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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

O tempo e a eficiência do gerente

publicado em 14/04/2010


Certamente você conhece líderes que de líderes só têm o título. Analisando um pouco mais, é possível perceber que não há, necessariamente, uma correlação de tempo com habilidades e performances. Há bastante gente ruim que trabalha muito mais que doze horas por dia e várias pessoas competentes que conseguem ficar muito tempo longe do escritório, mas que continuam produzindo bons resultados.

A natureza do cargo ajuda a explicar isso. Imagine que você é um marceneiro e tem de construir uma mesa. Certo, existem máquinas que podem ajudá-lo, mas, se você quiser que o serviço saia perfeito, não poderá construí-la na metade do tempo, pois provavelmente ela ficará bamba e terá partes que não foram lixadas adequadamente, entre outros defeitos. Mas você pode demorar o dobro do tempo para construir a mesa, caprichando no torneado das pernas, nos entalhes e usando várias camadas de verniz para realçar a qualidade e o visual da madeira. A relação é direta: pouco tempo, mesa ruim; muito tempo, mesa requintada.

Isso não vale para o gerente. Há várias maneiras de atingir uma meta ou um objetivo e muitas formas de mostrar aos outros o que foi conquistado. Se o tempo não está diretamente ligado à nossa eficiência, como o gerente mostrará o seu valor para a diretoria e fará a diferença?
 

  • Gerentes eficientes sabem como lidar com pessoas para maximizar seus talentos – Quando se trata de pessoas, a única verdade é que não existem verdades que funcionam para todos. Estilos “bonzinho”, “durão”, “paternalista”, “líder moderno” e tantos outros só funcionam com um número de pessoas por determinada situação. A habilidade de trabalhar e descobrir o melhor de cada indivíduo é a arma mais potente do gerente para melhorar sua eficiência sem aumentar suas horas de trabalho. No entanto, ele não conseguirá isso trancado em seu escritório.
  • Gerentes eficientes sabem construir uma imagem
    positiva –
    Imagem não é só para seu produto, é também para sua equipe e para você. Faça com que as pessoas saibam que o seu trabalho e a sua equipe têm determinados padrões de qualidade e performance. Assim, todos saberão o que esperar de vocês e ficará mais fácil perceber a sua contribuição para a empresa, sem precisar ser o primeiro a chegar e o último a sair. Para isso, tenha regras simples e claras para a sua equipe.

Para conseguir um maior respeito por parte de seu grupo e aumentar sua visibilidade, comece com alguns pontos básicos:

  • Nunca reclame de uma tarefa que terá de fazer de qualquer forma. Você pode, depois, apresentar alternativas para que aquele trabalho seja realizado de outra maneira. Mas só reclamar é péssimo para a imagem de qualquer um – principalmente de um gerente que deseja erradicar de sua equipe esse hábito.
  • Assim que terminar uma tarefa ou projeto, entre em contato com as pessoas envolvidas no processo para agradecê-las e ter certeza de que todos sabem que o projeto foi finalizado.
  • Aceite a natureza e os hábitos de trabalho de pessoas que você não conseguirá mudar.

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
 

Artigo da semana
Labor em equipe

Por Paulo Sergio Buhrer

Imagine se, no momento de uma cirurgia do seu filho, pai, mãe ou alguém que você ama, médicos, enfermeiros, ajudantes, todos começassem a discutir e dizer, por exemplo: “Ah, essa tesoura é minha, não use” ou “Ei, esse bisturi é meu, ninguém toca nele” ou ainda “Acho que vou dar uma paradinha na cirurgia, o filho não é meu mesmo”.

Infelizmente, em muitas empresas as pessoas, pelos motivos mais banais possíveis, agridem-se verbalmente, quando não chegam às vias de fato, colocando a vida do “paciente” em risco.

Nada justifica forma alguma de agressão entre os colaboradores de uma mesma empresa, aliás, não há motivos para um ser humano agredir o outro. Contudo, pelo estresse do cotidiano moderno, os indivíduos não pensam antes de dar respostas. Ofendem quem amam, maltratam quem adoram e agem agressivamente diante de situações, quase sempre, triviais.

Parece não crível, mas, em muitas empresas, colaboradores se atritam porque não querem dividir o trabalho, as ferramentas, os produtos que fabricam ou as mercadorias que comercializam, acreditando que eles são os donos daquilo. No trabalho, enquanto uns dão um duro danado no labor, outros brincam de trabalhar e até satirizam os que estão empenhados. Uma certeza no ambiente de trabalho é que, toda vez que alguém estiver à sombra, descansando em horário de serviço, há outro colaborador sobrecarregado.

Trabalhar em equipe é uma necessidade premente. Os resultados são sempre melhores. Mas, como cada ser humano tem sua personalidade e, na maioria das vezes, não se assemelha à dos seus pares nas empresas, o mais sensato parece ser seguir normas, regras de integração no trabalho, manual de comportamento nas organizações, etc.

Ainda que o desejável seja a capacidade individual dos colaboradores em saber se comportar dignamente no ambiente empresarial, respeitando seus colegas e não agredindo o ser humano que trabalha ao seu lado na empresa, seguir normas e regras, quando essas são bem elaboradas, surge como uma boa alternativa.

O trabalho em equipe também requer um grande líder. Uma equipe é o espelho dos seus líderes. Então, quando uma equipe é ruim, seu líder é ruim? Não exatamente, porque o líder é, normalmente, o espelho dos donos da empresa, da autonomia que lhe dão e da abertura que lhe oferecem para que possa liderar. É claro que há líderes péssimos, que, mesmo com toda a autonomia que lhes é conferida, não são capazes de “cuidar” dos seus liderados.

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Opinião do leitor
“Para mim, a Liderança é meu alimento profissional. Preciso dela como preciso do meu arroz e feijão. Sinto-me forte com essa vitamina tão saborosa que nos ensina a amar o ser humano como ele é, com seus defeitos e qualidades.”
Adriana Linhares

Para pensar
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