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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Faça um pacto com sua equipe

publicado em 05/10/2009


Muitas empresas sentiram os impactos do colapso econômico que se alastrou pelo mundo no primeiro semestre. Enquanto algumas optaram por não abrir para os colaboradores o quanto estavam sofrendo com a queda nas vendas, outras resolveram ser absolutamente transparentes com sua equipe.

Foi o caso da Eurobike, a maior importadora de veículos de luxo do País, que chamou seus quase 200 funcionários e propôs um pacto: se eles abrissem mão de alguns benefícios, a empresa se comprometeria a não demitir, a menos que a receita caísse mais de 15% em relação ao ano anterior.

Pacto firmado, era preciso pensar em uma estratégia, uma vez que, em tempos difíceis, as pessoas tendem a trocar menos de carro, porém investem mais na manutenção. Logo, grande parte do treinamento da equipe de vendas esteve focada na venda de acessórios e agendamento de revisões.

Se estiver se perguntando que lições você pode aprender com essa história, acompanhe:
  • Seja claro com sua equipe, expondo a real situação da empresa.
  • Evite impor medidas. Se decidir conversar, que seja para escutar o que seu pessoal tem a dizer e procurar alternativas.
  • Se necessário, mude a meta da empresa de acordo com o mercado. Veja o que os clientes mais consomem e dê preferência a esses itens na hora de vender.
  • Cuidado ao exigir que seus funcionários trabalhem do mesmo jeito e tenham os mesmos resultados. Em tempos de crise, uma queda no desempenho é natural.
  • Caso estabeleça um pacto com sua equipe, cumpra-o à risca. Nada de mudar as regras no meio do caminho.
  • Não copie ações da concorrência. Não é porque todos estão demitindo que essa seja a melhor solução.
Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Redator-chefe da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br

Artigo da semana
Por que minha empresa não cresce?

Por Antonio Braga

Assim como nosso maior inimigo somos nós mesmos, o grande inimigo de muitas empresas são seus próprios diretores. Muitos adotam atitudes erradas porque pensam que somente eles sabem fazer, executando atividades operacionais e deixando de agir estrategicamente.

É comum encontrarmos donos de empresas no caixa, recebendo dinheiro miúdo e passando troco por não confiarem em seus funcionários. Mal têm tempo para almoçar. Muitos ainda não informatizaram suas empresas por acharem que isso é coisa só para as grandes organizações, sendo complicado e trabalhoso para os pequenos empresários, permanecendo com os controles nas antigas fichas.

Por outro lado, esses mesmos empresários vivem se queixando das dificuldades do mercado e do concorrente que cresce mais rápido, deixando-os para trás. Geralmente, alegam que o tal concorrente age de modo desleal e que seu crescimento é de forma ilícita. Eles pensam assim porque não têm tempo de sair de suas empresas para analisar o mercado e observar como trabalham os concorrentes.

O empresário arcaico ainda não se conscientizou de que não pode fazer tudo sozinho nem de que administrar é executar serviços por meio de pessoas. Já o empresário moderno e empreendedor define bem as funções hierárquicas dentro de sua empresa, na qual cada um exerce o seu real papel. Sabe que o dele é agir estrategicamente, sendo a cabeça pensante da empresa. Para auxiliá-lo diretamente, conta com o tático, que são seus gerentes e chefes com seus respectivos departamentos. A execução fica por conta do operacional.

Com essa definição de funções bem clara, a empresa cresce, pois o empresário estratégico se cerca de táticos e operacionais competentes e qualificados, também com cabeças pensantes, com capacidade multiplicadora de ideias. Já na empresa comum, ocorre exatamente o contrário, porque o estratégico “faz tudo”, por pensar que só ele é capaz, e se cerca apenas de ajudantes baratos. Delegar tarefas? Nem pensar, porque, em sua concepção, não encontra pessoas competentes para fazer o que somente ele é capaz de executar.

A diferença entre as empresas está no ramo de atuação e porte de cada uma. As grandes organizações de hoje, que foram pequenas um dia, são administradas por pessoas que sempre pensaram grande e agem como empreendedores. Elas sabem que não podem perceber o mundo somente da sua maneira, mas também com a ajuda dos outros. Sendo assim, procuram ver, ouvir e sentir o mercado com os olhos, ouvidos e sentimentos dos seus colaboradores e clientes. Dessa forma, administram estrategicamente, com uma ampla visão do mercado, dos concorrentes e da sua empresa, com o tático e operacional desempenhando suas atividades com competência, motivação e entusiasmo. E o resultado disso é notado no crescimento e perenidade da empresa.

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Opinião do leitor
“O que mais gosto na revista Liderança é a diversidade de assuntos sempre tratados por pessoas qualificadas”
Sidnei Scalioni

Para pensar
“O melhor conselho sobre negócios que já recebi não veio de uma única pessoa, mas da voz coletiva de 8 mil funcionários”
Jim Goodnight

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