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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Posicione-se bem com sua equipe

publicado em 05/04/2010


Vem de longe a discussão sobre quanto um gerente deve ser ou não amigo de seus colaboradores. E permanece a dúvida sobre qual é a maneira mais eficiente de liderar uma equipe: sendo amigão ou sargentão? Confira como cada um dos perfis agiria em algumas situações do dia a dia em comparação ao líder chamado realista:

  • Ter sempre à mão uma “boia salva-vidas” – Muitos gerentes veem um funcionário com dificuldades e pouco fazem por ele. Além de aumentarem a pressão, afirmam que quem não aguenta o tranco não serve para a função. Passar a mão na cabeça não é necessário, mas esteja sempre pronto para lembrar a seus profissionais das recomendações da empresa.
  • Preparar-se para a queda nos resultados – Nem mesmo os seus melhores colaboradores conseguem ser os melhores em 100% das vezes. Eles terão semanas ou meses fracos e depois se recuperarão. Cabe ao gerente identificar os sinais dessa queda e fazer com que ela seja menor – e a recuperação mais rápida. O gerente do tipo sargentão fala que o funcionário já não é mais aquele. O gerente amigão oferece o ombro para a choradeira do profissional. Já o gerente realista procura identificar os sinais preocupantes da diminuição do entusiasmo, porque, uma vez identificados, ele pode conversar com o colaborador para descobrir os problemas e sugerir alternativas (como férias rápidas, uma palestra de reciclagem, uma semana fazendo um trabalho diferente do da rotina, etc.).
  • Nada de conforto – Gerentes do tipo amigões se esforçam para deixar a equipe redondinha, sempre trabalhando no ritmo dela. Gerentes do tipo durões querem que a equipe trabalhe do jeito certo – o jeito dele, de gerente. Já os gerentes do tipo realista sabem que é importante que a equipe encontre seu ritmo certo de trabalho, mas também entendem que a zona de conforto é um lugar perigoso, que pode acabar com os lucros a longo prazo. Por isso, esses gerentes continuamente propõem desafios à equipe, experimentando novas formas de trabalhar.
  • Segurar a mão – Muitos colaboradores são pessoas independentes, fortes, capazes de superar toda e qualquer crise. Outros muitos, porém, são inseguros. Combata isso simplificando o processo de trabalho do dia a dia a pequenas tarefas. Assim, o funcionário irá se sentir mais seguro.
  • Ser claro a respeito do seu papel – O gerente sargentão está sempre certo, não importa o que aconteça. O gerente amigão tem aversão a tomar uma decisão, preferindo ouvir “o grupo” em qualquer situação. O gerente realista sabe que pode errar. Sabe que não se requer dele a infalibilidade. Agora, o que ele não pode fazer, sob hipótese alguma, é ser confuso, passando duas mensagens diferentes a respeito de um mesmo assunto. Seja claro. Tenha uma opinião, um conjunto de regras para cada assunto.
  • Ter uma visão realista da equipe – Para o gerente amigão, a equipe é composta das melhores pessoas que ele já viu: disciplinadas, criativas, boas de conversa e que sabem lidar com o cliente como ninguém. Para o gerente cavalgadura, sua equipe é feita de “preguiçosos sem iniciativa”, que, quando fazem algo impressionante, “não é mais que a sua obrigação”.

    Os grandes gerentes sabem que é necessário focar, pois nem eles nem sua equipe possuem quatro ou cinco forças genéricas do tipo “nossa qualidade”, “nosso nome”, “nosso esforço”, etc. Tais afirmações dificilmente são mais que palavras. Bons profissionais não precisam desse blablablá. Têm de saber, com toda segurança, por que o que eles vão oferecer lá fora é bom. Saber de benefícios concretos, que podem ser usados na frente do cliente, por exemplo.
  • Não ter medo de agir – Responda: todas as suas decisões vão gerar aplausos dos colaboradores? Claro que não. Muitas vezes, você terá de tomar uma medida que irá desagradar a sua equipe. Entretanto, há dois erros aqui: primeiro, tentar “dourar a pílula”, ou seja, fazer com que a medida não pareça tão negativa. Seus funcionários não são ingênuos e, além de não gostarem da notícia, não gostarão também da maneira como você a colocará. O segundo erro é dar a notícia de modo seco, como se estivesse lendo uma ordem colocada no Diário oficial. Se a medida é negativa, impacta a emoção.

