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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Novo desafio à liderança

publicado em 03/08/2011

Olá.

Fala-se muito a respeito da Geração Y, mas muito pouco sobre como lidar com ela. Na edição deste mês da revista Liderança, propusemos esse tema para um de nossos colunistas, Prof. Heinz, profissional com mais de 21 anos na área de RH. Apresento aqui algumas dicas sugeridas por ele para liderar bem esses novos profissionais:

  • Substituir o modelo de liderança baseada em supervisão estreita – “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, o que engessa e inibe a iniciativa criativa da Geração Y – por um modelo que mescle o que já foi testado com o desafio de buscar, em conjunto, novas formas de fazer as coisas e conquistar resultados. Isso pode ser feito em treinamentos específicos para a Geração Y ou na condução diária dos trabalhos, no melhor estilo coaching.
  • Promover treinamentos vivenciais, nos quais se enfoque os ganhos de se mesclar a experiência dos mais velhos – Geração X – com a energia e vitalidade dos mais jovens – Geração Y, além de aspectos como: ética, paciência, dinamismo excessivo, valores, ambições pessoais e profissionais. Isso ajudará a minimizar o choque de gerações, o que pode tornar o ambiente organizacional “insalubre” e improdutivo. O objetivo é que cada geração descubra o que cada uma tem de melhor e somar tais forças.
  • Como é movida por expectativas de um futuro a curto prazo, é recomendável que a empresa tenha um plano de carreira que deixe claro aonde se pode chegar na organização. Sem visão de futuro, profissionais da Geração Y não ficarão muito tempo na empresa.
  • Tem especial apreço por premiações, bônus e elogios públicos, os quais massageiam seu ego. Assim, a liderança e a política de remuneração da empresa que quiser reter essa geração devem prever tais práticas.
  • Por ser avessa à formalidade, ela prefere um ambiente mais leve, informal e flexível, em que a comunicação seja clara, objetiva e possa se expressar abertamente. A supervisão deve existir, mas sem tolher a criatividade e o senso de inovação.
  • Por ter pressa, as metas devem ser atingíveis, desafiantes e de curto prazo. Metas de longo prazo farão com que ela perca a ligação passional de que tanto necessita, pois é movida pelo aqui e agora. Portanto, planejamentos estratégicos para 10 ou 15 anos pouco motivam.
  • Como o que interessa para a Geração Y são os resultados, a empresa precisa simplificar todo o processo de comunicação e ir direto ao ponto. Objetividade é o nome do jogo. Nada de complexidades e posições “embaçadas”. Ela prefere uma dura verdade em vez de uma “macia” ambiguidade, pois tem força para “segurar o rojão”.
  • Quem lidera uma equipe Y deve ter muito cuidado com a coerência entre o que fala e o que faz. Tal geração é muito “ligada” e não absorve bem discursos vazios e promessas não cumpridas. Isso quebra a paixão pela empresa e motiva a busca por novos horizontes.
  • Para quem lidera uma equipe composta de muitos profissionais da Geração X, mesclar profissionais da Y será muito interessante, pois mexerá com a zona de conforto dos primeiros. É claro que esse líder precisa ter uma boa dose de autoconfiança e não se sentir ameaçado pelo arrojo e ambição dos mais novos.
  • No geral, a turma Y é comunicativa, mas nem sempre hábil nas relações humanas. O empenho necessário para a conquista de resultados através das pessoas não atrai muito. Essa geração prefere um caminho mais fácil. Não tem muita vocação para “engolir sapos” e paciência não é seu forte. Por isso, é fundamental que essa geração entenda a importância das relações humanas e que as dificuldades inerentes a elas valem a pena.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: para conhecer melhor os trabalhos do Prof. Heinz, visite o site: www.heinz.adm.br.
 

Artigo da semana
A vida acontece lá fora!

Quando foi a última vez que você saiu do trabalho com energia total, disposição e vontade de estudar, fazer um exercício, ler um livro, brincar com seus filhos ou algo diferente para você? Muitas pessoas não se lembram da última vez que conseguiram sair do trabalho com disposição para literalmente fazerem algo por suas vidas.

As empresas viciadas nas urgências, a má gestão do seu tempo e da equipe, a falta de prioridades claras, o excesso de reuniões e o volume desnecessário de e-mails criaram uma “matrix corporativa”, exatamente como no filme Matrix. Vivemos dentro desse mundo viciante, que nos envolve completamente, suga nossa energia, dá-nos a impressão de que o tempo está correndo mais rápido e, no final, fica aquela sensação de que algo não foi feito. Já se sentiu assim alguma vez? 

Esse “algo que não foi feito” é você! É a pessoa que está sempre sobrevivendo nesse ambiente, mas nunca sai da “matrix” para viver de verdade. É para isso que serve a administração de tempo, a produtividade e todas as informações que pontuo sobre organização. Para tirar você da “matrix”! 

Nosso trabalho é ilimitado, vamos sempre achar atividades para fazer, nunca acaba. Mas o seu tempo é limitado. Isso significa que, se você não colocar um limite para sua vida profissional, a vida pessoal não vai existir. Tudo pode ser negociado ou priorizado para outro momento e, quando não tiver jeito, deve ser a exceção – e nunca a regra. 

A chave para tornar isso uma realidade é trabalhar melhor, de forma mais inteligente, utilizando melhor seu tempo no dia a dia. Você deve descobrir aquilo que mais consome seu tempo e trabalhar na redução desse item, aprender a priorizar com base em critérios de resultado para conseguir planejar e ter maior flexibilidade. Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é criar uma meta pessoal de redução do seu horário de trabalho, por exemplo: se você trabalha 12h/dia, poderia colocar uma meta de reduzir para 11h/dia nos primeiros 60 dias. Isso é realista, vá aos poucos.

Crie um compromisso repetido na sua agenda que tenha horário de início para a hora que deseja sair, com o seguinte título: “A vida acontece lá fora”. Ache algo de que você goste muito para fazer e coloque para depois do seu expediente e, sempre que possível, varie essas atividades. Quem tem um motivo forte, uma boa razão para “viver fora da matrix”, vai conseguir. Isso é limitar seu tempo, aprender a usar bem as horas dentro do expediente e evitar uma sobrecarga de horas extras. 

Eu já fiz isso diversas vezes com executivos que querem viver seu tempo com mais sabedoria. Dá resultado – claro que não da noite para o dia, demora, mas acontece. Se achar que não vai dar certo, faça uma experiência: imagine-se no futuro, com uns 90 anos de idade, conversando com seu “eu” de 90 anos, perguntando o que ele faria hoje! Pergunte se ele gostaria de ter passado mais tempo no escritório ou vivendo fora da “matrix”! Faça o seu “eu 90” ter orgulho do seu “eu agora”. Ele com certeza será seu melhor conselheiro. Quem quer faz, quem não quer sempre vai encontrar uma desculpa. 

Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. É fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Visite o site:  www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br.

Opinião do leitor
“Júlio Clebsch e equipe, meus parabéns! Excelente conteúdo, principalmente a matéria O que está errado nas empresas: os processos ou as pessoas contratadas?. Continuem me enviando essas orientações, pois têm auxiliado na execução do meu trabalho, até mesmo nas contratações. Obrigado e que Deus os abençoe.”
Janes Santos

Para pensar
“Tal como o impacto de um cliente perdido não é imediatamente sentido, um programa de melhoria contínua leva tempo para amadurecer”
Paul R. Timm

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