Promova confiança em suas reuniões
publicado em 20/01/2010
Uma reunião produtiva, ocorre quando a equipe sente que pode falar abertamente, expor as ideias e fazer quantas perguntas achar necessárias. Os funcionários precisam acreditar que contribuem com a empresa de alguma forma, que suas sugestões são levadas em conta e que, passo a passo, ajudam a conquistar um resultado positivo para a organização.
Por mais que isso pareça fantasia, você pode excluir desses encontros aquele clima de tensão, conflitos e adversidades e fazer com que sua equipe seja cada vez mais participativa e que se mova em direção às metas, em vez de desviá-las. Afinal, você é o líder!
Veja algumas dicas que farão a diferença em seus próximos encontros:
- Diga aos seus colaboradores quanto são importantes – Certamente eles irão contribuir muito mais, pois, quando as ideias são apreciadas, existe prazer em ajudar. As pessoas raciocinam com mais liberdade no momento em que se sentem importantes e aceitam facilmente as mudanças quando estão seguras.
- Estabeleça regras – Elas servirão para definir uma cultura consistente e positiva. As reuniões fluem melhor quando todos conhecem e seguem o mesmo conjunto de regras, por exemplo: um orador por vez, ser um ouvinte ativo, evitar julgamentos, etc. Você deve fazer sua lista conforme as necessidades da sua empresa, mas lembre-se de verificar se toda a sua equipe concorda com ela.
- Sorria – Isso sinaliza aceitação e confiança, mas o sorriso tem de ser franco, relaxado e, principalmente, amigável. Ele precisa transmitir segurança, que é a chave para auxiliar as pessoas a trabalharem com o máximo de criatividade.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista
Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Resiliência – Mais que um mero sofá
Por Daniel Souza
Imagine você tendo um devaneio, um
insight daqueles! Seu chefe pede para você e seu colega pensarem num plano estruturado para ajudá-lo a resolver um buraco grande no fechamento do
budget da equipe e você está, apaixonadamente, descrevendo a ideia para seu parceiro. Nesse momento, é chamado para uma reunião rápida e, quando volta, presencia seu parceiro (cara de pau) apresentando entusiasmadamente a ideia que “ele e você” tiveram para o presidente da empresa e seu chefe no cafezinho, como se o seu amigo tivesse sido o gênio criativo e você o coadjuvante. Você elegantemente o apoia e comemora o feito, refaz-se do baque e começa a arquitetar a melhor forma de capitalizar essa perda a seu favor já premeditando o próximo lance.
Vá lá, não sei se o exemplo é lá essas coisas, mas qualquer colega de pavio mais curto chamaria isso de “coração mole”, “permissivo”, “excesso de elegância”, “indulgente”, etc. Calma, pois nem tudo está perdido.
A psicologia chamaria de resiliente – na física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido pressão. Um bom exemplo é a vara de salto – verga ao seu limite máximo, não quebra e volta com força total.
No dia a dia, é quanto a gente consegue lidar com as coisas, superar obstáculos ou resistir à pressão sem surtarmos. Mas um cara chamado Job (2003) foi mais a fundo e estudou sobre resiliência ligada à capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso e à busca por um resultado importante (acho que ele não surtou).
Outro camarada chamado George Souza Barbosa (2006) entende a resiliência como um cruzamento de cinco fatores a serem cultivados:
- Administração das emoções – É não se desgastar gratuitamente. Isso ajuda a cultivar vínculos.
- Controle dos impulsos – É não exacerbar na intensidade das emoções.
- Empatia e otimismo – É agir entusiasmadamente, compreendendo as demais pessoas – isso ajuda a melhorar o ambiente e a atrair pessoas que também pensam de forma positiva e contributiva.
- A autoeficácia – É a convicção ou a crença que alguém tem de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.
- Alcançar pessoas – A pessoa tem de ser capaz de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.
Ser resiliente é um exercício que, antes de tudo, precisa de equilíbrio entre amor-próprio e humildade, senão não será verdadeiro. Tema legal esse não? Então, pense nisso.
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Opinião do leitor
“O que a revista Liderança tem de mais positivo são as dicas de como ser um bom líder e trabalhar com a equipe”
Silvia Carvalho
Para pensar
“Ler é uma maneira de pensar utilizando a mente de outra pessoa e que ainda força você a expandir a sua”
Charles Scribner Jr.
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