Vença o desafio e assuma o controle da sua equipe
publicado em 21/07/2010
Na semana passada, começamos a tratar dos perfis mais comuns que afloram nas equipes. Conheça agora os restantes, com detalhes do comportamento deles no dia a dia e as providências que você pode tomar para reverter a situação – de acordo com o livro Trabalhar com você está me matando.
O ladrão: “Dois cheques nominais para mim? Ops, foi mal”.
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Como se comporta?
Stênio possui um sistema de valores que não vê nenhum problema em roubar objetos da empresa. Vale tudo, de pequenos itens, como material de escritório, até informações, dinheiro e clientes.
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O que fazer?
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No caso de “roubo” de ideias e informações, vale lembrar o que é intolerável em qualquer empresa.
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No caso de roubo de objetos e materiais, não pense duas vezes antes de demiti-lo.
O atrasado crônico: “Meu despertador não tocou (de novo)”.
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Como se comporta?
Dalton está sempre atrasado para o trabalho, reuniões e entrega de projetos. Quando advertido, melhora por um curto período, mas, com o passar do tempo, volta ao hábito de chegar atrasado.
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O que fazer?
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Explique as regras de trabalho a Dalton, até mesmo o horário em que começa o expediente.
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Recorra às normas e ao regulamento da empresa e cite os trechos relativos a atrasos.
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Prepare-se para ser testado, pois, embora você tenha comunicado as normas da empresa, provavelmente ele chegará atrasado novamente.
O desaparecido: “Estou com alguma doença esquisita. Não posso ir trabalhar”.
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Como se comporta?
Susana costuma faltar ao trabalho devido a misteriosos problemas de saúde, emergências pessoais e imprevistos. Esses eventos inesperados são mais frequentes nas segundas ou sextas-feiras e, curiosamente, ela não consegue nem avisar o que está acontecendo porque está presa em um túnel, funeral ou voo atrasado.
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O que fazer?
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Diga a Susana que ela está faltando muito ao trabalho e, após isso, dê uma cópia do manual de normas da empresa, além de avisar que a sua cota de dias de licença e férias esgotou.
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Lembre-se de falar que o manual diz que o colaborador deve ligar para alertar o supervisor. A não notificação pode ser motivo para demissão.
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Dê um prazo de três meses para que melhore e monitore o comportamento dela nesse período.
O carente: “Olhem para mim! Olhem só para mim!”.
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Como se comporta?
Para quem está de fora, José parece amigável, porém inseguro. Constantemente busca atenção e aprovação, daí as perguntas importantes (somente para ser notado) e o autoelogio de suas realizações.
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O que fazer?
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Convide José para conversar sobre o futuro dele. Inicie a conversa dizendo que parte de sua responsabilidade é manter um bom ambiente de trabalho, mas que o falatório excessivo atrapalha os colegas.
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Peça que José diminua o número de perguntas, pois é um profissional eficiente e sabe a resposta para 95% de suas dúvidas.
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Se José concordar em mudar seu comportamento e trabalhar com aplicação e dedicação, elogie-o no fim do dia por ter conseguido controlar sua vontade de conversar.
O truculento: “Vá você fazer isso”.
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Como se comporta?
Abertamente hostil e pouco amigável, Marjorie desafia o líder a pedir a ela algo que esteja além do que está previsto em sua descrição de cargo. É mestre em emitir sinais negativos com a linguagem corporal. Suas táticas mais comuns são: não responder a cumprimentos ou pedidos, fazer expressões de desdém, tédio ou desinteresse e não parar quando é chamada.
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O que fazer?
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Explique que a atitude negativa de Marjorie está nítida tanto para os clientes quanto para os colegas e que você precisa de colaboradores com postura positiva.
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Marjorie pede desculpas pelo mau humor e volta ao trabalho com uma postura mais agradável. Abra um sorriso e a elogie.
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Mas saiba que, embora Marjorie tenha mudado de comportamento no primeiro dia, existe a possibilidade de que ela repita a postura hostil.
É, não tem jeito. Você precisa mesmo aprender a lidar de maneira positiva com esses colaboradores problemáticos, pois assim fica muito mais fácil se libertar das armadilhas emocionais e trabalhar com todos na equipe.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
Artigo da semana
O novo papel das áreas de recursos humanos
Por Edson Rodriguez
Não dá para o RH ficar apagando incêndios e propondo ações provisórias. O departamento de recursos humanos precisa ser forte, ter um planejamento estratégico estruturado para o desenvolvimento das pessoas, alinhado com os desafios da organização.
É imprescindível que o novo RH esteja inserido nos processos de gestão empresarial, ou seja, seu trabalho deve estar totalmente alinhado aos objetivos e à missão da empresa. Mas, na prática, como isso funciona?
As empresas buscam resultados, lucros e cumprimento de um papel social, certo? O RH atuará por meio da gestão de pessoas, utilizando técnicas e instrumentos de avaliação de resultados. Assim, desenvolverá as seguintes facetas de acordo com as novas missões:
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Pessoas certas nos lugares certos – Reconhecer os talentos potenciais dos indivíduos e alocá-los corretamente.
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Desenvolvimento dos potenciais – Desenvolver, terceirizar e implementar processos de treinamento eficazes e direcionados aos interesses da empresa.
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Gerenciamento de carreiras – Orientar os profissionais sobre suas carreiras e gerenciar a retenção dos talentos nas organizações.
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Planejamento estratégico – Será fonte e recurso em processos de expansão, mudanças e fusões em programas de qualidade.
O RH moderno precisa dedicar todo o seu talento e potencial à tarefa mais nobre: aprimorar o nível de qualidade das pessoas.
Edson Rodriguez é especialista em gestão comportamental e profissional, vice-presidente da Thomas Brasil e sócio do Your Life. Ele é consultor em treinamento de vendas e autor dos livros
Por que alguns vendedores vendem mais que os outros?, Conseguindo resultados através de pessoas e
Futebol para executivos.
Opinião do especialista
“Gostaria de parabenizar a revista pelos trabalhos maravilhosos. É um prazer parar e ler a Liderança. Tem sido de grande valia.”
Vânia Viana
Para pensar
“O líder do novo milênio precisa estar preparado para conviver com a rejeição e com o sucesso”
Bruna Gasgon
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