O tempo do gerente e da equipe
publicado em 23/12/2009
Certamente, você conhece líderes e pessoas que de líderes só têm o título. Analisando um pouco mais, você pode perceber que não existe, necessariamente, uma correlação de tempo com habilidades e performances. Há bastante gente ruim que trabalha muito mais que 12 horas por dia e várias pessoas competentes que conseguem ficar muito tempo longe do escritório, mas continuam produzindo bons resultados.
A natureza do cargo ajuda a explicar isso. Imagine que você é um marceneiro e tem de construir uma mesa. Certo, existem máquinas que podem ajudá-lo, mas, se quiser que o serviço saia perfeito, não poderá construí-la na metade do tempo, porque, provavelmente, ela ficará bamba e terá partes que não foram lixadas adequadamente, entre outros defeitos.
No entanto, você pode demorar o dobro do tempo para construir a mesa, caprichando no torneado das pernas e nos entalhes, usando várias camadas de verniz para realçar a qualidade e o visual da madeira. A relação é direta: pouco tempo, mesa ruim; muito tempo, mesa requintada. Isso não vale para o gerente. Há várias maneiras de atingir uma meta ou um objetivo e muitas formas de mostrar aos outros o que foi conquistado.
Se o tempo não é diretamente ligado à nossa eficiência, como o gerente mostrará seu valor para a diretoria e fará a diferença nos resultados?
- Gerentes eficientes sabem como lidar com pessoas para maximizar seus talentos – Quando se trata de pessoas, a única verdade é que não existem verdades que funcionam para todos. Estilos “bonzinho”, “durão”, “paternalista”, “líder moderno” e tantos outros só funcionam com um número de indivíduos por determinada situação. A habilidade de trabalhar e descobrir o melhor de cada pessoa é a arma mais potente do gerente para expandir sua eficiência sem aumentar suas horas de trabalho. No entanto, você não conseguirá isso trancado em seu escritório.
- Gerentes eficientes sabem construir uma imagem positiva – Imagem não é só para seu produto, é também para sua equipe e para você. Faça com que as pessoas saibam que seu trabalho e sua equipe têm determinados padrões de qualidade e performance. Assim, todos saberão o que esperar de você e ficará mais fácil perceber sua contribuição para a empresa sem precisar ser o primeiro a chegar e o último a sair. Para isso, tenha regras simples e claras para a sua equipe.
Para conseguir um maior respeito de seu grupo e aumentar sua visibilidade, comece com alguns pontos básicos:
- Nunca reclame de uma tarefa que você terá de fazer de qualquer forma. Você pode, depois, apresentar alternativas para que aquele trabalho seja feito de outra maneira. Mas só reclamar é péssimo para a imagem de qualquer um, principalmente de um gerente que deseja erradicar esse hábito de sua equipe.
- Assim que terminar uma tarefa ou projeto, entre em contato com sua equipe e pessoas envolvidas no processo para agradecer e ter certeza de que todos saibam que o projeto foi finalizado.
- Aceite a natureza e os hábitos de trabalho de pessoas que você não conseguirá mudar.
Um excelente Natal para você e toda sua família,
Cleverson Uliana
Editor da revista
Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Eu adoro as crises
Por Paulo Vieira
Estive mais uma vez fazendo dobradinha com o renomado escritor e conferencista Gustavo Cerbasi em um evento cujo nome foi: Crise!? Assuma o Comando. Gustavo, obviamente, falou com toda a técnica e propriedade sobre independência financeira, e eu ensinei a estabelecer metas e objetivos com o uso da PNL. O primeiro choque das pessoas foi quando eu e Gustavo dissemos que gostamos de crise e as esperamos ansiosos a cada quatro anos. Como você pode imaginar, polêmicas foram geradas e, desde então, tenho recebido e-mails pedindo mais explicações de como uma crise pode ser boa e proveitosa. E, aqui neste texto, darei duas dicas e explicações de como transformar qualquer crise em um momento de crescimento e ganhos.
