publicado em 19/05/2010
Você já deve ter ouvido, vivido ou simplesmente presenciado situações extremas de “líderes” que de líder não têm nada. Eles fazem absurdos dentro da empresa certos de que estão abafando e irão conseguir resultados melhores. Ledo engano! Ao esquecer que estão lidando com pessoas e que deveriam ser o exemplo, cometem equívocos absurdos na gestão de suas equipes, se é que podemos chamar isso de gestão. Preste atenção no relato abaixo:
“Comecei a notar, logo no primeiro dia, que as pessoas que trabalhavam ali estavam sempre de cara fechada. Não conversavam entre elas nada que não fosse relacionado ao trabalho. Quando perguntei se poderia tomar café ou se havia um horário preestabelecido, informaram-me de que o café só poderia ser tomado após às 9h30 e que custava R$1,50. ‘O quê? Tenho de pagar pelo café?’, disse.
Aí os relatos começaram a sair aos poucos. A água, que ao menos não era cobrada, tinha de ser tomada sempre com um mesmo copo descartável, no qual deveria estar escrito o nome da pessoa. No banheiro foi um absurdo, havia uma identificação logo acima da válvula de descarga em que estava escrito o seguinte: ‘Liberado apenas um rolo de papel higiênico por dia’.
Outro absurdo, alguns dias após isso, foi uma circular que dizia: ‘No local de trabalho não é permitido se alimentar. O funcionário deve vir alimentado de casa’. Caso alguém estivesse com o celular que não fosse no vibra call, isso já irritava a chefe que, logo, chamava a atenção. A pressão que a proprietária exercia era de uma administração autoritária.
Ela ficava sempre observando se as pessoas estavam trabalhando. Uma mínima distração e ela já chamava a atenção. Uma régua de aço que caía mais de uma vez no chão era motivo para que ela se levantasse e viesse até a mesa para dizer que a régua tinha de ser colocada em outra posição para que não prejudicasse o piso. A rotatividade de funcionários era absurda.
Em um mês, seis pessoas pediram demissão. Os diálogos com os funcionários eram sempre ríspidos e, às vezes, causavam constrangimento por serem feitos na frente de outras pessoas. Imagine se eu não fui um dos que saíram de lá”.
Acredite, esse relato foi enviado por um de nossos leitores. É inadmissível que, nos dias de hoje, coisas assim ainda aconteçam. Mas, infelizmente, essa é uma triste realidade de muitas empresas. A gestão autoritária e opressora faz com que grandes talentos implorem sua demissão. Isso precisa mudar.
Enquanto não muda, queremos compartilhar casos como esse com gestores de todo o Brasil. Afinal, é possível ensinar pelo exemplo errado. Portanto, se você também tem uma história de liderança às avessas, coloque a boca no trombone, ou melhor, os dedos no teclado e envie seu relato para o e-mail: cleverson@lideraonline.com.br. Seu caso pode ser um dos próximos publicados na revista Liderança. E sua identidade, claro, será preservada.
Antes de terminar, quero lembrar que a promoção anunciada na semana passada continua. Para celebrar os seis anos da Liderança, presentearemos todos que renovarem ou fizerem sua assinatura com um special report exclusivo que traz as dez melhores dinâmicas de grupo já publicadas pela revista. Essa promoção é válida até o fim de maio e o special report será enviado por e-mail junto ao primeiro exemplar da revista.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
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