Sua empresa já fez um teste de DNA?
publicado em 27/04/2011
Olá.
Conhecer profundamente uma empresa pode ser fundamental para a tomada de decisões. Das dúvidas mais comuns, como optar ou não por um colaborador, até as mais complexas, como ampliar o portfólio de produtos ou proceder à fusão com um grupo internacional, todas comprometem o desempenho das corporações, sejam elas microempresas ou multinacionais.
A importância de se definir bem a identidade de uma empresa começa pela necessidade de autoconhecimento. Sem saber quem é realmente, como uma organização pode fazer seu planejamento estratégico, definir sua missão, visão e valores? Como pode elaborar um plano de comunicação se ele corre o risco de comunicar algo que contradiz a essência da empresa?
O que se vê por aí são declarações de missão cujo significado é completamente desconhecido dos próprios colaboradores, valores que geralmente refletem apenas o “que o mercado quer”, sem nenhuma relação com a real cultura da empresa. Mais que desperdício de recursos, isso é dinheiro sendo investido para prejudicar a própria imagem.
Se a empresa não se conhece ou assume como identidade atributos desejados, mas não verdadeiros, ela distribui peças ao mercado que não se encaixam. A dissonância é percebida de maneira consciente ou não, mas nunca ignorada.
Vale ressaltar que, ao se estudar a identidade corporativa (suas características), não se faz juízo de valor. A questão não é a empresa ter ou não uma boa identidade. Suas características não são intrinsecamente boas ou más, são apenas características. O conhecimento delas, o contexto no qual serão empregadas e a maneira como isso será feito é que resultará num impacto positivo ou negativo no mercado.
Todos os parágrafos acima foram retirados de nossa matéria de capa deste mês e que dá título a esta e-zine. Para desenvolvermos o tema em profundidade, convidamos para nos ajudar a autora do livro DNA empresarial: identidade corporativa como referência estratégica (Editora Integrare), Lígia Fascioni. Além de escritora, Lígia ministra aulas de graduação e pós-graduação, é palestrante e consultora.
Peço licença, para lhe fazer duas perguntas:
-
Você sabe qual é o propósito da sua empresa?
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Dez executivos de sua organização responderiam a essa pergunta de forma consistente?
Como editor que sou, tive dificuldade em condensar toda a valiosa informação que a Lígia me passou para redigir a matéria. O que apresentei aqui é apenas um resumo. Se você tem interesse em saber mais, acesse nosso site: www.lideraonline.com.br ou compre a edição de abril da revista Liderança, ela se encontra nas melhores bancas e livrarias.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
Artigo da semana
O detalhe que faz a diferença
Por Dalton Viesti
No mundo empresarial, assim como na vida, quase nunca prestamos atenção aos detalhes. Quantos pontos bons, interessantes e até sem importância deixamos passar pelo simples fato de não atentarmos com cuidado ao que fazemos?
E por que devemos dar tanta importância aos detalhes? Se você pensar, são eles que fazem a diferença na sua vida, carreira e empresa. Agora, como distinguir o que é primordial do que é detalhe e percebermos sua importância principalmente no mundo dos negócios?
O bom produto e serviço são oferecidos quando todo o processo de atendimento ao cliente é detalhado, ou seja, quando tudo é considerado detalhe. Porém, muitos perguntam se dá para ser bom em tudo. Realmente diria que é quase impossível, ou talvez muito caro. Mas também não precisa ter, por exemplo, comida boa e serviço lento ou serviço rápido e educação ruim. É preciso saber exatamente o que o cliente quer e valoriza e oferecer isso a ele.
Alguns pontos melhoraremos, outros nem tanto, mas faremos tudo o que for preciso com um mínimo de qualidade. O importante é sabermos que os clientes são seres humanos com necessidades básicas que precisam ser atendidas, independentemente do negócio que você tem, do produto que vende ou serviço que presta.
Como seres humanos, todos nós precisamos comer, beber, ter higiene, nos relacionarmos, sermos bem tratados e ouvidos com educação, atenção e distinção. Somos únicos e queremos ser atendidos como tais. Se lembrarmos isso diariamente, estaremos sempre caminhando em direção à excelência de atendimento ao nosso cliente.
Por isso, devemos saber, a partir de uma consulta prévia ao cliente, quais serão os processos e as atividades que farão parte do rol de decisões dele e escolher quais terão importância de atividade principal e atividade acessória, decidindo também em que sua empresa quer ser ótima entre as diversas atividades possíveis de serem ofertadas ao seu cliente.
Porém, para fazermos isso, é necessário que algumas regras sejam seguidas, como: não hesitar em conversar com o cliente pedindo sua ajuda e tentando entender o que ele precisa; não desperdiçar tempo e energia com futilidades em vez de ir direto ao ponto que decide; não guardar ressentimento quando o cliente reclama com um pouco mais de veemência; sempre acreditar que ter sido bom no passado para um cliente não garante que será eficiente no futuro para todos, pois cada pessoa é diferente; saber que não se pode ser bom em tudo, por isso deve-se resolver quais são as atividades que farão diferença em seu negócio e saber sempre que o detalhe é que faz a diferença, o que nos encanta e nos chama atenção quando estamos do outro lado do balcão.
O mundo dos negócios, hoje, sobreviverá e ficará vivo por um bom tempo quanto mais nós atendermos aos anseios de nossos clientes com todos os detalhes possíveis.
Dalton Viesti é coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios.
E-mail: dalton.viesti@trevisan.edu.br
Para pensar
“Os que empregam mal seu tempo são os primeiros a reclamar de sua brevidade”
Jean de La Bruyere
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