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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Eu mereci passar de ano?

publicado em 10/01/2011

Olá.

Você sabe como um maestro treina sua orquestra? Primeiro, ele faz testes e seleciona os profissionais que irão compor a equipe. Depois, pede aos músicos para afinarem seus instrumentos. O terceiro passo é marcar horários com todas as pessoas e escutar cada instrumentista tocar, separadamente, numa sala com uma boa acústica, na presença dele e mais ninguém. Apenas quando todos os componentes estão seguros é que os grupos são formados. Nos ensaios, há a hora para ouvir apenas o violino, apenas o violoncelo, os dois juntos e assim por diante, até que toda a orquestra toque junta.

Esse tempo é necessário para que os ouvidos do maestro e dos músicos agucem. É assim que erros e acertos podem ser permitidos no decorrer dos ensaios. Aos poucos, todos os músicos vão se entrosando, os instrumentos são afinados e o resultado é um espetáculo para nossos ouvidos.

Assim como numa orquestra, existem detalhes que fazem toda a diferença no processo de construção de um ambiente propício para o desenvolvimento de seus colaboradores. Conheça alguns deles e confira se você, como líder, pratica o que fala (ou deveria falar):

  • Você ressalta os pontos fortes de cada pessoa da equipe ou foca somente os pontos fracos? É importante fazer sempre esse balanço, mas elogiar faz um bem danado!
  • Você sempre pergunta como a equipe está se sentindo? Lembre-se, antes de serem profissionais, os colaboradores são humanos.
  • Você dá espaço para que os funcionários digam o que pensam?
  • Você realmente se põe no lugar dos membros de sua equipe? Quando foi a última vez que, apenas por um dia, você assumiu as funções de um colaborador?
  • Você trata seus profissionais também como clientes ou somente como “fornecedores”? Perceba que existe uma diferença de foco nessa pergunta.
  • Você respeita as diferenças? Cada membro da equipe é único e o que deve valer é a meritocracia.
  • Quando as coisas dão erradas, qual é a sua reação? Existe um cristo que sempre “paga o pato”?

Para terminar, faço uma sugestão: envie cada uma das perguntas acima, escritas na primeira pessoa do singular (eu), para cada membro de sua equipe. Peça que avaliem o questionário e não nominem as respostas. Então, e somente então, você saberá se mereceu passar de ano em 2010.

Se você for mal avaliado, não se preocupe. Este pode ser um “ano de recuperação”.

Muito obrigado e um grande abraço,

Júlio Clebsch
Gerente editorial da revista Liderança
julio@lideraonline.com.br
 

Artigo da semana
Faço na prática o que prometo?

Por Dalmir Sant’Anna

Há pessoas que prometem muito, mas no cotidiano esquecem o que foi acordado. Profissionais de vendas que prometem vender mais; estudantes que prometem melhores notas na faculdade; mulheres que prometem emagrecer; homens que prometem participar mais ativamente da família; gerentes, líderes, supervisores e empresários que prometem melhorar o clima organizacional no ambiente de trabalho. Existem funcionários que prometem participar de um treinamento, mas querem mesmo é aproveitar o
evento para fazer compras e há pessoas que na sexta-feira, ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar na segunda-feira mais motivadas. Entretanto, na prática, esquecem o que prometeram. Você conhece pessoas com esse comportamento?

Coerente relação entre o discurso e a prática?
O compromisso de prometer algo a si próprio, ou mesmo a outra pessoa, deve ser aceito como uma dívida que somente terá sua quitação com a coerente relação entre o discurso e a prática. Talvez, neste momento, você se lembre de alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado! Promessas que, por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Quando um profissional demonstra ser comprometido com suas atribuições, busca a melhoria contínua no desempenho dos índices de trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação e comprometimento com suas metas e planejamento resulta no aspecto de prometer e nada fazer acontecer.

A promessa não pode ser esquecida?
O desafio de prometer menos e surpreender mais exige parar por alguns momentos da sua vida e escrever uma lista das principais atividades que você deseja realizar. Em seguida, estabelecer prioridades de acordo com cada período do dia ou da semana. Terceiro, buscar cumprir cada meta estabelecida.

Essa lista de prioridades pode ser escrita à mão, impressa, disponibilizada em um arquivo do seu computador ou no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Lembre-se de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, assim perceberá que evitou atropelos e conseguiu realizar com compromisso, organização e perseverança as promessas assumidas.

Para coibir que promessas sejam apenas palavras soltas ao vento, é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença, permanecer atento às informações e às oportunidades que estão à sua volta, investir em renovação tecnológica, desenvolvimento das suas competências, administração do tempo e exercitar sua visão de futuro. Note que, antes de prometer algo ou de assumir um compromisso, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que as pessoas que prometem e nada fazem somente contam com uma palavra para justificar sua falha: a desculpa.

Vamos juntos assumir o compromisso de prometer menos e fazer mais?

Dalmir Sant’Anna é palestrante comportamental, mestrando em administração de empresas, pós-graduado em gestão de pessoas, bacharel em comunicação social e mágico profissional. Autor do livro Menos pode ser mais.
Visite o site: www.dalmir.com.br

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