Até tu, Brutus?
publicado em 06/04/2011
Olá.
Quando uma pessoa deposita sua confiança em alguém, geralmente é porque acredita na sua fidelidade. Brutus era considerado quase como um filho para o imperador Júlio César. Mesmo assim, sua cobiça falou mais alto. Ele estava entre os que queriam deter o poder do Império Romano, ainda que isso custasse a vida de César.
Dinheiro, poder, vantagem, falta de gratidão, respeito ou ética. Esses são os principais motivos para quem resolve trair. Com Judas, também foi assim. Ele foi um dos 12 selecionados para andar sempre com Jesus Cristo e, por míseras 30 moedas de prata, entregou seu líder aos romanos.
Tema de capa da revista Liderança de março, o assunto traição é abordado de forma a prevenir líderes desse não tão raro acontecimento. Desenvolvida e redigida por nossa jornalista Daiane Schmitt, a matéria descreve histórias de líderes que passaram por essa amarga experiência. Daiane entrevistou consultores, terapeutas comportamentais e psicólogos para desvendar as razões que levam uma pessoa a trair amigos, parceiros, chefes e instituições.
As causas mais prováveis são ambição, desrespeito e falta de ética. De maneira geral, os profissionais consultados recomendam sempre entender os acontecimentos num contexto mais amplo. Tudo por uma simples razão: é difícil desenvolver uma equipe ou um sistema à prova de traições. Entretanto, conhecer o fenômeno, estudá-lo e se preparar reduz as possibilidades de ele se repetir. Como bem diz o ditado: “Errar é humano, mas persistir no erro é burrice”.
E não é o caso de liderar com um “pé atrás”. Ninguém ganha com isso, além de ser um grande desperdício de energia. Mas é o caso, sim, de se decidir por algumas práticas preventivas:
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Pedir recomendações antes de contratar o colaborador.
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Separar o pessoal do profissional.
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Promover um ambiente de trabalho saudável.
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Ter pontos de controle dentro da organização.
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Aprofundar-se um pouco em temas relacionados a pessoas e suas ambições.
Essas são algumas das recomendações, apresentadas aqui de forma sintética, que nossa jornalista descreve na edição de março/2011 da revista Liderança. Para saber mais, leia o artigo na íntegra na versão impressa ou visite nosso site: www.lideraonline.com.br.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
Artigo da semana
Desafios do profissional de RH
Por Francisco Arean
Algumas empresas investem em tecnologia e se esquecem de aplicar recursos na capacitação de seus colaboradores. Esse é um dos maiores erros – se podemos chamar assim – da maioria delas, pois ignoram que seu maior diferencial competitivo é o capital humano.
Os problemas já começam na hora da contratação. Várias organizações não possuem critérios claros e, muitas vezes, compram “gato por lebre” por não haver definição objetiva de perfis de cargos a serem preenchidos.
Diversas empresas crescem de forma desestruturada, causando anomalias organizacionais, e normalmente pagam um preço alto por isso, pois não possuem planejamento de estrutura de cargos, efetivo adequado de profissionais por área e tampouco definição dos níveis de autoridade e responsabilidade por função. Pagam muito para quem traz poucos resultados e pouco para os que fazem a diferença por não terem uma política salarial direcionada, causando assim uma insatisfação na empresa.
Os profissionais passam o sentimento de estarem na organização por falta de opção – e não por opção – não havendo comprometimento deles com os resultados da companhia.
Outro erro muito cometido é a empresa não definir metas por função ou cargo e indicadores de performance. Isso faz com que o profissional fique desorientado, sem saber qual caminho traçar para suas atividades e como realmente pode agregar valor à organização.
Temos empresas que, de alguma maneira, preocupam-se em capacitar seus profissionais. Elas investem em treinamento e desenvolvimento, mas cometem um erro gravíssimo: não traçam, para os programas de treinamento, objetivos claros e resultados esperados, causando a impressão de estarem jogando dinheiro fora.
É comum empresas não conseguirem reter colaboradores com desempenho diferenciado e os perderem para a concorrência ou empresa vizinha por não terem plano de carreira eficaz. Líderes não conduzem suas equipes para os objetivos organizacionais por não estarem capacitados para isso nem realizarem seu principal papel de desenvolver pessoas.
Esses problemas se tornam um círculo vicioso e colocam a longevidade das empresas em risco. Todos os fatores mencionados acima ocorrem por problemas de não haver políticas e processos de recursos humanos bem definidos e, assim, surge a necessidade empresarial de ter profissionais competentes, atualizados e bem preparados nessa área.
No entanto, muitos ainda são vistos como administrador de rotinas, importantes pela relação de confiança, resistentes a mudanças, poucos flexíveis, inseguros, acomodados e visão focada em redução de custos.
Os profissionais de RH que têm obtido sucesso nos seus resultados na organização são aqueles que sabem pensar e atuar estrategicamente, que possuem pleno conhecimento do negócio da empresa, exercem a função de consultor interno, são éticos, verdadeiros parceiros de seus clientes internos, estabelecem metas e objetivos, buscam alinhar os objetivos organizacionais com os pessoais dos colaboradores, medem resultados e sabem aprender a aprender.
Afinal, o importante é saber que trem está na estação. E, se não pegá-lo, talvez não consiga alcançá-lo nunca mais.
Francisco Arean é coordenador do MBA gestão de capital humano.
Visite o site: www.trevisan.edu.br
Opinião do leitor
“Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pelas excelentes matérias abordadas na revista e também pelos artigos contidos nas e-zines. Estou sempre ligado em todas as novidades por vocês apresentadas. Um grande abraço a todos.”
Rosemir Silva de Melo, gerente de crédito
Empresa varejista de móveis e eletrodomésticos
Para pensar
“Os anos ensinam muitas coisas que os dias jamais chegam a conhecer”
Ralph E. Emerson
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