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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Quero que você me valorize

publicado em 25/05/2011

Olá.

Proporcionar boas lembranças por meio de produtos ou serviços não é novidade para Jeanne Bliss, que atuou como general manager da área de customer e partner loyalty da Microsoft. Em uma palestra no Fórum Mundial de Alta Performance, ela afirmou que, se uma empresa deseja colocar o foco totalmente voltado ao cliente, deve se sustentar em quatro pilares: defesa do comprador, criar uma boa lembrança, valorizá-lo e unificar experiências proporcionadas (em pós-venda, todos precisam ter a mesma impressão da empresa). Para Jeanne, qualquer interação com o cliente é oportunidade de se criar lembranças, elas não devem ser desperdiçadas.

“Em qualquer negócio do planeta, a relação com o cliente deve ser um assunto altamente debatido e cuidado. Cliente mal atendido ou atendido sem lhe dar a devida importância não será fidelizado nem dará referências positivas sobre a marca ao seu grupo de relacionamento”, afirma Luz Vaalor, presidente da Valor Luxury Lab, consultoria de negócios para o segmento de luxo. Agradar ao comprador não é mais uma opção, e sim uma necessidade.

É isso o que a Pousada Charme, localizada em Morro de São Paulo, BA, faz bem. O local é inspirado nos resorts da Polinésia Francesa e tem a recepção decorada com conchas. Cada visitante, ainda no check-in, recebe as boas-vindas com suco e espetinho de frutas. “Isso para aliviar o cansaço da viagem que fizeram até o Morro e saborearem desde a chegada um ‘miminho’ da Pousada”, conta a gerente Cristina Lima.

A despedida não é diferente. Um colar de conchas semelhantes às da recepção é dado aos visitantes. “Essa é uma forma simpática de sermos recordados com o mesmo carinho com que tratamos quem se hospeda aqui para, além de nos levarem no pensamento, levarem fisicamente um pouco de nós”, conclui Cristina.

Na Serra Gaúcha, o clima pode ser frio, mas o acolhimento dos clientes no restaurante La Caceria, que serve carnes de caça nobres e exóticas na cidade de Gramado, RS, é bem caloroso. O estabelecimento faz parte dos restaurantes da Associação da Boa Lembrança e, a cada ano, elege uma iguaria da casa. Se o cliente aceitar a sugestão, recebe um prato de porcelana decorado. Sabe o que a empresa ganhou com esse simples gesto? “Logo no início da adesão à Boa Lembrança, notamos um destaque significativo nos meios de comunicação. Isso chamou atenção dos clientes que conhecem e frequentam os restaurantes da Associação, além de atrair novos adeptos, nos ajudando a consolidar a nossa identidade”, conta Felipe Peccin, um dos diretores do La Caceria e Hotel Casa da Montanha.

Todo cliente quer sentir-se valorizado e especial. Aliás, esse é um dos mandamentos do Decálogo do Cliente, difundido pela consultoria Small Giants Brasil – www.smallgiantsbrasil.com.br. O que você e sua empresa têm feito para valorizar seus clientes? A sua pós-venda não identifica esses “sinais”? Claro, nunca é demais lembrar, mimos não maquiam um produto ou serviço de má qualidade.

Um grande abraço e até a semana que vem!

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este artigo é uma edição da matéria original Leve um pouco de nós, de Evelise Toporoski, publicada na revista Liderança de maio de 2011.
 

Artigo da semana
3 razões para acreditar que o Facebook pode ser a nova plataforma de negócios

A mais recente pesquisa da ComScore revelou que a quantidade de usuários do Facebook no Brasil chegou a 19 milhões de pessoas em março, número três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Se continuar nesse ritmo, o “Face”, como gostam de chamar os mais íntimos, tomará o lugar do Orkut como rede social mais usada pelos brasileiros.

Fenômeno semelhante ocorre em outros países, como os EUA. Lá, nem mesmo a News Corp., uma das maiores empresas de mídia do mundo e dona do MySpace, conseguiu segurar a ascensão do Facebook, que já reina absoluto. Uma pesquisa da empresa Edison Research mostra que 51% dos cidadãos americanos com mais de 12 anos têm perfis no Facebook.

