Maior ou melhor?
publicado em 01/06/2011
Olá.
O Colégio Zeta Objetivo, de ensino privado, surgiu em 1996 na cidade de Buritama, SP, fundado por Zenaide Eliza Basso da Silva e Tarcísio Basso Barbosa. Desde então, uma política foi adotada para os pais matricularem seus filhos. Como a instituição não tinha concorrente, começou pequena e passou a proporcionar descontos. Em 15 anos, com a cobrança diferenciada, Tarcísio analisou que estava havendo perdas.
A partir de um encontro dos Small Giants (www.smallgiantsbrasil.com.br) em São Paulo, capital, sentiu-se incentivado a mudar a sua tática de negociação e parou com os descontos. Os resultados foram imediatos. “Em 2010, havia 200 alunos na unidade Buritama. Em 2011, passamos a ter 170. Eu perdi 15% em número de alunos, mas ganhei 35% em receita”, diz ele. Isso pode soar estranho, mas Tarcísio explica: “Como mantive minha despesa, aumentei minha rentabilidade”.
Isso foi possível por meio de um cálculo simples que estipulou uma média entre a valorização do serviço e os gastos. Com o equilíbrio nas mensalidades e a manutenção das despesas, o lucro aumentou. Em relação às outras unidades do Zeta, em Birigui e Promissão, também no estado de São Paulo, o proprietário aponta que não houve quedas significativas. “A estratégia de desconto é prejudicial para a rentabilidade. Cria um clima de desconforto entre os clientes”, afirma.
“Começamos a receber elogios dos pais de alunos”, responde Barbosa. O efeito foi bumerangue, houve a saída de alguns alunos apenas em busca de preço, mas a manutenção dos que se sentiram justiçados com a medida e acharam justos os valores fez a lucratividade aumentar. O colégio Zeta conta agora com clientes satisfeitos.
O que se pode entender com a medida adotada pelo Colégio Zeta é o fato de que o cliente procura a qualidade do serviço em primeiro lugar, principalmente quando envolve a educação e a formação de seus filhos. A citação de Tarcísio, de que os Small Giants optam por um caminho diferente, indica uma tendência para as empresas que visam o crescimento.
Já que falamos sobre estratégias diferenciadas e lucratividade, recebemos muitas reclamações na editora de empresas que enfrentam concorrência desleal em relação a preços. Mas sabemos que há gente que nada contra a maré, aumentando os preços. Assim, em vez de perder, ganha mais clientes – e de qualidade. Esse é o seu caso? Conte-nos como foi sua estratégia, respondendo a pesquisa abaixo:
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Sua empresa obteve mais lucro depois de aumentar o preço?
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Que estratégias utilizou para ganhar clientes?
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Qual é a sua opinião sobre empresas que lançam promoções em sites de compras coletivas para aumentar o número de clientes e a lucratividade?
Conto com a sua colaboração. Envie suas respostas para: evelise@editoraquantum.com.br .
Um grande abraço e até a semana que vem!
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
Artigo da semana
Crenças devem ser respeitadas no ambiente de trabalho
“Futebol, política e religião não se discute” é o velho jargão utilizado por quem não quer falar sobre assuntos polêmicos. Mas nem sempre dá para escapar da realidade e, quando a questão está relacionada ao mundo corporativo, não tem jeito – tem que discutir. A religião é um ponto delicado e merece atenção até no trabalho. “É comum no ambiente de trabalho nos depararmos com diferentes crenças. O respeito por essa diferença é fundamental para a harmonia do ambiente e para que não se criem polêmicas a respeito do assunto”, ressalta a psicóloga e
headhunter Rossana Ercole, da Gnetwork.
Ercole declara que cada empresa deve expor sua política em relação a esse assunto, e fazer algumas adaptações às religiões de seus funcionários é uma questão de bom-senso. “A religião do colaborador só importa se houver graves inconvenientes para a condução dos negócios. Se a produtividade do profissional estiver gerando lucros e a religião dele não causar nenhum constrangimento ou problema, então não há nenhuma importância. A liberdade de credo está assegurada pela legislação brasileira, mas não deve ultrapassar os limites”, ressalta.
Atualmente, as empresas estão mais flexíveis com relação às religiões, mas os profissionais que possuem religiões diferentes costumam encontrar resistência por parte de patrões e colegas de trabalho. “É muito fácil encontrar empresas que se adaptaram aos horários de trabalho dos adventistas e judeus ortodoxos, ambos guardadores dos sábados. Então, por que não se adaptar também a outras religiões? Essas pessoas, quando empregados respeitados, acabam se tornando funcionários muito fiéis, pois foram tratados com respeito e sem discriminação”, observa.
A psicóloga destaca que, assim como as empresas devem se adaptar e respeitar a religião de todos os funcionários, os profissionais também devem respeitar a empresa e seus colegas de trabalho em diferentes situações. “Ao iniciar em uma empresa, por exemplo, é interessante sempre haver uma conversa franca com o chefe em relação a horários de trabalho, dias considerados feriados em sua religião, vestimentas e outros costumes religiosos que podem intervir de alguma maneira no trabalho”, orienta.
Sobre o uso de símbolos ou frases religiosas no escritório, Ercole destaca que é aceitável, desde que os que estão ao redor não sejam distraídos por eles ou os considerem ofensivos. “No caso de receber clientes no escritório, o profissional deve ter em mente que esse é um lugar para realizar negócios e por isso ele deve ter todos os cuidados para não dar a impressão de que está impondo suas opiniões e crenças aos outros. Manifestar a religião pode ser importante para determinadas pessoas, mas isso deve ser feito em momentos oportunos”, acrescenta.
Uma atitude que qualquer pessoa deve evitar é pressionar os outros para mudar de religião ou ficar forçando a barra, como colocar textos religiosos em quadro de avisos, atitude que pode gerar conflitos e muita confusão. “Se a religião exigir que seus seguidores usem véu ou qualquer outra vestimenta, é necessário conversar com os superiores antes de qualquer coisa. Há espaço para discussão, mas em alguns casos o que for considerado excesso pode ser negado”, observa.
O equilíbrio deve estar sempre presente e a liberdade de escolha é uma premissa de qualquer religião. Ninguém pode ser obrigado a seguir algo em que não acredita ou simplesmente do qual não quer fazer parte. “Se não devemos ter preconceito com relação à raça de cada ser humano, também se deve aceitar e respeitar a religião de cada um, desde que não interfira nas relações de trabalho e não cause constrangimentos”, finaliza Ercole.
Conheça um pouco da Gnetwork:
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Para pensar
“Não há fatos eternos assim como não há verdades absolutas”
Friederich Nietzsche
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