As 8 competências dos líderes – Parte I
publicado em 21/04/2010
Quem acompanha a revista Liderança certamente já ouviu falar em Ram Charan. Ele é um dos mais consagrados consultores de negócios da atualidade e responsável pelo coaching de alguns dos CEOs mais bem-sucedidos do mundo, até mesmo de Jack Welch.
Autor de 13 livros que se tornaram best-sellers – há um que gosto muito e que recomendo a leitura. Chama-se Know-how: as 8 competências que separam os que fazem dos que não fazem, lançado pela Editora Campus/Elsevier. Nessa obra, você encontra as oito competências que os líderes devem ter não só para alcançar um bom desempenho em benefício apenas de suas carreiras, mas também de suas empresas e da economia.
Você deve estar se perguntando: “Afinal de contas, que competências são essas?”. Vou resumi-las para você:
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Posicionamento – Seus negócios e suas vendas devem estar absolutamente focados nas necessidades dos clientes e em ganhar dinheiro (lucratividade). Quanto mais preciso for esse posicionamento, mais fácil será tomar as decisões. Não haverá dúvidas sobre quem é o cliente ideal, sobre qual mix de produtos deve ser mantido (não vale a pena gastar recursos com um produto ou serviço que já não agrada os clientes), entre outras decisões. O posicionamento claro também ajuda sua equipe a diferenciar a empresa dos concorrentes, facilitando os negócios. Isso vale também para o reposicionamento, se necessário.
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Habilidade com cenários – Como as coisas mudam cada vez mais rápido, o líder de sucesso é aquele que consegue perceber as tendências do mercado antes que os outros. Você já deve ter ouvido dizer que a única pessoa que ganha dinheiro com os modismos é a primeira a entrar e a sair do negócio. A habilidade em fazer cenários passa muito por isso. Fique de olho nas pistas, no que acontece lá fora, nos negócios que crescem em sua região (e por que crescem), nas mudanças das leis, entre outros.
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Lidere seu sistema social – Ram Charan define sistema social como tudo o que gera relacionamentos e sentimentos dentro de uma empresa: “Tendemos a pensar que o trabalho é feito seguindo as linhas verticais de um organograma, do presidente ao diretor, daí para os gerentes, supervisores, até chegar ao operário na base da pirâmide. Na verdade, o trabalho é realizado horizontalmente, com as pessoas de um mesmo nível interagindo para conseguir que aquilo seja feito da melhor maneira possível. Se houver qualquer dificuldade de comunicação, excesso de burocracia ou brigas entre funcionários nessas linhas horizontais, você não vai conseguir fazer nada. É o mesmo que colocar uma parede entre um comprador e um vendedor”.
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Ser um bom juiz de caráter – Você precisa chegar à essência de seu colaborador. Se é cada vez mais importante conhecer o cliente externo, o mesmo vale para o interno. O que realmente motiva aquela pessoa? Ela está mesmo comprometida com o trabalho? Onde está seu coração a cada momento do dia? Você só vai conseguir isso se passar muito tempo com sua equipe e pouco tempo sozinho em seu escritório. O gerente que faz acontecer necessita desse contato, precisa entender as pessoas. Faça sessões de coaching com sua equipe, converse com cada um deles. Além de descobrir o que é necessário para extrair o máximo de cada pessoa, seus funcionários se sentirão valorizados ao notar que são importantes para você e, consequentemente, para a empresa. Resultado: um ambiente melhor e aumento de produtividade.
Muito interessante, não é mesmo? Na e-zine da próxima semana, continuarei falando sobre as oito competências que os líderes devem ter não só para alcançar um bom desempenho em benefício apenas de suas carreiras, mas também de suas empresas e da economia.
Antes de encerrar, quero reforçar o convite feito na semana passada. Acabamos de criar no Orkut a comunidade da revista Liderança e gostaríamos muito de encontrar você lá. Acesse: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98525604 e participe.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Relatórios de vendas: burocracia ou ferramenta?
Por Thaizi Morani
Você sabe por que os vendedores detestam relatórios e controles? Porque muitos gerentes não os utilizam para nada, além de dizer: “Você fez 10 vendas, sua meta é 20 vendas e faltam 5 dias para fechar o mês. Corra!”. Essas informações são óbvias e não auxiliam em nada o vendedor, apenas aumentam a pressão por resultados.
Que tal olhar seus relatórios da próxima vez e analisar realmente o que eles dizem? Veja, abaixo, algumas dicas de como transformar seus relatórios em verdadeiras ferramentas para melhorar suas vendas.
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Estabeleça os índices de aproveitamento de resultados – Acompanhe os resultados dos melhores vendedores e estabeleça o índice ideal se baseando em resultados concretos de sua equipe ou, melhor ainda, em seu segmento. Uma forma de fazer isso é estabelecendo o índice médio atingido pelos melhores vendedores quando alcançam suas metas.
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Ações corretivas – Você irá notar que seus vendedores obtêm aproveitamentos diferentes nas fases da venda. Alguns são muito bons em abordagens externas, outros no telemarketing, outros no fechamento, etc. Ao detectar a fraqueza em uma determinada fase, ou seja, resultados abaixo do índice médio, você deverá iniciar um plano de ação para capacitá-lo.
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Gráficos de evolução – Transforme os dados sobre o aproveitamento de seus vendedores em um gráfico de evolução de desempenho. Dessa forma, você poderá avaliar os resultados de suas ações corretivas e, até mesmo, tomar decisões quanto às contratações e demissões.
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Estabeleça metas personalizadas – É fácil e excelente para os resultados. Ao traçar uma meta, estabeleça um objetivo personalizado para cada vendedor em cada fase do processo, considerando seus índices reais de aproveitamento. Diga a ele, por exemplo, quantos clientes precisa abordar para cumprir a meta, levando em consideração seu índice de conversão.
Relatórios que servem apenas para acrescentar informações óbvias e mais pressão à sua reunião de vendas não servem para nada, são pura burocracia, como dizem com propriedade seus vendedores!
As possibilidades são infinitas, além do desempenho de sua própria equipe, um bom relatório pode ajudar você a traçar o perfil do mês, de uma promoção, de uma determinada ação, etc.
Leia melhor os dados de seus relatórios e conquiste sua equipe!
Para que seu texto seja publicado na e-zine Liderança, você precisa, primeiramente, postá-lo na Comunidade VendaMais. Os mais bem avaliados garantem seu espaço em nosso boletim semanal. Faça como a gerente de vendas Thaizi Morani, visite o site:
http://www.comunidadevendamais.com.br e publique seus artigos.
Opinião do leitor
“Se eu não me pronunciar, vocês nunca saberão o que sinto e penso. Acontece que estou agradecidíssimo à revista Liderança. Por estar num estágio profissional em que almejo cargo de liderança, aprecio muito vocês.”
Clodoaldo Medeiros
Para pensar
“Muitas vezes, usamos o termo feedback como sinônimo de crítica, mas, na verdade, ele também pode ser positivo. Trata-se de um retorno para a outra parte e pode ser um reconhecimento ou um ponto a ser melhorado”
Joacir Martinelli
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