Envolva a sua equipe e aumente a lucratividade
publicado em 03/03/2010
Hoje, os colaboradores querem participar cada vez mais das decisões importantes, contribuindo com novas ideias, porém isso faz com que alguns líderes se sintam desafiados, perdendo a oportunidade de aproveitar a disposição dos seus liderados para lucrar mais.
Espera-se que as pessoas realmente “vistam a camisa”, e você deve fazer com que elas participem na hora de estabelecer os objetivos da empresa, os regulamentos internos e até mesmo avaliações internas e remuneração.
Estilos autoritários já não funcionam muito bem. As pessoas podem até aceitar a autoridade, mas desde que achem que estão ganhando com isso, ou seja, vão baixar a cabeça enquanto valer a pena.
Para aumentar a lucratividade de sua empresa, você deve rever, frequentemente, os resultados obtidos x os estabelecidos. Além disso, deve haver reuniões periódicas e pessoais com cada um dos seus funcionários para que eles saibam e sintam que são observados e que é muito importante atingirem seus resultados.
Uma boa dica é fazer uma reunião uma vez por mês e pedir que cada profissional fale em público seus objetivos individuais para aquele período. Você ficará surpreso: muitas vezes, o resultado será maior que a meta que você mesmo tinha estabelecido – e com uma grande vantagem, pois foram eles mesmos que falaram em fazer (e você não teve de impor nada).
O líder que fizer isso, com certeza ficará menos estressado, terá menos rotatividade em sua equipe e definitivamente lucrará mais.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista
Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Perguntas criativas na hora de contratar
Por Paulo Sergio Buhrer
Realizo várias entrevistas a fim de selecionar colaboradores para empresas. Muitas delas, ao me contratarem, espantam-se com algumas questões que elaboro num questionário para que os candidatos respondam.
Afirmo que sou capaz de contratar um indivíduo sem experiência alguma, mas que seja profundo nas respostas que mais me interessam. Também comunico que sou capaz de não contratar indivíduos com um “invejável” currículo se não forem intensas as suas respostas no questionário.
Já não precisamos mais somente de pessoas com grande experiência. Não que a experiência não possa ser positiva. Quase sempre ela o é. Mas há pessoas que laboram em determinada área há anos, porém são crianças nas suas atitudes, meninos quando o assunto é comprometimento com a geração de resultados – dão no trabalho o mínimo que podem.
Selecionar não é uma tarefa fácil. Não há um manual, uma fórmula, uma regra que certifique, por exemplo, que o contratado será bem-sucedido na empresa, que fará o seu melhor enquanto estiver nela.
Além das perguntas clássicas, lanço algumas que fazem os candidatos perscrutarem o mais profundo do seu ser para poder dar respostas. Muitos deles não compreendem o motivo de tais questionamentos, mas procuram responder. Outros, que bebem das contaminadas águas da arrogância e da prepotência, julgam que tais perguntas não são interessantes para o cargo que pretendem ocupar e não as respondem.
Veja algumas perguntas que utilizo para selecionar funcionários. Se parecerem absurdas e sem o menor sentido, é hora de rever sua forma de contratar, pois possivelmente você está contratando devido à grande experiência e demitindo não por falta dela, mas por falta de motivação, entusiasmo, comprometimento, etc:
- Qual foi a última vez que você deu dinheiro na rua para quem lhe pediu? Por que deu ou não deu?
- Quantas vezes, neste ano, você ajudou alguém com cadeira de rodas a subir na calçada ou atravessar a rua?
- Você se emociona ao ver cenas de pessoas carentes, passando por todo tipo de dificuldades? O que faz depois?
- Você pede nota fiscal em todas as suas compras?
- Abraça seus pais, filhos, todos os dias, ou, se eles não estão mais com você, abraçava-os frequentemente?
- Você contribui para alguma obra social (religiosa ou não)? Qual? _____________ Por quê?
- Você acredita em Deus? Por quê? ____________
- O que aprende em sala de aula você tem o hábito de rever em casa, ou está certo de que a escola é que tem de ensinar dentro de quatro paredes?
- Como você tem se preparado para exercer a (s) função (s) em que deseja laborar?
- Qual é o seu maior sonho profissional? E como pretende conquistá-lo? Ou não pretende?
- Pelo que você tem lutado? Por qual motivo se levanta todos os dias?
Como disse, muitos não entendem o sentido das perguntas. Não sou melhor que nenhum entrevistador ou outro profissional que recrute e selecione pessoas para o trabalho. Sou mais um caminhante na estrada da vida pessoal e profissional, que penso que pessoas com alto nível de altruísmo, motivadas e que buscam se preparar continuamente, que têm metas e sonhos e, por menor que sejam, têm noção de como pretendem atingi-los, poderão mais facilmente ser lapidados pela organização em que pretendem laborar.
Ouse, tenha coragem e responda você essas questões!
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Opinião do leitor
“Tenho recebido a Liderança, que foi indicada pelo meu professor de faculdade. São geniais os temas abordados, que retratam nosso cotidiano nas empresas e a forma de competir no mercado de trabalho”
Edvania Kestring
Para pensar
“A verdadeira felicidade é apreciar o presente, sem a ansiosa dependência do futuro”
Sêneca
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