colunas 960 grid

Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

O cinema e a gestão de pessoas

publicado em 29/06/2011

Olá.

É sabido que filmes propiciam reflexões sobre o nosso papel no mundo como pessoas, cidadãos, profissionais e gestores. Abril despedaçado, de Walter Salles, é um exemplo de excelência artística, um filme que instiga reflexões e se abre para várias interpretações na área de gestão de pessoas.

A história se passa no início do século passado e fala de Tonho, filho do meio da família Breves, impelido pelo pai a vingar a morte do seu irmão mais velho, vítima de uma luta ancestral entre famílias pela posse de terras. Se cumprir a ordem do pai, Tonho sabe que será perseguido sem trégua por outro membro da família rival, como dita o código imemorial da vingança na região.

Angustiado por ser obrigado a seguir essa tradição e estimulado pelo seu irmão menor, Pacu, Tonho começa a questionar a lógica da repetição e da perpetuidade do paradigma. Um questionamento que ganha mais força quando dois artistas de circo cruzam o seu caminho: Salustiano e Clara. Na medida em que Tonho vai conseguindo quebrar os paradigmas, ele também se transforma e consegue alargar sua visão de mundo.

O filme propicia uma reflexão sobre o nosso papel no mundo como pessoas, cidadãos, profissionais e gestores de pessoas, levando-nos a concluir que as ações que podem transformar são aquelas que transcendem ao próprio indivíduo, aquelas voltadas não apenas para as organizações, mas também para a comunidade, a sociedade e o mundo. Proporciona, igualmente, o debate em torno de quais valores devem ser perpetuados e a que mundo ideal do trabalho se quer chegar, mostrando que é cada vez mais importante conhecer os valores da organização e sentir-se parte de sua missão.   

A exemplo de Tonho, que pode determinar o fim dos valores estagnados da imobilidade, passamos a ser os sujeitos da nossa própria história. Isso é brilhantemente mostrado na sequência da bolandeira, que exprime a repetição circular do tempo – os personagens do filme transitam entre o tacho da rapadura e o destino. Tudo segue a norma, a tradição, o previsível, o cíclico, o imutável, e não há lugar para o novo. O trabalho é mecânico, apático, parece não pertencer a eles, não havendo alegria nem felicidade na sua realização.

As tarefas e os valores impostos pelo “pai patrão” no filme permitem traçar um paralelo com aquelas organizações em que não há condições para a criatividade, a motivação, o autodesenvolvimento e a mudança – e nas quais o trabalho repetitivo e sem desafios torna as pessoas desmotivadas, alienadas e, pior do que tudo, extremamente infelizes. 

Sugestão: que tal alugar esse filme para sua equipe assisti-lo? Depois do “cineminha”, divida os participantes em grupos e peça para debaterem as seguintes questões:

  1. A simbologia das duas rodas – a bolandeira da fazenda dos Breves e a roda indiana dos brincantes do circo.
  2. Os fatores que contribuíram para a decisão final de Tonho de quebrar os paradigmas, libertar-se daquele ciclo imutável e dar um significado e outro rumo à sua vida.
  3. A transposição da história do filme para a área de gestão de pessoas e para o cotidiano das organizações. 
  4. Pedir para o grupo indicar exemplos de situações nas empresas em que um fator foi determinante para alavancar a mudança que já estava em processo.
  5. Tomando como base a liderança autocrática do patriarca, sugira um debate sobre os diversos estilos encontrados no mundo empresarial.

Na pior das hipóteses, todos terão um valoroso momento de descontração. Eu garanto!

Um grande abraço e até a semana que vem!    

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este artigo é uma reedição da seção Cine Liderança, de autoria de Myrna Silveira Brandão, publicada na revista Liderança de maio de 2011.
 

Artigo da semana
É preciso liderar com o coração

“Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo”
Confúcio

Dale Moss foi executivo da British Airways por mais de 20 anos, liderando cerca de 12 mil colaboradores. Sua experiência o ensinou que construir uma boa equipe é responsabilidade do líder, que deve inspirar as pessoas – mas inspirando-se primeiramente. Além disso, a performance é uma atribuição direta da liderança organizacional. Por isso, se uma empresa não estiver se saindo bem, vá direto ao topo!

Sua concepção de liderança envolve cinco atributos básicos:
  1. Caráter – Contempla integridade, coragem e confiabilidade. A expressão-chave é: liderar pelo exemplo.
  2. Compromisso – Compreende desejo, foco e impulso. Trata-se de comprometimento com as metas estabelecidas.
  3. Competência – Baseia-se no conhecimento e, mais do que isso, na habilidade de processá-lo alcançando a sabedoria. O desejo de aprender deve transformar líderes em eternos estudantes da vida.
  4. Comunicação – Deve ser frequente, ou seja, é preferível pecar pelo excesso. Também precisa ser verdadeira, transparente e sensível com as pessoas e as circunstâncias.
  5. Interesse – Resumido em uma única palavra: empatia. Seja duro nas questões ao lidar com problemas, porém brando e flexível ao lidar com as pessoas.
Além desses aspectos, Moss alerta os líderes para a importância da cultura e dos valores corporativos. Transparência, responsabilidade e confiança são bens supremos, assim como a integridade e a honra.

O mau hábito de usar da honestidade apenas quando se acredita que alguém esteja olhando produziu empresas dignas de um “hall da vergonha”, como Enron e WorldCom.

Deve-se jogar para ganhar. Ir até onde for possível, usando todos os recursos de que se dispõe. Porém, liderança é um jogo de estilo. Não é o que você faz que conta, mas como você faz.

Antes que você possa realmente liderar, tenha um código capaz de orientá-lo pela vida. E lembre-se de que as pessoas não estarão lá para atender você, mas você deverá estar a postos para atendê-las. Afinal, liderar é servir.

Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de Sete vidas: lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional (editora Saraiva) e coautor de outros quatro livros.
E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br
Site: www.tomcoelho.com.br

Para pensar
“Um aspecto essencial da criatividade é não ter medo de fracassar”
Dr. Edwin Land

Visite a loja www.editoraquantum.com.br, que hoje é destaque no que diz respeito a produtos que colaboram para o crescimento profissional.

São revistas, áudios, vídeos, livros, newsletters, eventos e treinamentos voltados para um público vasto de iniciantes, veteranos, gerentes e líderes – todos focados no mesmo objetivo.

Edição do mês

Edição de Maio

CAPA

Gerando e gerindo inovação

Conheça exemplos reais de líderes que inovam produtos e serviços em suas gestões...

saiba mais...

E-zine Grátis

E-zine Grátis

Receba nossa newsletter semanal gratuita para aprimorar-se como líder e melhorar os resultados de sua equipe.


Ver ezines anteriores | Alterar cadastro

Small Giants Brasil

Small Giants é um movimento internacional presente em diversos países que objetiva transformar pequenas e médias empresas em Pequenas Gigantes.

Uma empresa Pequena Gigante não é necessariamente líder em seu setor ou tem o tamanho como seu principal diferencial, é uma empresa que optou por ser excelente em tudo o que faz.

Esse é o nosso objetivo, fazer com que seu cliente reconheça sua empresa como uma referência de excelência em valor, confiança, atendimento, agilidade e encantamento.

Quer conhecer melhor a Comunidade Small Giants? Visite: www.smallgiantsbrasil.com.br