Sua empresa é uma pequena gigante?
publicado em 26/05/2010
Antes de responder a pergunta, vamos relembrar a origem do conceito das pequenas gigantes. Tudo começou num estudo do americano Bo Burlingham, editor da consagrada revista de negócios Inc. Ele pesquisou a fundo o comportamento de empresas que optavam pela excelência, em detrimento do crescimento desordenado, e as batizou de small giants (pequenas gigantes) porque identificou nelas, dentre outras características, processos eficientes, colaboradores motivados, diferenciais competitivos, bom relacionamento com a comunidade, clientes fidelizados e rentabilidade acima da média.
Os métodos e as estratégias das pequenas gigantes passaram então a ser amplamente discutidos em várias partes do mundo, até mesmo no Brasil por um grupo de empresários e executivos de pequenas e médias empresas. Eles se reúnem mensalmente em São Paulo para discutir uma série de fatores críticos ao desenvolvimento das companhias, como: inovação, competitividade, posicionamento de mercado, decisões de investimento, meios de capitalização, modelos de gestão, estratégias de negócios, planejamento, rentabilidade, entraves e outros determinantes do desempenho.
Os encontros são conduzidos por Raúl Candeloro e outros grandes especialistas brasileiros, que apresentam ferramentas inovadoras para tratar dos temas escolhidos de acordo com a necessidade dos integrantes. O marketing de experiência, sempre relacionado de alguma forma com o tema trabalhado, reforça o conteúdo, além de proporcionar momentos agradáveis e propícios à integração, ao relacionamento e aos negócios. O benchmarking é constante, até mesmo com a visita a algumas das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. No mês passado, por exemplo, o grupo visitou a Eurofarma, uma das maiores indústrias farmacêuticas do País, que está há seis anos no ranking das melhores.
O grande objetivo do Small Giants Brasil é colocar os integrantes três anos à frente da concorrência, que não participará do grupo, já que é vetada a entrada de mais de uma empresa do mesmo segmento de negócios. Portanto, se a sua companhia optou por ser melhor e se aprimorar sempre, em vez de ser simplesmente maior, o Small Giants Brasil é o seu lugar.
Para mais informações sobre como participar do grupo, entre em contato com Fábio Fiorini pelo e-mail: fabio.fiorini@editoraquantum.com.br ou ligue para: (11) 2123-7800. Ele fará uma análise para verificar a adequação de sua empresa ao perfil do projeto. Você também pode visitar a comunidade do Small Giants Brasil pelo endereço: http://www.smallgiantsbrasil.com.br.
Inscreva-se o quanto antes, e já participe do próximo encontro que acontecerá nos dias 17 e 18 de junho, com visita a mais uma das melhores companhias para se trabalhar: a Serasa Experian, líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
http://www.twitter.com/cleversonuliana
Artigo da semana
Lições de um time de guerreiros
Por Gregorio Ventura
O mundo corporativo tem a aprender com o mundo esportivo. Ultimamente, tenho acompanhado os jogos do time de vôlei do Montes Claros que, em sua primeira liga, acaba de chegar à semifinal do campeonato. Os jogos da equipe batem recordes de público. Uma autêntica sintonia entre time e torcida, que apelidou a equipe de “time de guerreiros”. Para vencer, não basta somente ter talento, é preciso aprender a praticar o jogo de equipe – esse é o grande ensinamento de um grande time.
Em muitas organizações, as pessoas estão como grupo, e não como time. O grupo não tem propósito comum e as pessoas não sabem o real sentido de fazerem parte daquela empresa. Um autêntico time tem senso de unidade, propósito e metas comuns e uma missão clara e vivenciada em todas as suas ações e por todos os integrantes da organização.
Frequentemente, a inveja e a vaidade levam os grupos a terem comportamentos que prejudicam os resultados, e o brilho dos integrantes pode ser apagado por membros que acreditam que somente apagando o brilho do outro é que vão ter o seu próprio brilho. O apoio da torcida ao time do Montes Claros tem mostrado o quanto é importante “jogar junto” o tempo inteiro, assim, as organizações que se destacam são aquelas em que as pessoas participam, utilizando seus diversos talentos a fim de contribuir para atingir os resultados. Participar, e não omitir, é a palavra-chave de times vitoriosos.
O que impressiona nesse time de vôlei, liderado pelo técnico Talmo de Oliveira, é sua capacidade de reverter um placar nas situações mais difíceis. O resultado é focado até o último instante, esse é o sentido do “time de guerreiros”. O grupo não possui ainda uma “grande estrela” da seleção brasileira, mas tem um conjunto equilibrado em que todos participam e, quando um jogador não está bem, o outro entra e oferece sua contribuição no momento certo. É um time apoiado pelo estilo
coach de ser do seu treinador, que sabe tirar o máximo do potencial de cada integrante e delega e lidera com seus demais líderes.
A capacidade de focar o resultado, lidando com as pressões e reorganizando o planejamento, quando necessário, conduz um time à superação. Não importa o quão distante está a meta a ser atingida, mas sim o quão dispostas as pessoas estão para atingi-la. O papel do líder é deixar seu time focado no resultado, sem sucumbir diante das dificuldades, sabendo extrair o melhor de cada integrante.
As organizações necessitam de pessoas guerreiras, de líderes proativos e que cresçam baseados no valor e no potencial de sua equipe. Muitas companhias reclamam de seus resultados, mas seus líderes continuam a não inspirar o melhor dos profissionais e a não valorizar, por exemplo, o senso de propósito comum. A empresa do novo século e que vai perpetuar será aquela que tiver um time de guerreiros, um líder que aja como
coach e seja inspirador da transformação positiva das pessoas. E na sua organização, existe um grupo ou um time de guerreiros?
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Opinião do leitor
“Cada vez que leio a Liderança, tenho plena convicção de que ela foi criada para inspirar a alma, o coração e a vontade de sermos seres humanos melhores. A revista tem o princípio básico de mostrar que todas as iniciativas são válidas, desde que sejam valorosas e verdadeiras.”
Ana Artigas
Para pensar
“Qualquer desafio que enfrentamos não é tão importante quanto a nossa atitude diante dele, pois é ela que determina nosso sucesso ou derrota”
Norman Vincent Peale
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