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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

O negócio é engajar!

publicado em 13/04/2011

Olá.

Muito se tem dito que as empresas de sucesso são aquelas que atraem, retêm, motivam e desenvolvem as competências, habilidades e atitudes de suas equipes. A verdade é que somente isso – como se fosse pouco – não é o bastante.

É preciso, segundo alguns especialistas de RH, haver engajamento. Em outras palavras, é preciso mudar a postura das pessoas e, principalmente, das empresas.

Segundo o professor Dante Quadros, consultor, mestre em administração e professor de pós-graduação da Faculdade Católica de Administração (FAE) e estudioso desse tema, “o engajamento é uma estratégia poderosa, pois significa melhorar o nível de competitividade das pessoas e as condições de trabalho na empresa para que o empregado sinta-se parte dela (vínculo afetivo) e queira contribuir para seu sucesso (desejo de ir além do que é exigido formalmente pelo cargo) e construir seu futuro na organização (intenção de se manter nela)”.

É de acordo com o sentido acima que engajamento se diferencia de motivação. Para Dante, motivação está se tornando um mantra obsoleto e não é possível uma empresa conseguir motivar todos, todo o tempo! Mas como propiciar um ambiente engajador?

O professor destaca sete ferramentas que qualquer empresa pode utilizar para desenvolver um ambiente receptivo ao engajamento das equipes:

  1. Endobranding – Difusão da alma da empresa, “contaminar” os funcionários com a visão, missão e valores dela.
  2. Feedforward – Ao contrário do feedback, que envolve a discussão de erros, problemas e falhas do passado, o feedforward se baseia em soluções e alternativas voltadas para o sucesso.
  3. Diálogo – Significa saber expressar pensamentos e sentimentos de modo que o receptor compreenda o que se diz.
  4. Wikinomics – Inspirada nos wikis, a palavra descreve um novo modo de organização da produção marcado pela abertura, transparência e colaboração entre pares.
  5. Heartstorming – Ao contrário do brainstorming, o heartstorming situa-se fora da mente e dentro das emoções (coração), permitindo sentimentos e a busca pelo prazeroso e pelo desenvolvimento.
  6. Empowerment – O poder do empregado, processo pelo qual os gerentes delegam e ajudam profissionais a adquirirem e usarem o poder em suas decisões.
  7. Welness – Promover o bem-estar através da forte integração dos estados físicos, mental, emocional e espiritual (dimensões social, emocional, espiritual, intelectual, cultural, ambiental, ocupacional e física).

O que você, leitor, acha dessas colocações? Elas são pertinentes e têm fundamento? Você acionaria o pessoal do RH para elaborar uma estratégia de implementação dessa cultura do engajamento?

Um grande abraço e até a semana que vem!

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
 

Artigo da semana
Supervisor é diferente de gerente

Por Antonio Jorge Gordilho Freire de Carvalho

Planejar, executar, liderar, ouvir e melhorar são verbos comuns às duas funções, ambas essenciais para o desenvolvimento econômico saudável de uma empresa.

Diretores, gerentes, técnicos, supervisores. Existem alguns termos em recursos humanos bastante comuns no dia a dia de trabalho, os quais nomeiam posições e cargos. No entanto, muitas pessoas não sabem o significado e a posição ideal que cada profissional deve ocupar dentro de uma empresa.

Em meu livro O supervisor: a dimensão supervisional na empresa, recém-lançado pela All Print Editora, apresento as principais diferenças entre as duas funções com intuito de ampliar a valorização do profissional de supervisão no mercado de trabalho atual.

Um gerente tem como principal função planejar e desenvolver estratégias e processos. Já o supervisor conduz no dia a dia os processos traçados pelo gerente e ainda é responsável pela motivação e treinamento da equipe como forma de garantir os resultados.

Quem almeja ser gerente, por exemplo, pode começar a carreira como supervisor. Os profissionais que atuam nessa área trabalham diretamente com a gerência e têm a oportunidade de aprender de perto as atribuições gerenciais. No entanto, para se tornar um bom supervisor, é preciso empenho e dedicação à carreira.

O gerente administra, planeja e calcula cada ação dentro de uma empresa. É papel dele, entre outras coisas, conhecer o funcionamento e a operacionalização de métodos, técnicas, materiais e processos do seu campo de atuação, assim como estudar formas de melhorar os processos de trabalho a fim de ampliar o desempenho e seguir planos estabelecidos. Ele deve ainda conhecer e atender à organização, seu pessoal e às normas administrativas.

Controlar e reduzir os custos também faz parte de seu escopo, assim como ter habilidade para transformar e inovar, ser receptivo às modificações e ter independência de julgamento. Também é de incumbência desse profissional transmitir todos os anseios da empresa aos supervisores que, por sua vez, orientam os executores do processo com intuito de garantir a qualidade e a eficácia do trabalho.

Entre as atribuições do supervisor, estão o aumento do profissionalismo e do sentimento de equipe, o gerenciamento de conflitos, além de promover a transparência nas responsabilidades, tarefas e objetivos. Outro ponto de trabalho para o supervisor é acompanhar processos de recolocação de pessoas em postos de trabalho adequados ao perfil de cada um e ajudar a desenvolver uma relação mais profunda com o cliente.

Antonio Jorge Gordilho Freire de Carvalho é consultor e autor do livro O supervisor: a dimensão supervisional na empresa. Onde encontrar: Livraria Saraiva (www.saraiva.com.br) e All Print Editora (www.allprinteditora.com.br).

Para pensar
“Tem alguém desanimado aqui? Eu não estou”
José de Alencar

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