Para os negócios, essa tendência significa um impacto semelhante ao provocado pelo Google pouco mais de uma década atrás. Ou seja, a criação de um revolucionário modelo de publicidade on-line que trará oportunidades para empresas dos mais diversos portes e segmentos. Tanto que na terra de Barack Obama já existem companhias que estão abandonando seus sites institucionais para se concentrar em fan pages, exemplo já seguido pelos mais ousados no Brasil, caso da agência de publicidade África (www.africa.com.br).

Há três boas razões para acreditar que o Facebook tem condições de se tornar uma nova plataforma de negócios na internet, rivalizando com o Google. Primeiro, pela grande escala mundial de usuários, que cresce a um ritmo acelerado. Segundo, porque vem se mostrando bastante lucrativa e, portanto, sustentável (o site levantou US$1,9 bilhão em 2010, enquanto o faturamento do badalado Twitter não passou de US$45 milhões). Terceiro, e o mais importante para as empresas, é que a cada dia a rede de Mark Zuckerberg vem se aprimorando como plataforma de mídia, marketing e negócios.

Ao contrário de outras redes, como o Orkut, desde o início a proposta do Facebook foi mais “amigável” para que as empresas se relacionassem com os participantes de forma natural, sem grandes apelações comerciais e de propaganda. O que a equipe de desenvolvimento do site vem fazendo é aperfeiçoar o acesso e as formas de interação. E, pelo que mostra o crescimento da plataforma no mundo corporativo, marcar presença no Facebook certamente pode ser um bom negócio. Algumas das vantagens mais evidentes são:
  • Estar presente na rede social que mais cresce no mundo e que conta atualmente com 600 milhões de usuários.
  • Atuar em uma rede social como uma “pessoa jurídica”, e não disfarçada de “pessoa física”, como em outras redes, conferindo mais naturalidade e transparência ao diálogo.
  • Disponibilizar diversos aplicativos e games, que podem ser incorporados à fan page como forma de interação com os visitantes. Estima-se que hoje nada menos do que 2,5 milhões de desenvolvedores criem aplicativos para a rede.
  • Integrar de forma mais natural, dentro de sua fan page, outras mídias sociais complementares, como o YouTube, Flickr, Twitter e blogs, facilitando o acesso dos “fãs” a esses conteúdos e aumentando a interatividade.
  • Disseminar mensagens virais por meio dos comentários: “Gostou desse artigo? Clique em Curtir e não só seus fãs no Facebook, mas também em outras redes sociais das quais você participa também ficarão sabendo”. Esse recurso, o Facebook Connect, rapidamente copiado por outros grandes sites como o Google e Yahoo!, permite que o conteúdo de qualquer site se torne social.
Então, quer dizer que o negócio é aposentar meu site e partir para o Facebook, direto? Calma, também não é assim. O site institucional continua sendo muito importante no Brasil. Embora não tenha a fluidez das redes sociais, continua sendo a principal referência de uma empresa na internet, transmitindo credibilidade justamente por sua “solidez”. Por esse motivo, acredito que ainda vá ter vida longa, embora deva sem dúvida passar por uma evolução até ser totalmente incorporado ao ambiente social da web.

Fortalecer a presença no Facebook deve ser encarado como mais um passo da empresa em sua estratégia de marketing digital. Assim como outras ações nas redes sociais, os resultados nesse tipo de empreendimento devem ser pautados pelo conhecimento do público-alvo, definição clara dos objetivos, planejamento, definição de uma estratégia própria e monitoramento dos resultados.

Pelas características da rede, o Facebook é o ambiente perfeito para disseminar rapidamente novidades relacionadas a lançamentos, campanhas de engajamento e para relacionamento direto com o público. Nesse sentido, o site norte-americano Mashable publicou um artigo esclarecedor mostrando as estratégias diferenciadas e bem-sucedidas de cinco grandes marcas (Cola-Cola, Pringle’s, Adidas, Starbucks e Red Bull) para conquistar o público das redes sociais.

O Facebook Marketing está apenas em seu princípio e, longe de esgotar o assunto, este artigo tem por objetivo ser um ponto de partida, contribuindo para que os empresários e profissionais de marketing comecem a planejar como inserir suas empresas de vez nas redes sociais.

Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb, autor do blog Clínica Marketing Digital e um dos autores do e-book Caia na rede: 12 maneiras de planejar e fazer sucesso nas redes sociais.
Site: www.magoweb.com/clinicadigital
E-mail: silvio.sp@magoweb.com.br

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