Prepare-se para lidar com colaboradores difíceis
publicado em 14/07/2010
Na semana passada, começamos a falar sobre as “dores de cabeça” gerenciais, aqueles profissionais que tiram os líderes do sério. Mas você sabia que conhecendo cada um desses perfis pode se relacionar melhor com eles? É o que garantem Katherine Crowley e Kathi Elster, autoras do livro Trabalhar com você está me matando, da Editora Sextante. Acompanhe:
O cético: “Isso nunca vai dar certo”
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Como se comporta?
Antônio é o tipo do contra, desconfiado e resistente a novas ideias. Acha defeito em qualquer mudança positiva que o líder tenta implementar. No entanto, mesmo sem concordar com alguma política ou plano, continua realizando seu trabalho.
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O que fazer?
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Diga a Antônio que ele é um funcionário valioso, mas que gostaria que aceitasse as mudanças de forma mais positiva.
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Enfatize a importância de apoiar novas ideias e cite exemplos do passado por meio dos quais ele resistiu a novas ideias e quanto isso afetou negativamente o restante da equipe.
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Monitore o comportamento de Antônio. Dê a ele a tarefa de ensinar aos outros membros da equipe como aplicar ideias que ele havia rejeitado. Lembre-se de que seus comentários negativos não são produtivos.
O “passivo-agressivo”: “Não fiz muita coisa ainda porque não sei o que você quer”
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Como se comporta?
Por temer discordar abertamente dos outros, Renata diz “sim”, apesar de seu comportamento indicar um sonoro “não”. Ela age silenciosamente de diversas maneiras. Se você está tendo de lidar com esse tipo de pessoa, vai se sentir frequentemente atacado, embora ela sempre diga
que deseja o melhor para você e a empresa. Entre os comportamentos típicos estão o “esquecimento” de compromissos importantes e o não engajamento em projetos fundamentais.
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O que fazer?
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Expresse sua decepção com o desempenho de Renata. Diga que, quando vocês conversam e concordam a respeito de qualquer iniciativa, é tarefa dela obedecer ao plano.
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Ressalte que as opiniões de Renata são bem-vindas, mas ela precisa falar o que pensa se discorda dos planos e, se não gostar das ideias, então que ofereça outras.
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Reúna-se regularmente com a Renata para repassar os planos e verifique o andamento de cada projeto, deixando claro que as opiniões dela são importantes.
O “devagar-quase-parando”: “Eu termino amanhã. Prometo”
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Como se comporta?
Confiável, mas lento, Lázaro gasta horas para completar tarefas que os outros fazem em minutos. Trabalha, porém o faz lentamente. Os líderes acabam evitando incluí-lo nos projetos mais importantes, com medo de que demore demais a entregar o resultado.
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O que fazer?
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Passe um dia treinando Lázaro. Mostre o método de trabalho e descreva cada etapa para que ele possa anotar a sequência e aplicá-la depois em seu dia a dia.
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Faça acompanhamento diário do trabalho de Lázaro. Verifique quais são as pendências e o ajude caso se atrase com algo complicado.
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Se você perceber que Lázaro é metódico e precisa ser guiado e cobrado constantemente, em vez de deixar que o trabalho se acumule, monitore-o de perto.
Difícil lidar com uma equipe dessas, não é mesmo? Na próxima edição da e-zine Liderança, vamos mostrar como se comportam e o que fazer com o ladrão, o atrasado crônico, o desaparecido, o carente e o truculento. Até lá!
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
Artigo da semana
Você está demitido!
Por Daniela do Lago
Não importa o motivo, a hora da demissão é muito traumática, tanto para quem dá a notícia quanto para quem recebe. O desligamento pode ser devido a problemas de desempenho ou conduta, deméritos óbvios do funcionário, ou reestruturações corporativas, demérito da instituição, mas a notícia sempre causa alguma indisposição entre o empregador e o empregado. Entretanto, as demissões são parte inevitável da rotina de uma empresa. Como executá-las, então, de uma maneira mais natural?
O grande segredo é nunca permitir que a demissão ocorra de supetão. Tanto em casos de reestruturação quanto em problemas de conduta, os
feedbacks são imprescindíveis. É fundamental que o processo demissional se dê após alguns alertas preliminares.
Feedbacks benfeitos facilitam e evitam surpresas na hora da demissão.
É importante também que o líder dê a notícia, e não terceiros. Assim como é o líder quem contrata e desafia o liderado em sua trajetória na empresa, é também ele quem deve conduzir o processo de demissão. Pesquisas indicam que 80% das ações trabalhistas são geradas pela falta de respeito na forma como o líder conduz o processo de demissão.
Cuidados essenciais
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A empresa deve construir uma política clara para as demissões, para evitar situações arbitrárias.
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Evite problemas legais, a empresa pode ser processada.
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Atenção para decisões que possam ser consideradas discriminatórias.
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Nunca comunique a demissão por telefone, carta, “lista” ou por meio do pessoal do RH. Ela deve acontecer olho no olho, assim como a admissão.
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Nunca tome medidas precipitadas antes da demissão oficial.
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Desrespeito no momento da demissão pode trazer retaliações e denegrir a imagem da empresa no mercado.
Sem traumas: a demissão passo a passo
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O processo da demissão deve ser planejado detalhadamente, e, nesse ponto, o suporte da área de RH é fundamental. Defina claramente quem deve ser desligado e tenha em mente, com clareza, o real motivo da demissão.
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Dê a notícia na parte da manhã. Convoque o demitido para uma reunião (curta, cerca de 10 minutos) e tenha sempre em mãos os dados necessários para informar os porquês da demissão.
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Prepare-se para administrar a reação emocional do demitido. Caso ele se descontrole, mantenha-se calmo e não tente discutir. Saiba controlar seus próprios sentimentos, que podem ser semelhantes aos do demitido. Demonstre que a empresa não está deixando ele na mão e que reconhece seu esforço e dedicação durante o tempo na companhia.
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Esteja pronto para responder perguntas como: “Posso voltar para minha sala?”. Faça um roteiro do que ele deve fazer assim que deixar a sala e explique claramente o que precisa ser devolvido e o que pode ficar com o demitido. Faça-o assinar a documentação antes de deixar a sala.
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Quando possível, ajude o demitido a se recolocar e diga “sim” caso ele pergunte se pode dar seu nome como referência.
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Cuide da comunicação interna e externa. Prepare e informe as pessoas da equipe, comunicando se haverá mais demissões. Dê o exemplo, comunique o tratamento justo dado aos demitidos.
Daniela do Lago é especialista em comportamento corporativo, palestrante, consultora de empresas e autora de diversos artigos acadêmicos publicados em congressos e revistas. É ganhadora do prêmio Líder Empreendedor 2010, fornecido pelo Fórum Nacional de Trainees e Empreendedores (Fonate).
Opinião do especialista
“É com muita satisfação que venho agradecer pelos textos da Liderança. Tenho lido todos religiosamente e aprendido muito com eles.”
Amarildo Rosa
Para pensar
“O líder do novo milênio precisa estar preparado para conviver com a rejeição e com o sucesso”
Bruna Gasgon
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