A primeira coisa a fazer é dar um novo significado e compreensão à palavra crise. Na verdade, crise é um momento de grandes mudanças que pega a maioria das pessoas desprevenidas. Crise é um momento de mudança de paradigmas, comportamentos e valores. Vejamos os Estados Unidos, um país que era completamente consumista, no qual o endividamento familiar era extremo, e que sempre se baseou no consumo e prazer imediato. E, agora, com todas essas mudanças, o americano está poupando muito mais, deixando de consumir o supérfluo, administrando melhor suas finanças, eliminando as prestações e acompanhando o orçamento familiar. Crise é isso mesmo. É mudança no estilo de vida, mudança nas regras do jogo. E é justamente nessas horas de mudança que surgem as grandes oportunidades, é nesse momento que o dinheiro e o poder mudam de mão.
É nesse momento que grandes empresas terceirizam etapas produtivas com seus melhores funcionários, que companhias desorganizadas e ineficientes saem do mercado abrindo espaço para as pequenas e ágeis empresas. Foi devido a esse turbilhão de mudanças que adiei a compra do meu carro 4x4 em novembro e o comprei agora por 20% a menos. Devido a essas mudanças, que insistem em chamar de crise, que estou indo com toda a minha família para a Disney pagando a metade do preço.
Como é que podem chamar esse momento de crise? Quando pessoas insistem em falar que estamos vivendo um momento de crise, eu pergunto: “Crise para quem?”. É importante dizer que crise alguma aparece repentinamente. Essa “crise” mundial começou a mostrar sua cara ao mundo de forma muito clara ainda em janeiro de 2008. E o que as pessoas fizeram? O que as famílias fizeram? Como as pessoas se prepararam? Talvez, os brasileiros tenham acreditado em um sujeito que disse que chegaria aqui apenas as marolas e, por isso, não fizeram nada.
Veja bem, o primeiro foco deste texto foi dar um novo significado à palavra crise. O segundo é o planejamento por meio de metas e objetivos. Quando os ares de crise surgiram, as pessoas planejadas e com objetivos se prepararam. Particularmente, quando percebi a crise, vendi 85% de minhas ações na bolsa, quitei um apartamento que comprei para investir e o vendi na alta, ficando com mais esse aporte financeiro. Coisas como essas só acontecem com pessoas que possuem metas e objetivos financeiros, profissionais e de vida.
Crise se torna uma grande oportunidade para pessoas que sabem aonde querem chegar, que dedicam tempo para desenhar seu futuro e abdicam do prazer momentâneo pelo prazer do futuro. Resumindo: crise é um momento de mudanças profundas em todas as áreas da sociedade e que vai beneficiar aqueles poucos que possuem metas e objetivos claros alicerçados por um planejamento. Se você faz parte da maioria que não se preparou para esse momento e está tendo perdas, não se desespere, pois outras “crises” virão e você poderá ter grandes vantagens e ganhos.
Para que seu texto seja publicado na e-zine Liderança, você precisa, primeiramente, postá-lo na Comunidade VendaMais. Os mais bem avaliados garantem seu espaço em nosso boletim semanal. Faça como o palestrante Paulo Vieira, visite o site:
http://www.comunidadevendamais.com.br e publique seus artigos
.
Opinião do leitor
“Quando assinei a revista Liderança, eu esperava que ela me ajudasse com dicas para motivar a equipe. Sempre trabalhamos com as mesmas coisas, e a revista nos ajuda a se reinventar”
Marcio Carvalho
Para pensar
“É mais fácil citar exemplos de valores do que ensiná-los”
Theodore Hesburgh
Visite a loja www.editoraquantum.com.br, que hoje é destaque no que diz respeito a produtos que colaboram para o crescimento profissional.
São revistas, áudios, vídeos, livros, newsletters, eventos e treinamentos voltados para um público vasto de iniciantes, veteranos, gerentes e líderes – todos focados no mesmo objetivo.