    Os profissionais precisam de um tempo para digeri-la e falar com alguém sobre ela. Um gerente que não oferece isso perde todo o respeito da equipe. O gerente realista, ao contrário, começa explicando por que aquela medida está sendo tomada. Quando os colaboradores entendem que não é um ato arbitrário, que há um motivo por trás daquilo, e têm um espaço para dizer o que pensam, o impacto da notícia negativa é, em muito, diminuído. Fale a verdade, mas explique.

E você, em que perfil se enquadra? É amigão, sargentão ou realista? Comente, conte sua história.

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
 

Artigo da semana
Qual é a importância dos treinamentos corporativos?

Por Eugênio Sales Queiroz

Segundo o Dicionário Houaiss “treinar” significa: tornar hábil; capaz por meio de instrução, disciplina ou exercício; preparar-se, habilitar.

Diante dessa informação, é fácil perceber a importância de as empresas modernas e que desejam ter vida longa prepararem sua equipe para uma melhor performance pessoal e profissional. Defendo sempre em meus treinamentos que o ser humano só é capaz de fazer algo com excelência se for treinado para isso e, principalmente, se gostar do trabalho que precisa ser executado.

Empresa que contrata um novo funcionário e não o prepara adequadamente corre um sério risco de que ele cometa deslizes que poderiam ser evitados se tivesse sido seriamente preparado para exercer o cargo que lhe foi confiado.

Nos treinamentos corporativos bem administrados, todos da empresa estão sempre “reciclando” seus conhecimentos e, principalmente, criando um clima absolutamente favorável para que novas informações sejam repassadas e postas em prática imediatamente.

Lembro-me de ter assistido na TV, certa vez, uma entrevista com o maior jogador de basquete que o Brasil já teve, Oscar Schmidt, e recordo que ele disse que não tem “mão santa”, como é conhecido na mídia, e sim mão repetidamente treinada.

O que o mestre jogador quis dizer é que, sem treinar o nosso poder de acerto, entramos na zona de conforto, o que é um perigo nos dias de hoje, em que tudo muda o tempo todo e empresa alguma está vacinada contra as evoluções rotineiras do mundo no qual vivemos.

Você, que é empreendedor, procure manter sua equipe em absoluto clima de aprender sempre mais. Assim, todos poderão desfrutar de um sucesso mais longo, pois quem “recicla” seus conhecimentos fica muito mais preparado que aquele que apenas trabalha com o piloto automático ligado e não percebe as importantes mudanças que o mundo corporativo passa constantemente.

Para ser competitivo, é preciso continuamente aumentar sua visão de futuro, buscando sempre novas informações. E essas informações e motivações só podem ser adquiridas com treinamentos empresariais constantes, que provoquem o sentido de melhorar sempre.

Para que seu texto seja publicado na e-zine Liderança, você precisa, primeiramente, postá-lo na Comunidade VendaMais. Os mais bem avaliados garantem seu espaço em nosso boletim semanal. Faça como o consultor empresarial Eugênio Sales Queiroz, visite o site: http://www.comunidadevendamais.com.br e publique seus artigos.

Opinião do leitor
“Vocês não têm ideia de quanto as dicas e retornos da Liderança me ajudam a ter certeza daquilo que desejo profissionalmente. O conteúdo é atual e interessante.”
Geni Marcondes

Para pensar
“Não se espante com a altura do voo. Quanto mais alto, mais longe do perigo. Quanto mais você se eleva, mais tempo há para reconhecer uma pane. É quando se está próximo do solo que se deve desconfiar”
Santos Dumont

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