colunas 960 grid

Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Transforme potencial em liderança

publicado em 18/08/2010


Você sabia que mais de 75% dos executivos de recursos humanos estão preocupados com a capacidade de desenvolver futuros líderes? É o que confirmou a pesquisa Desvendando o DNA da força de trabalho adaptável, realizada em todo o mundo pela IBM. Segundo o estudo, com o crescimento dos mercados emergentes e a aposentadoria de pessoas experientes, as empresas colocarão em risco suas estratégias de crescimento se não puderem identificar e desenvolver a próxima geração de líderes.

Além da dificuldade em desenvolver lideranças eficazes, a pesquisa mostrou que 52% dos executivos dizem que há uma incapacidade dos funcionários e das empresas em aprimorar rapidamente conhecimentos para atender às necessidades do negócio. O estudo mostrou também que 36% dos entrevistados declararam que o conhecimento de seus funcionários não está alinhado às prioridades atuais da organização.

A pesquisa deixa claro que vivemos um momento crítico de escassez de líderes preparados para enfrentar os complexos desafios dos negócios atuais. Esse panorama se deve até mesmo a um fator demográfico. A população mundial está envelhecendo e há menos jovens entrando no mercado de trabalho em decorrência da baixa taxa de natalidade. Para agravar ainda mais essa situação, os efeitos da globalização promovem mudanças rápidas, o que faz com que as empresas necessitem cada vez mais de novos líderes preparados para o futuro. E os meios tradicionais de preparação de lideranças não estão conseguindo desenvolver pessoas para enfrentar o mundo atual.

Foi-se o tempo em que somente os resultados financeiros indicavam o potencial de uma organização. Hoje, a liderança forte faz com que uma boa empresa seja ainda melhor, assim como a fraca reduz o potencial dela. É por isso que algumas companhias têm dificuldade em competir pelos melhores talentos e acabam enfraquecendo ainda mais. Enquanto isso, as que são boas no aprimoramento de lideranças lutam constantemente para reter os líderes que desenvolveram.

Para melhorar as chances de sucesso, o desenvolvimento de lideranças deve estar alinhado ao plano estratégico da empresa. É necessário existir um processo claro, transparente e objetivo, em que todos na instituição saibam o que é esperado dos líderes e sejam avaliados de acordo com os mesmos critérios. Por outro lado, também se requer das pessoas que estão sendo desenvolvidas que estejam dispostas a mudar atitudes e comportamentos de acordo com as necessidades da organização.

O grande problema é que hoje as empresas não têm quantidade nem qualidade suficientes de líderes dos quais precisam. Entretanto, uma coisa é certa: em todas as instituições ainda existem potenciais a serem desenvolvidos, ou seja, profissionais que podem gerar mais e melhores resultados.

O estudo da IBM apontou que executivos de diversas linhas de negócios parecem estar mais preocupados em desenvolver os conhecimentos existentes de seus funcionários que em atrair novos talentos. Embora 52% indiquem que a incapacidade de evoluir rapidamente os saberes é um desafio importante da força de trabalho, somente 27% declararam que a dificuldade de atrair candidatos qualificados é um problema.

Tanto que são muito comuns no mercado empresas que acreditam ser mais fácil contratar um líder pronto, em vez de desenvolvê-lo. Mas essa é uma aposta de alto risco e custo, porque a instituição não sabe se o profissional vai se adequar à cultura e às necessidades da nova casa. Além disso, contratar de fora, em vez de captar os talentos de dentro da organização, apresenta um impacto negativo na motivação e na produtividade das pessoas que já trabalham na empresa, pois elas acabam se sentindo desvalorizadas.

O que preocupa muitas empresas é investir no desenvolvimento de um funcionário e acabar perdendo-o para a concorrência. Contudo, é fundamental encarar o turnover com naturalidade e não deixar que isso atrapalhe a evolução de líderes. Se você não desenvolve as pessoas, as melhores vão procurar outros desafios. Se você desenvolve, tem mais chances de que as melhores fiquem com você. Treinando pessoas, você aumenta o nível de comprometimento delas com a empresa e a tendência é que elas fiquem, porque visualizam oportunidades de crescimento.

Portanto, em vez de procurar pessoas que já tenham se destacado em outras empresas para preencher os cargos de liderança, pense que os melhores líderes podem já fazer parte de sua equipe como um talento desperdiçado. Mas, afinal, como reconhecer esse potencial para liderança nos colaboradores?

Falamos sobre isso na próxima semana. Até lá!

