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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Aprenda a delegar

publicado em 13/01/2010

Melhorar seu desempenho, diminuir as margens de erro, assegurar resultados sempre positivos e aliviar o estresse. Muitas vezes, você deve se perguntar como conseguir tudo isso se a cada dia existem mais papéis se acumulando sobre sua mesa e você não consegue dedicar o tempo que gostaria à análise de projetos e ao treinamento de seu pessoal nem sequer melhorar resultados e cumprir metas.

A resposta é simples: aprenda a delegar! Muitos profissionais acabam tomando para si atividades que, se delegadas de maneira correta, com objetividade e detalhamento necessários, renderiam grandes resultados – e mais: proporcionariam o tempo, a tranquilidade e o distanciamento essenciais a uma gestão competente.

Donna Genett, doutora em psicologia e consultora de desenvolvimento organizacional, aponta os benefícios de delegar com eficácia em seu livro O poder de delegar:
  • Você ganha mais tempo.
  • Consegue focar no que é mais importante.
  • Permite que seu pessoal cresça em capacidade e confiança.
  • Você desenvolve, treina e orienta mais a sua equipe.
  • Cria oportunidades de reconhecimento.
  • Permite fazer um levantamento dos baixos desempenhos.
  • Assegura resultados positivos.
Lembre-se: delegar, antes de tudo, é um exercício de desprendimento e transferência de confiança. Você não deve sentir-se culpado, como se estivesse fugindo de tarefas importantes. Pelo contrário, sua performance irá melhorar, pois, simultaneamente, virão outras responsabilidades ainda mais importantes.

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana

Artigo da semana
Aprenda a escutar sua equipe

Por Rodrigo Simões

Para ser bem-sucedido em qualquer operação, é fundamental que exista comprometimento individual, vontade de vencer e crença na tarefa a ser desenvolvida. Além disso, é preciso um grupo unido, forte e focado nos resultados.

O primeiro dos pontos depende do espírito de cada um, da vontade individual das pessoas; mas o segundo decorre da gestão, sobretudo da capacidade do gestor de entender as particularidades de cada integrante para potencializar o talento individual daqueles que compõem a equipe.

Nessa tarefa, um dos passos cruciais é conhecer o sentimento do grupo em relação à visão da empresa, à importância da operação, ao modelo de gestão e à integração do gestor. Acontece que, no dia a dia, todos estão bastante centrados nas metas e nos meios para alcançá-las que acabam esquecendo de analisar esses “detalhes” que fazem tanta diferença no alcance dos objetivos.

Pensando nisso e após diversas conversas com colegas gestores de pessoas, cheguei a seguinte conclusão: é fundamental saber como o gestor é visto por sua equipe e como a equipe vê a operação e o modelo de gestão.

Uma ferramenta é a conversa informal, uma horinha do dia dedicada a ouvir os integrantes da equipe, seja num almoço ou happy hour. No entanto, isso não permite identificar os detalhes e o sentimento do grupo como um todo. Além disso, as insatisfações podem ser mascaradas ou mostradas sutilmente por vergonha ou, até mesmo, medo de represálias.

Na verdade, é difícil imaginar uma situação em que você, gerente de vendas, possa chamar um colaborador da sua equipe e fazer perguntas, como: “Você está satisfeito?”, “Minha presença gera entusiasmo e aprendizado ou tédio e obrigação?”, “Sou um líder participativo e dou oportunidade para que todos contribuam no processo de construção de resultados ou sou centralizador?”, etc. No mínimo, haveria uma situação constrangedora para o entrevistado.

Nesse contexto, uma maneira ideal que encontrei foi criar um questionário, com o qual pudesse criar minhas próprias perguntas e visualizar as respostas, dando ao funcionário um instrumento de críticas e sugestões sem, no entanto, identificá-lo.

Para tanto, é fundamental estar preparado para receber críticas, propostas de melhorias e elogios. Aqui, você não pode se colocar como juiz, e sim estar preparado para ser réu. Como disse, a avaliação é um instrumento de críticas e sugestões vindas não do cliente, mas dos próprios operadores da empresa.

Além disso, faz-se necessário conscientizar a equipe da importância do trabalho e da sinceridade nas respostas, já que servirão de espelho para o andamento da operação e para o modelo de gestão, sendo, acima de tudo, um meio para o amadurecimento do grupo.

O ideal é evitar fazer a pesquisa de clima organizacional depois de encontros marcantes com a equipe, por exemplo: após uma reunião de cobrança de resultados ou uma comemoração de alcance de meta, visto que o grupo será, naturalmente, influenciado pela última impressão e não demonstrará o cotidiano, desvirtuando o objetivo da pesquisa.

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Opinião do leitor
“No começo, eu pretendia mensurar meu nível de conhecimento e desempenho enquanto líder, mas, após realizar uma autoanálise, percebi que a revista Liderança era uma ferramenta de autodesenvolvimento e que me seria muito útil no caminho que pretendia seguir”
Uacima Silva

Para pensar
“Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo e trabalhamos duro para alcançá-lo”
Abilio Diniz

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