Líder em família
publicado em 24/07/2009
Muitos a consideram como o tipo de organização ideal para se trabalhar. Já outros acreditam ser um ambiente de trabalho ineficaz. Estamos falando das empresas de controle familiar. Inicialmente, é preciso compreender que os gestores dessas companhias são seres humanos e, como tal, são indivisíveis, ou seja, os líderes jamais conseguirão ter um completo desprendimento entre a vida familiar e os negócios. Até porque os negócios nascem e crescem com todo o envolvimento e cumplicidade da família.
A verdade é que, comandadas por herdeiros, cônjuges e sucessores, as empresas familiares constantemente servem de exemplo do que não fazer para administrar os negócios. Casos de insucesso mostram bem como uma fortuna acumulada em anos pode ser perdida em pouco tempo nas mãos de uma geração mal preparada para tomar conta dos negócios. No mundo, acredita-se que a média histórica de empresas familiares que sobrevivem até a terceira geração é de, no máximo, 10%. No Brasil, especialistas garantem que menos de 5% delas vingaram até o neto ou bisneto assumir o comando.
O correto é que em uma empresa familiar os donos fundadores já têm seus cargos específicos: de donos. No entanto, isso não significa exatamente que eles sempre administrarão os negócios. O que acaba acontecendo nessas companhias é a sucessão ou situações em que o fundador continua administrando a organização em conjunto com seus familiares diretos e/ou indiretos. Outras vezes, a melhor maneira de resolver a evolução da empresa é mesmo transformando os donos em conselheiros e contratando profissionais capacitados para administrar, deixando a família fundadora no controle de números, estratégia e acompanhamento.
Em todo caso, a tarefa de um líder que precisa integrar um parente “poderoso” na estrutura hierárquica de uma empresa familiar nunca é fácil e deve envolver um processo com muito diálogo e reflexão. Quem contrata deve expor os direitos e deveres, valores da companhia e normas de conduta. Já quem dá a demissão tem de planejá-la para evitar conflitos e intrigas. Depois disso, precisa comunicar aos familiares próximos ou diretamente àquele que será demitido e deixar claro os motivos da dispensa.
Estabelecer, desde o início do relacionamento, uma linha divisória entre família e empresa é a grande chave da liderança para evitar conflitos. Dentro da organização, palavras como pai, mãe, filho, irmão, cunhado, entre outras devem ser proibidas. Todos precisam ser chamados pelos nomes.
Enfim, no ambiente de uma empresa familiar, mais do que nunca, os líderes têm de lembrar que os problemas e as disputas pessoais também devem permanecer da porta da companhia para fora. É preciso evitar, a todo custo, as discussões que invadem corredores e transpõem as paredes e divisórias do escritório, pois isso contamina as equipes com fofocas e falta de comprometimento.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Redator-chefe da revista
Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
ARTIGO DA SEMANA
Crise?
Por Darlene Faustino
Se você possui uma equipe de vendas em um processo dinâmico, não tem crise, e sim oportunidades de novos horizontes!
Cada vez mais, vamos percebendo que não existe fórmula mágica. O segredo é manter sua equipe consciente de que motivação é a soma do objetivo mais ação. O mundo não pode parar simplesmente porque a economia americana entrou em crise e está afetando o desenvolvimento econômico mundial.
Temos de nos manter sempre informados, não para entrarmos em pânico, e sim criarmos estratégias internas a fim de desarmar a crise com ações somadas aos nossos clientes. E não parar e pagar para ver, porque a empresa que faz isso vai ficar só vendo mesmo! O mundo dos negócios enfraquece no momento em que um vendedor desanima, uma companhia perde a oportunidade de estabelecer novas parcerias quando permite que a crise seja maior que ela.
Vivemos para ser pontes, atravessar crises e nos manter firmes no mercado. O mundo não pode parar, ainda temos muitos sonhos, conquistas, várias descobertas e tantas outras crises para superar, com certeza. Vender é uma busca constante por somas de parcerias sólidas e duradouras.
E só conseguimos atender nosso objetivo quando todos, diretores e demais colaboradores, envolvem-se para que o sucesso aconteça. É conciliar experiência com audácia, o bom-senso está em você olhar para as pessoas que fizeram e fazem história e saber que também pode ser o que quer, e isso no lugar em que está, junto daqueles que apostam e somam com você, em que não precisa ocupar o cargo de diretor para se sentir como dono.
Talento não se cria, cada um tem o seu, mas sozinho não chegamos a lugar algum. Que bom podermos sentir que uma empresa é unida, em que juntos, ombro a ombro, encontramos a força no equilíbrio para não cairmos. Isso nos dá um orgulho e prazer que não cabem em organogramas, porque não estão nos cargos que ocupamos, e sim na essência do ser que somos.
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OPINIÃO DO LEITOR
“A revista Liderança é um ótimo instrumento para estar sempre atualizado e criando novas técnicas a fim de enfrentar os problemas diários”
Nádia Ferrari Costa
PARA PENSAR
“A chave da liderança bem-sucedida, nos dias de hoje, é a influência, e não a autoridade”
Kenneth Blanchard
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