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Todos os meses, você paga o salário de sua equipe. Mas já se perguntou pelo que está pagando? Muitos pagam apenas por um par de braços, enquanto a mente, o coração e o comprometimento das pessoas está em outro lugar. Uma recente pesquisa do Gallup no Brasil mostrou que apenas 22% dos funcionários estão ativamente engajados com seu trabalho. É possível comparar com nosso vizinho Chile, 25%, e com os Estados Unidos, em que 28% dos funcionários são engajados. E pior, a pesquisa revelou que 17% das pessoas em nossas empresas são ativamente “desengajadas”, ou seja, jogam contra, sabotam, consciente ou inconscientemente. Antes de continuar, vamos definir o que o pessoal do Gallup considera como “engajados”: são pessoas que mostram que se importam de verdade com o local de trabalho, com seus clientes internos e externos, com sua carreira e, principalmente, que trabalham em empresas que também se importam com os funcionários. Esse comprometimento mútuo é identificado pela análise das respostas dadas a um questionário de doze perguntas, chamado Q12. Acompanhe algumas das questões: Culpa de todos – É importante deixar claro que, se um funcionário não coloca o coração no que faz, é porque não vê motivo para isso. Todos gostam de sentir-se úteis e de fazer a diferença para os outros. Muitas vezes, é o líder ou a empresa que não lhes dá abertura para tal. Segundo a empresa norte-americana de pesquisas Harris Interactive, esse engajamento, essa paixão, esse alinhamento de um empregado com a missão e com os objetivos da empresa é feito de: 1. Oportunidades de desenvolvimento de carreira. 2. Salários e benefícios decentes. 3. Recompensas/reconhecimentos frequentes. 4. Espaço e treinamento para desenvolver a automotivação. 5. Satisfação com o que se faz. 6. Bom relacionamento entre líder e liderado. 7. Cultura da empresa e ambiente de trabalho adequados. 8. Comunicação interna clara e abundante, com definições precisas dos objetivos e do que se espera daquele trabalhador. Observe que, dentre esses oito tópicos, apenas um – satisfação com o que se faz – depende apenas do empregado. E só os dois primeiros requerem desembolso de dinheiro. Os outros cinco podem ser desenvolvidos apenas com um líder ativo, capaz de falar, fazer, dar tapinhas nas costas e ouvir seu pessoal – e isso não custa absolutamente nada.
matéria incluída em: 22/01/2010
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