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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

As 8 competências dos líderes – Parte II

publicado em 05/04/2010


Na e-zine da semana passada, começamos a falar sobre as oito competências que os líderes devem ter não só para alcançar um bom desempenho em benefício apenas de suas carreiras, mas também de suas empresas e da economia.

A lista foi elaborada por Ram Charan, um dos mais consagrados consultores de negócios da atualidade, e publicada no livro Know-how: as 8 competências que separam os que fazem dos que não fazem, lançado pela Editora Campus/Elsevier.

Conheça agora as outras quatro competências:

  • Contratar e desenvolver líderes – Você não deve apenas desenvolver as habilidades de liderança em seus colaboradores, mas também as características de um líder. Principalmente de líderes de si, de suas carreiras. Uma pessoa líder de si não precisa do gerente para lembrá-la dos compromissos, para corrigir a rota em direção da meta, ensinar a atender adequadamente os clientes, etc. Arme sua equipe de maneira que você possa tirar férias à vontade, assumir novas atividades e indicar um de seus funcionários para o cargo de gerência sem medo.
  • Ser capaz de definir metas realistas – O gerente precisa saber para onde quer levar seu negócio e desenvolver metas periódicas, que combinem essa visão com o que pode ser alcançado naquelas condições. Mas existem limites, por exemplo: seus vendedores só podem atender um número máximo de clientes em um dia, seus clientes só podem consumir uma determinada quantidade de seus produtos ou serviços a cada período. Sem perder de vista a missão e a visão da empresa. O gerente deve definir metas desafiantes, mas não impossíveis.
  • Priorizar bem – O que é mais importante em cada momento? Não é só vender. Há horas em que a empresa precisa ampliar a base de clientes, então o foco deve ser a prospecção. Há momentos em que a concorrência se torna mais agressiva, portanto é preciso se concentrar na fidelização dos clientes atuais e assim por diante. Para tornar sua equipe um sucesso, você deve fazer o que é mais importante agora.
  • Lidar com forças além do mercado – A opinião da sociedade importa sim e, cada vez mais, espera-se que sua empresa represente algo que seja relevante para ela, que ajude a tornar esse mundo melhor, etc. Assuntos como ecologia, direito das minorias, violência e outros estão dentro e fora de sua empresa. E seus clientes querem saber o que você faz sobre isso.

Muito interessante, não é mesmo? Para se aprofundar em cada uma das oito competências que tratamos nessas duas e-zines, não deixe de ler Know-how: as 8 competências que separam os que fazem dos que não fazem, do grande Ram Charan. Sua empresa, equipe e clientes agradecem!

Antes de encerrar, quero reforçar o convite feito na semana passada. Acabamos de criar no Orkut a comunidade da revista Liderança e gostaríamos muito de encontrar você por lá. Acesse: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98525604 e participe.

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
 

Artigo da semana
Cérebro eletrônico e o briefing nos tempos modernos

Por Fernando Adas

Sim! Tenho conseguido chegar em casa antes da novela das sete e comecei o ano ouvindo Gilberto Gil na música de abertura. Anos atrás, Marisa Monte havia nos brindado com essa pérola de reflexão sobre os tempos modernos, que nos leva a pensar em alguns momentos de nossa vida corporativa.

As empresas andam com seus cérebros eletrônicos “a mil por hora”. Executivos fazem tudo, quase tudo. Elaboram, planejam, cruzam dados, emitem planilhas, mas muitas vezes ficam mudos. Que os briefings estão mais econômicos e monossilábicos todos já sabem. Que as empresas estão ansiosas por prazos e com foco excessivo no operacional também deixou de ser novidade. O que me surpreende nessa cadeia produtiva é esse ruído entre o comandar, o desmandar e o mandar, cujo resultado final não anda.

Sofremos muito com essa palidez de informações por parte das empresas contratantes. Só elas podem pensar se Deus existe, só elas podem chorar, esforçar-se e obter informações capazes de gerar boas campanhas. É lógico que os fornecedores, com seus botões de “carne e osso”, ajudam na interlocução, no “falo e ouço” mais objetivo e capaz de produzir um diagnóstico e um plano de ação. Para tanto, o bom roteiro de briefing se torna fundamental e assegura boas ideias capazes de envolver toda a equipe, do atendimento ao criativo, da produção ao consumidor.

Toda vez que somos chamados a uma reunião de projetos, tentamos perguntar mais que responder. É uma postura de resistência que insistimos em manter para que possamos decidir se a campanha terá vida ou morte. E porque somos “vivos pra cachorro”, sabemos que campanha alguma mal planejada foge do caminho inevitável para a morte.

Nós acreditamos nos clientes. Acreditamos em seus cérebros que, mesmo eletrônicos, são temperados por emoções que os aquecem. Não cremos no impulso primitivo para a morte e entendemos que toda campanha tem seu começo, meio e fim. E que um bom fim é fruto de um bom começo. Por isso, mesmo conscientes dos botões de ferro e dos olhos de vidro que o mercado nos impõe, prosseguimos animados, dançando conforme a música e crentes que a persistência, a paciência e a informação também são impulsos capazes de dar vida aos projetos.

Para que seu texto seja publicado na e-zine Liderança, você precisa, primeiramente, postá-lo na Comunidade VendaMais. Os mais bem avaliados garantem seu espaço em nosso boletim semanal. Faça como o empresário Fernando Adas, visite o site: http://www.comunidadevendamais.com.br e publique seus artigos.

Opinião do leitor
“Tenho recebido a Liderança, que foi indicada pelo meu professor de faculdade. Me formei em marketing e acho geniais os temas abordados. Eles retratam o cotidiano nas empresas e na competitividade do mercado de trabalho.”
Edvânia Kestring

Para pensar
“O único limite para nossa realização de amanhã são nossas dúvidas de hoje”
Franklin Roosevelt

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