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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Defina a estratégia e a tática de sua empresa

publicado em 13/11/2009


Algumas vezes, nos deparamos com expressões como “Decisão estratégica” ou “Essa ação não faz parte da estratégia da empresa”. O termo também aparece para definir o cliente cujo custo de manutenção é alto, a receita é baixa e que é responsável por “comer” até 2% do lucro de uma empresa. A desculpa para continuar a trabalhar com esse cliente está pronta: chame-o de “estratégico” que ninguém reclama. Mas esse é um exemplo do uso inadequado da palavra “estratégia”.

O problema não é errar quanto ao uso da palavra ou jargão empresarial. Há líderes que dão, sem saber, decisões estratégicas ao seu pessoal, como se fossem generais dizendo para seu batalhão decidir quem, como e se vão atacar – o que pode causar vários prejuízos à empresa. É necessário distinguir o que é “estratégia” e o que é “tática” em uma empresa. A definição desses dois termos envolve uma série de outros conceitos.

Estratégia começa com a definição da razão de ser da empresa, de seu campo de atuação, do que ela tem a oferecer aos clientes e o que deseja ganhar com tudo isso. Esses fatores, colocados em um só parágrafo, constituem a missão da empresa. A missão é, portanto, muito mais que uma frase de efeito para ser exposta na parede a fim de impressionar visitantes e funcionários; sem ela, empresa alguma sabe aonde ir.

Entretanto, a missão não é a estratégia. Estratégia é o que deve ser feito para alcançar a missão, por exemplo: se sua missão for oferecer produtos de qualidade a um preço adequado ao mercado, a estratégia dirá o que tem de ser feito para atingir essa missão: cortar custos? Apelar para a economia de escala? Buscar parcerias? A missão da empresa representa os fins que ela quer alcançar; enquanto a estratégia, os meios para obter esses fins.

Se a estratégia diz o que fazer, a tática se preocupa em como fazer, por exemplo: de que maneira a equipe irá alcançar aquela porcentagem de aumento ou conseguirá inaugurar a nova filial no prazo de tantos meses. Se a estratégia é preocupação da alta diretoria, com a tática se preocupam gerentes, que transformam todas as metas, objetivos e definições em ações que a equipe pode seguir no dia a dia.

Defina exatamente sua missão, estratégia e tática, fazendo com que toda a empresa siga para o mesmo rumo.

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana

Artigo da semana
Líder feliz = Excelência na equipe

Por Isabel Piñeiro

Mihaly Csikszentmihalyi, pesquisador da Universidade de Chicago, estuda um fenômeno cerebral a que denominou de “fluxo”, que ocorre quando o engajamento numa atividade se torna tão intenso que propicia a sensação boa de estar absorto, a ponto de se esquecer do mundo e perder a noção do tempo. Esse estado proporciona alegrias intensas, trazendo a química boa para nós. Esse fenômeno acontece com monges em estado de meditação, mas também em situações comuns que vivenciamos em nosso cotidiano, como ao tocar um instrumento, desenvolver nosso trabalho, ler um bom livro, fazer exercício físico, brincar com o filho, entre muitos outros.

O pesquisador afirma que o segredo para entrar nesse fluxo é buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser maçante, nem tão difícil que se torne frustrante. Experiências desse tipo trazem níveis altos de felicidade. E aí entra o papel fundamental do líder: exercitar tal ferramenta e saber conduzi-la na equipe, aproveitando o seu potencial máximo e o de cada membro.

O foco no presente em nossa vida deve ser incentivado, pois reduz o nível de ansiedade e estresse no dia a dia. Para que isso aconteça, temos de eliminar o “e se...” do nosso vocabulário. Essa forma de pensar nos limita. Planejar os acontecimentos para que eles tenham o resultado que queremos é diferente de cultivar a preocupação e a insegurança que advêm do pensamento “e se...” que é condicional. Mas, para colocar tal ferramenta em prática, precisamos estar abertos às mudanças e levar nossa equipe também a estar.

Mudar, normalmente, é difícil, pois nos tira da zona de conforto. Toda mudança demanda quebra de paradigmas. Todos nós vivemos em tempos de mudança, e elas ocorrem independentemente da nossa vontade. Diante desse cenário rapidamente mutável, a adaptabilidade às mudanças é uma condição indispensável para a sobrevivência de pessoas e organizações. Quem consegue se adaptar não só sobrevive, mas alcança o sucesso.

Profissionais que desejam crescer e se manter no mercado de trabalho precisam acompanhar a evolução, têm de querer se manter atualizados e estar dispostos a abrir mão de velhas práticas e a incorporar o novo.

Inovar não é sempre fácil, pois exige o abandono de práticas às quais estávamos habituados, o que nos causa incerteza e desconforto. O desconhecido nos traz medo e insegurança, mas podemos olhar o novo como uma oportunidade de medir nossa capacidade de vencer obstáculos, criar e inovar. Há pessoas que ficam estagnadas diante de uma situação nova e, normalmente, são aquelas que não adotaram ainda o papel de protagonistas de sua própria história.

O líder protagonista de sua história, que busca o autoconhecimento contínuo, revendo crenças, valores e hábitos sempre que necessário, tem muito mais chance de se manter feliz e realizado. Dessa forma, consegue levar os membros da equipe a reproduzir esse modelo e alcançar a excelência.

Para que seu texto seja publicado na e-zine Liderança, você precisa, primeiramente, postá-lo na Comunidade VendaMais. Os mais bem avaliados garantem seu espaço em nosso boletim semanal. Faça como a psicóloga Isabel Piñeiro, visite o site: http://www.comunidadevendamais.com.br e publique seus artigos.

Opinião do leitor
“Já indiquei várias vezes a revista Liderança. Como o que é bom para mim pode também ser bom aos outros, abordo as pessoas diretamente mostrando a revista”
Luiz Carlos Roberto

Para pensar
“Os tolos assumem para si o respeito que é dado ao cargo que ocupam”
Esopo

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