Um grande abraço,

Cleverson Uliana
Editor da revista Liderança
cleverson@lideraonline.com.br
 

Artigo da semana
10 motivos contrários ao novo sistema de ponto eletrônico

Por Percival Maricato

A Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), entidade que reúne 80 federações, confederações, sindicatos e empresas prestadoras de serviços, informa dez motivos que justificam sua posição absolutamente contrária ao Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SRES), previsto na Portaria nº 1.510/2009 do Ministério do Trabalho e Emprego, a entrar em vigor no próximo dia 21:
  1. É caro – O equipamento custa entre R$3,5 a R$7 mil, e será preciso ter mais de um a cada 200 funcionários. Além do gasto com o aparelho, a empresa terá custos com treinamento, adequações diárias, software, certificações, tinta, papel, consertos e outros.
  2. É inútil – Os equipamentos atuais servem para sua finalidade. Os que praticam fraudes continuarão a cometê-las da mesma forma, bastando, para isso, imprimir os comprovantes a qualquer hora, como se correspondessem à verdade.
  3. É retrocesso – Fará com que milhares de empresas voltem para o ponto mecânico e manual, para evitar tanto custo e burocracia. E tecnologia, aliás, deveria ser usada para reduzir custos e descomplicar.
  4. É injusto – Está sendo imposto sob alegação de que há empresas que fraudam os horários dos trabalhadores. Em vez de fiscalizar e punir essas companhias, o Ministério do Trabalho resolveu punir todas.
  5. É ambientalmente perverso – Implica uso de matéria-prima para a produção dos novos equipamentos, como baterias, impressoras e tintas, e também o uso de papel, provocando o corte de milhares de árvores, além do descarte do equipamento antigo, que gerará imensa quantidade de lixo industrial.
  6. É desperdício criminoso – Um verdadeiro crime contra o País, que deveria estar usando seus parcos recursos em qualificação, produtividade, pesquisa e produção de mais e melhores bens e serviços por menores preços.
  7. É ilegal – Não se pode, por meio de portarias, criar tantas obrigações e custos não previstos em lei. Isso fere princípios como os da razoabilidade, proporcionalidade, legalidade, eficiência e outros.
  8. Prejudica as empresas e os trabalhadores – Esses últimos terão de esperar em filas pela vez de marcar o ponto. E, mais uma vez, prejudica as empresas, que acabarão por pagar, como horas extras, esse tempo de espera. Beneficia apenas, e muito, umas poucas empresas fabricantes do equipamento.
  9. Prejudica as pequenas empresas – As que já usam ou querem usar o ponto eletrônico terão de pagar pelo sistema o equivalente ao aluguel da sede ou à folha de pagamento, além dos gastos com manutenção, adequação, certificação, etc. Senão, terão de voltar atrás na evolução tecnológica.
  10. Prejudica o País – Como consequência, prejudica o País, que mais uma vez sofre retrocessos em virtude do poder que os burocratas exercem na máquina pública.
Percival Maricato é diretor jurídico da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse).

Opinião do leitor
“É com muito prazer que venho agradecer pela Liderança, que tem me ajudado muito, pois há poucos meses fui promovida a líder de uma equipe de televendas. Leio tudo e passo para a minha equipe o que tenho aprendido. Obrigada!”
Dirce Torrecilhas

Para pensar
“Modernize sua liderança, ouse, trace metas ambiciosas e faça valer seu potencial criativo de líder”
Eugênio Sales Queiroz

Visite a loja www.editoraquantum.com.br, que hoje é destaque no que diz respeito a produtos que colaboram para o crescimento profissional.

São revistas, áudios, vídeos, livros, newsletters, eventos e treinamentos voltados para um público vasto de iniciantes, veteranos, gerentes e líderes – todos focados no mesmo objetivo.

Edição do mês

Edição de Fevereiro

CAPA

O que a sua empresa pode aprender com as Escolas de Samba?

Apesar de tudo parecer uma grande festa, uma Escola de Samba tem muito a ensinar...

saiba mais...

E-zine Grátis

E-zine Grátis

Receba nossa newsletter semanal gratuita para aprimorar-se como líder e melhorar os resultados de sua equipe.


Ver ezines anteriores | Alterar cadastro

Small Giants Brasil

Small Giants é um movimento internacional presente em diversos países que objetiva transformar pequenas e médias empresas em Pequenas Gigantes.

Uma empresa Pequena Gigante não é necessariamente líder em seu setor ou tem o tamanho como seu principal diferencial, é uma empresa que optou por ser excelente em tudo o que faz.

Esse é o nosso objetivo, fazer com que seu cliente reconheça sua empresa como uma referência de excelência em valor, confiança, atendimento, agilidade e encantamento.

Quer conhecer melhor a Comunidade Small Giants? Visite: www.smallgiantsbrasil.com.br