Incentive certo
publicado em 17/02/2010
Segundo Dean Spitzer, autor do livro
Supermotivação: uma estratégia para dinamizar todos os níveis da organização, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que:
- 69% dos gerentes definem a falta de motivação dos funcionários como o problema mais desagradável que eles encontram em sua organização.
- 73% dos funcionários disseram que sentem-se menos motivados hoje que quando começaram.
- 84% dos profissionais afirmaram que poderiam trabalhar com mais eficiência.
- 50% dos colaboradores disseram que só colocam esforço suficiente em seus trabalhos para continuarem no emprego.
Não é à toa que os planos de incentivo são cada vez mais populares – ou o que a maioria das pessoas acha que são planos de incentivo. Empresas são invadidas por cartazes, gritos de guerra, pessoas com camisetas coloridas e bandeirinhas. Há um clima de gincana no ar e, assim que o mês termina, declara-se o profissional campeão e entrega-se o prêmio (muitas vezes, algo de segunda linha).
Então, as empresas descobrem que aquela campanha de incentivo gerou prejuízo, em vez de lucro. Afinal, houve descontos excessivos e alguns clientes até devolveram mercadorias, pois o vendedor não levantou as necessidades direito, limitando-se a praticar a “empurroterapia”.
Entretanto, existem campanhas de incentivo que funcionam
– sem precisar dar grandes prêmios ou decorar a empresa inteira – simplesmente porque seus gerentes seguem algumas regras:
- Os participantes podem medir seu próprio progresso diariamente – Por isso, se sua campanha é medida pela lucratividade, tenha certeza de que seus colaboradores sabem o quanto a empresa lucra em cada produto vendido.
- A premiação é vista, mesmo se for em dinheiro – Empresas que se limitam a acrescentar o valor da premiação no contracheque do funcionário perdem a oportunidade de dar a ele a sensação de estar recebendo, fisicamente, o resultado por seu esforço extra. Além disso, quanto mais distante estiver a premiação do fato que a gerou, menor será o incentivo e a motivação no próximo mês.
- Incentivos individuais funcionam melhor que incentivos em grupo – Não é todo mundo que quer passar um fim de semana num hotel fazenda com aquele colega fofoqueiro. Por exemplo, uma empresa de recrutamento e RH dos Estados Unidos tinha um gerente que não rendia bem, por mais que participasse de programas de incentivo. Ao ser questionado, ele disse que destinava tempo demais ao seu hobby, estudo da arte. O dono da empresa tomou uma decisão inédita: pediu que ele passasse mais tempo com sua paixão, diminuindo suas horas de trabalho. O gerente, agora, rende muito mais, é um dos mais eficientes da empresa e até publicou um livro sobre pintores locais.
- Estilo de gerência positivo – Nada destrói mais uma campanha de incentivos que um gerente inacessível, que não distribui feedbacks ou só o faz para criticar.
Existem muitos planos de incentivo que funcionam no Brasil. Entretanto, queremos ouvir o seu. Para isso, envie seu caso de incentivos para o e-mail:
cleverson@lideraonline.com.br. O que você fez para aumentar os resultados de sua equipe? Como seus colaboradores tiveram aquele mês espetacular? Como você transformou o lançamento daquele novo serviço ou produto no maior sucesso dos últimos anos?
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista
Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Realize sonhos com os pés no chão
Por Carlos Moreli
Pode até parecer uma fantasia, mas a pura realidade do ser humano é realizar seus sonhos para poder sobreviver. Alguém tem alguma dúvida a esse respeito? Quantos de nós já perdemos oportunidades por não termos seguido nossos maiores sonhos?
Sim, parece uma utopia, mas a realidade dos fatos é que o homem é exatamente uma cópia de seus pensamentos, ou seja, ele atinge um nível de progresso ou de decadência de acordo com o que desenvolve em seus mais secretos pensamentos e, quando estão aflorados de tal maneira, sente a necessidade de exteriorizá-los a ponto de compartilhar com alguém esse conteúdo.
Na profissão não é diferente, o homem acaba tendo aquilo que planeja para si mesmo e, muitas vezes, vai buscar o que está mais longe de suas próprias metas de relacionamento. O que dizer daqueles que se contentam somente com pouco? Isso se dá justamente pelo tamanho de seu sonho, o que proporcionou ao seu dia a dia e que acabou utilizando como metas de vida.
Por isso, não deixe de prestar atenção em seus sonhos e pensamentos, analise-os cuidadosamente e observe-os de forma que eles respondam às suas satisfações e realizações. Mas, se desses sonhos e pensamentos algo não der o equilíbrio substancial à sua vida, separe-o e deixe-o de lado, pois sabemos que não são todos os sonhos que se realizam, mas eles permitem várias reflexões.
Nós, seres humanos, compartilhamos exatamente aquilo que nos apraza, seguindo, muitas vezes, a mesma cartilha e deixando nossa desmotivação tomar conta de uma realidade sem rumo. Já ouvimos falar diversas vezes: “Siga o seu sonho”, mas, por trás dessas palavras, existem conteúdos não explicados que podem, com certeza, fazer de nós apenas sonhadores sem realidade.
Vamos realizar sonhos, mas cautelosamente. Não sejamos platônicos para nos depararmos depois com as frustrações. Tenhamos sempre os pés no chão e acordemos na hora certa para conseguirmos voltar para a realidade.
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Opinião do leitor
“Tem sido de muita valia todo o conhecimento que tenho adquirido com a Liderança. Toda orientação e informação são bem-vindas. Existem duas faces da minha vida profissional. E digo que valeu a pena apostar nesta assinatura, pois a revista mudou meus conceitos e minhas atitudes. Vocês estão de parabéns!”
Raimundo Mendes
Para pensar
“Eu procuro lembrar a mim mesmo, umas cem vezes por dia, que minha vida privada e profissional depende do trabalho de outras pessoas, vivas e mortas, e que preciso me superar para dar aos outros algo próximo do que eu recebi e recebo”
Albert Einstein
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