Melhorar seu desempenho, diminuir as margens de erro, assegurar resultados sempre positivos e aliviar o estresse. Muitas vezes, você deve se perguntar como conseguir tudo isso se a cada dia existem mais papéis se acumulando sobre sua mesa e você não consegue dedicar o tempo que gostaria à análise de projetos e ao treinamento de seu pessoal nem sequer melhorar resultados e cumprir metas.
A resposta é simples: aprenda a delegar! Muitos profissionais acabam tomando para si atividades que, se delegadas de maneira correta, com objetividade e detalhamento necessários, renderiam grandes resultados – e mais: proporcionariam o tempo, a tranquilidade e o distanciamento essenciais a uma gestão competente.
Donna Genett, doutora em psicologia e consultora de desenvolvimento organizacional, aponta os benefícios de delegar com eficácia em seu livro
Lembre-se: delegar, antes de tudo, é um exercício de desprendimento e transferência de confiança. Você não deve sentir-se culpado, como se estivesse fugindo de tarefas importantes. Pelo contrário, sua performance irá melhorar, pois, simultaneamente, virão outras responsabilidades ainda mais importantes.
Artigo da semana
Aprenda a escutar sua equipe
Por Rodrigo Simões
Para ser bem-sucedido em qualquer operação, é fundamental que exista comprometimento individual, vontade de vencer e crença na tarefa a ser desenvolvida. Além disso, é preciso um grupo unido, forte e focado nos resultados.
O primeiro dos pontos depende do espírito de cada um, da vontade individual das pessoas; mas o segundo decorre da gestão, sobretudo da capacidade do gestor de entender as particularidades de cada integrante para potencializar o talento individual daqueles que compõem a equipe.
Nessa tarefa, um dos passos cruciais é conhecer o sentimento do grupo em relação à visão da empresa, à importância da operação, ao modelo de gestão e à integração do gestor. Acontece que, no dia a dia, todos estão bastante centrados nas metas e nos meios para alcançá-las que acabam esquecendo de analisar esses “detalhes” que fazem tanta diferença no alcance dos objetivos.
Pensando nisso e após diversas conversas com colegas gestores de pessoas, cheguei a seguinte conclusão: é fundamental saber como o gestor é visto por sua equipe e como a equipe vê a operação e o modelo de gestão.
Uma ferramenta é a conversa informal, uma horinha do dia dedicada a ouvir os integrantes da equipe, seja num almoço ou
happy hour. No entanto, isso não permite identificar os detalhes e o sentimento do grupo como um todo. Além disso, as insatisfações podem ser mascaradas ou mostradas sutilmente por vergonha ou, até mesmo, medo de represálias.
Na verdade, é difícil imaginar uma situação em que você, gerente de vendas, possa chamar um colaborador da sua equipe e fazer perguntas, como: “Você está satisfeito?”, “Minha presença gera entusiasmo e aprendizado ou tédio e obrigação?”, “Sou um líder participativo e dou oportunidade para que todos contribuam no processo de construção de resultados ou sou centralizador?”, etc. No mínimo, haveria uma situação constrangedora para o entrevistado.
Nesse contexto, uma maneira ideal que encontrei foi criar um questionário, com o qual pudesse criar minhas próprias perguntas e visualizar as respostas, dando ao funcionário um instrumento de críticas e sugestões sem, no entanto, identificá-lo.
Para tanto, é fundamental estar preparado para receber críticas, propostas de melhorias e elogios. Aqui, você não pode se colocar como juiz, e sim estar preparado para ser réu. Como disse, a avaliação é um instrumento de críticas e sugestões vindas não do cliente, mas dos próprios operadores da empresa.
Além disso, faz-se necessário conscientizar a equipe da importância do trabalho e da sinceridade nas respostas, já que servirão de espelho para o andamento da operação e para o modelo de gestão, sendo, acima de tudo, um meio para o amadurecimento do grupo.
O ideal é evitar fazer a pesquisa de clima organizacional depois de encontros marcantes com a equipe, por exemplo: após uma reunião de cobrança de resultados ou uma comemoração de alcance de meta, visto que o grupo será, naturalmente, influenciado pela última impressão e não demonstrará o cotidiano, desvirtuando o objetivo da pesquisa.
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