberta para ouvir cada um de sua equipe.
- Facilite e investigue denúncias – Essa é uma das tarefas mais delicadas do líder: tentar descobrir o que é fato e onde ocorreu a quebra da ética. Facilitar a denúncia é fácil: o Magazine Luiza, por exemplo, tem uma linha direta com o departamento de RH ou com a mesa da própria Luiza Helena, a presidente. A questão é a investigação. É preciso ser discreto e não acusar ninguém antes de se ter certeza. E, seja qual for a medida disciplinar que você decida tomar, assegure-se de que ela também segue a ética e tem uma lógica certa. Para casos similares, punições similares. O líder precisa passar a imagem de uma pessoa de confiança, acima de tudo, para que as denúncias continuem a ocorrer.
- Revise suas próprias decisões e as ações de sua equipe – Muitas vezes, uma determinada ação pode trazer um grande lucro para a empresa, mas traz alguns questionamentos éticos. É função do líder decidir se tal decisão seguirá em frente ou não, baseado em seu compromisso com a ética.
- Desenvolva um bom network na empresa inteira – É importante por dois motivos: primeiro, os padrões éticos devem ser os mesmos para todos. Não se pode ter uma equipe absolutamente correta no meio de departamentos questionáveis nem vice-versa. Além disso, dificilmente uma ação – positiva ou negativa – ficará confinada em sua equipe. Tudo o que é feito em uma empresa se origina em algum lugar e vai para algum lugar, fazendo com que a comunicação e a confiança entre departamentos sejam de primordial importância. Evite criar a impressão de “equipe estanque”, fechada em si mesma.
- Demonstre o que foi feito – Dizem que Júlio César já levantou a importância de apresentar o que se faz de bom quando afirmou: “A mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”. Da mesma forma, não adianta sua equipe e empresa seguirem um rígido compromisso com a ética, se ninguém ficar sabendo ou perceber isso. Por isso, também é função do líder apresentar alguns números ou resultados, tanto para a direção como ao público em geral. Testemunhais são ótimos para isso e pesquisas de satisfação dos empregados também.
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