Decálogo do Cliente 1 - Confiança
publicado em 22/06/2011
Olá.
Para Raúl Candeloro, fundador e diretor das revistas VendaMais e Liderança, o melhor livro que ele já encontrou sobre confiança no mundo empresarial é o de Stephen M. R. Covey, A velocidade da confiança, da editora Campus/Elsevier. Segundo ele, nessa obra, o autor explica as cinco “ondas” da confiança:
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Autoconfiança, baseada na credibilidade em si mesmo.
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Confiança de relacionamentos, baseada no comportamento consistente.
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Confiança de empresas, baseada no alinhamento.
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Confiança do mercado, baseada na reputação.
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Confiança da sociedade, baseada na contribuição.
Entretanto, a melhor parte do livro, segundo Raúl, é quando Covey apresenta uma lista de coisas que líderes podem fazer para aumentar a confiança:
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Falar a verdade.
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Demonstrar respeito.
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Criar e estimular a transparência.
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Fazer o que é certo e corrigir rapidamente o que estiver errado.
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Mostrar lealdade.
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Melhorar sempre.
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Confrontar a realidade.
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Clarificar expectativas.
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Praticar a responsabilidade (principalmente com metas).
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Escutar primeiro.
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Manter sempre a palavra.
No grupo Small Giants Brasil (www.smallgiantsbrasil.com.br), sempre se está trabalhando com os integrantes para que desenvolvam isso dentro de suas empresas. Vale relembrar o que diz o primeiro mandamento do Decálogo do Cliente: “Quero confiar que estou comprando algo que realmente vai resolver o meu problema”.
A seguir, algumas ideias que surgiram, durante o último encontro do grupo, para projetos internos ligados à confiança:
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Coletar testemunhais de clientes satisfeitos.
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Criar newsletter/jornal interno (endomarketing).
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Criar newsletter/jornal para clientes.
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Inscrever-se em prêmios/competições da área/setor em busca de reconhecimento.
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Criar indicadores de performance/qualidade para parceiros (fornecedores/representantes), com premiação e destaque dos melhores.
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Realizar café da manhã com a equipe para discutir assuntos de interesse geral e melhorar a comunicação interna.
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Fazer pesquisas de satisfação com clientes e funcionários.
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Perguntar diretamente a clientes/funcionários: “Nossa empresa é confiável?”.
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Buscar conquistar selos/certificados de qualidade.
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Criar fichas de descrição de produtos/serviços para facilitar o treinamento de colaboradores e padronizar informações.
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Criar manuais de procedimento para processos internos.
São iniciativas que desenvolvem confiança tanto para o cliente quanto para funcionários, concorda?
Um grande abraço e até a semana que vem!
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
Artigo da semana
EUA e Brasil: estilos diferentes de gestão comercial
Em uma quinta-feira cinzenta de intenso frio, pleno outono na Costa Leste dos EUA, estou andando pela Quinta Avenida em Manhattan, Nova Iorque. Decidido a chegar ao Central Park, notei que passara umas três lojas Starbucks em menos de duas quadras, nas ruas que cruzam com a Quinta Avenida. Pensei comigo: na próxima que avistar, vou entrar e tomar um café para me aquecer. Andei mais uma quadra e lá estava outra loja. Entrei. Pedi um café e, obviamente, já sabia o que iria encontrar: um café aguado, completamente diferente do nosso cafezinho brasileiro. Mesmo assim, tomei coragem e fui adiante, pois o frio era muito grande.
Refletindo sobre o assunto, pensei que houve uma tropicalização da rede para entrar no Brasil. Ela se adequou às particularidades do brasileiro para obter sucesso também aqui. Esses americanos são realmente bons nisso.
Aproveitando a onda de paz e amor entre Brasil e EUA, gostaria de fazer uma analogia entre as empresas dos dois países em seu estilo de gestão comercial. Creio que flexibilização é a palavra que deve permear essa análise. Acredito também que deve existir um meio-termo entre as duas formas de se gerenciar uma área comercial. Não completamente do jeito norte-americano, mas também não 100% do brasileiro. Como encontrar o meio-termo?
Não é de hoje que sabemos que as melhores práticas, tanto de marketing quanto de vendas, são oriundas, em sua maioria, dos EUA. Eles são, sem sombra de dúvida, os maiores pensadores e desenvolvedores dessas áreas. Devido à sua grande estabilidade econômica, os americanos sempre foram especialistas em planejar o ano de trabalho, ou seja, realizar o orçamento anual – ou, como dizem lá, budget. A base de qualquer budget é o quanto a empresa pretende ou acredita ser possível vender durante o ano. A partir dessa informação, o restante do orçamento é calculado em cima desses números.
Por outro lado, sabemos que a capacidade de se relacionar do brasileiro é muito grande. Os negócios entre as empresas, em muitos casos, ultrapassam a fronteira do profissional e acaba existindo uma relação interpessoal entre compradores e vendedores, garantindo assim uma parceria mais estável. Esse é o jeito de o brasileiro vender.
As grandes diferenças entre a gestão comercial brasileira e a norte-americana estão justamente nestes dois pontos: de um lado, o brasileiro, que não quer nem ouvir falar em planejamento; do outro, o americano, muito profissional em suas relações comerciais. Como dizem lá: “Straight to the point” ou, em bom português, focado no que interessa, sem rodeios.
Como podemos manter a nossa empatia comercial e desenvolver o lado do planejamento? Esse é o maior desafio. Culturalmente, é muito difícil para um empresário brasileiro pensar em se planejar. Mas as coisas mudaram. Para a empresa se organizar melhor e estimar, de maneira mais acertada, os seus recursos físicos e financeiros, é necessária essa evolução da área comercial.
Gustavo Dalla Vecchia é formado em administração de empresas pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com especialização em marketing pela ESPM e em gestão de negócios pela FGV-Eaesp. Acumula mais de dez anos de experiência como executivo e, em 2002, fundou a Factura – Soluções Comerciais, em São Paulo, para assessorar as pequenas e médias empresas.
Para pensar
“Gerenciar a si mesmo significa aprender a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo e aprender como e quando mudar”
Peter Drucker
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