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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Você sabe com quem pode contar na sua empresa?

publicado em 17/08/2011

Olá.

Especialistas e pesquisas afirmam que o processo de engajamento diferencia quem é ótimo, bom e ruim na sua equipe. O Instituto Gallup, um dos maiores no ramo de pesquisa de engajamento de funcionários, apresenta um estudo curioso e interessante sobre o tema.

Desde 1993, eles analisam como é o comportamento das empresas. E, de lá para cá, desenvolveram um estudo completo, partindo de dois princípios: estudar 400 empresas e seus líderes para saber qual é o envolvimento deles com a instituição e com os seus liderados e estudar qual é o nível de produtividade dos colaboradores com o gestor e com a empresa. Tudo isso para resultar num processo de engajamento realmente eficaz.

Quem explica melhor sobre isso é o consultor Sérgio Pais. “Nossa pesquisa revela que a maioria dos funcionários não está engajada ou é ativamente desengajada no trabalho. O resultado disso tem sido o aumento do número de empresas sendo desafiadas na tarefa de engajar sua mão de obra. Mas o que elas podem fazer para construir locais de trabalho que abriguem funcionários altamente engajados?”, questiona Pais.

Essa é a grande questão. Como construir esses ambientes? Como diminuir o nível de turnover e absenteísmo? É justamente essa resposta que a Gallup foi buscar. Depois de muito estudo, descobriram alguns fatores que você pode avaliar se são praticados ou não em sua empresa. Confira:



Verificar a cultura da empresa – Está realmente claro qual é a premissa da sua organização? Missão da empresa – Os colaboradores sabem qual é a missão? Você já testou? Eles gostam e adotam a missão? Se isso não existir, não adianta.
Qualidade no trabalho – É estimulada a cultura da qualidade? Todos sabem como fazer as tarefas? Podem usar a criatividade para melhorar o que é feito hoje? Posicionamento das pessoas – Será que hoje eu tenho pessoas que estão no lugar correto? Que são apaixonadas pelo que fazem?
Alinhamento de expectativa em relação ao colaborador – Quais são as expectativas que o colaborador tem dentro da empresa? Quais são as expectativas que ele tem do gestor? Quais são as expectativas que a organização tem dessa pessoa? Feedback sobre crescimento e progresso na organização – Todo mundo sabe como está indo no desenvolvimento de suas atividades e de sua carreira?
Prover informações e materiais para que os colaboradores produzam dignamente – Eu não posso permitir que alguém vá trabalhar na área de TI e não tenha um computador, telefone ou possua velocidade lenta e ainda exigir desempenho, certo? Importância – O colaborador sabe que ele é importante para a empresa? Ele sabe quando e em que a empresa precisa dele?
Amizade no ambiente de trabalho – O brasileiro é considerado um povo sentimental, “bonzinho” e que gosta de gente em volta. Independentemente do tamanho de sua empresa, qual é o envolvimento que os seus funcionários têm uns com os outros? Desenvolvimento – Há alguém pensando no crescimento dos funcionários? Ou é cada um por si?

Muitos gestores confundem comprometimento com engajamento. Realizar tarefas nada mais é que uma obrigação. Comprometer-se com elas já é um grande diferencial nas organizações. Agora, um colaborador engajado é aquele que abraça a empresa, vive com ela, dedica o tempo para fazer outras coisas além do que foi pedido. Trabalha numa área, por exemplo, mas participa do comitê de voluntariado, por acreditar na missão da organização. É aquele que ama e divulga o que faz por onde passa. Sente prazer em estar ali. É realmente um defensor da ideologia da sua empresa. Eles fazem muita diferença.

Para criar um bom processo de engajamento, converse com os gestores, dividam opiniões para que toda a empresa siga um parâmetro ou, se preferir, chame especialistas na área para ajudar nessa missão.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este artigo é uma reedição da matéria Você sabe com quem pode contar na sua empresa?, produzida por Cristiane Dias e publicada na revista Liderança de agosto de 2011.
 

Artigo da semana
As 7 notas sagradas dos líderes rock and roll

O que o rock, o movimento “beat" de Jack Kerouac, pode nos emprestar ou tem a nos dizer sobre a liderança, a gestão e a vida? O que é o sentido da vibração, da batida, do espírito da banda, do aprender ao longo do caminho, do potencial criativo em quatro acordes reunidos das mesmas sete notas musicais, sempre as mesmas, mas que oferecem resultados criadores distintos e geniais? Isso é vida? É assim que a vida é? Temos os mesmos materiais ou imateriais básicos no universo e tudo depende da alquimia da sua mistura, dessas coisas que não mudam por serem mutantes, mas que a tudo mudam ao serem organizadas de uma forma imprevisível até aquele instante?

As sete notas musicais nos oferecem o Dó. Isso nos exige o poder de doação. Viver não é uma capacidade importadora, é um talento de tônus exportador. Um dom de doar. Dois dós. Extraímos do nosso instrumento corporal um extrato musical que oferece ao meio mais do que retiramos dele. A conta é sustentável. Líderes rock and roll doam muito mais do que recebem.

Em seguida temos o Ré. Nessa deliciosa nota, fazemos as recombinações. Os talentos superados e criados exigem recombinar. Fazer misturas não feitas nem tentadas antes, mas que ao serem feitas apresentam uma nova síntese e um novo começo. Recombinar é o poder retroalimentar, de interação do externo com o interno, e a mudança como uma constante do sempre.

O Mi poderia falar de mim, mas ao contrário é a miscigenação. O híbrido. A boa e sagrada mistura que permite o jazz, o rock, a bossa nova, a tropicália, o reggae, o funk e o samba que se renova a cada ano no poder da bateria da escola. O Mi obriga a liderança rock and roll na compreensão da diversidade, dos distintos e dos diferentes. Por isso ninguém ainda entendeu um “Creedence Clearwater Revival!”. O que era aquilo? Cajun music, country, rock, folk, aquela bateria, a voz do Fogerty! Que miscigenação. O puro não presta, o impuro sim, o delicioso vira-lata.

Quando fazemos, estamos no Fá. Rock se faz fazendo, liderança e superação se realizam ao fazer. A nova pedagogia ludocriativa nos insere pelo fazer, depois sentir e por último pensar. Não é mais pensando, é fazendo. Quem fica em preparação perpétua não faz, não vai adiante, não aprende.

Sol é o rei do sistema solar. Quando a nota Sol está no seu momento, isso nos chama ao “solo”. Qual é a contribuição particular e individual que você, somente você, pode oferecer ao mundo que o cerca? A hora do solo é você consigo mesmo. O seu melhor colocado para fora e sob as luzes dos spotlights.

O Lá exige o saber largar. Saber sair. Líder bom é aquele que sabe sair. Como na música e no rock, quando paramos de tocar para que o todo ganhe, o momento, a pausa, em que o silêncio é música. Para superar na vida, precisamos saber largar velhos personagens para viver e criar novos.

E, por último, mas não menos importante, o Si. Significa a consciência de que nada pode ser superior ao conjunto, à orquestra. Rock não se faz sozinho, é coisa de banda, de time, de grupo, de equipe. Dos holders aos fãs apaixonados que nos levam de bar em bar, e de internet em net, e dos técnicos, do pessoal de som, dos que criam instrumentos. Música e rock são coletivos.

A sinergia é a alma de uma banda. Paul sem John nunca foi a mesma coisa e vice-versa. Roberto sem Erasmo também, Ney sem Secos e Molhados, que saudade! Bono sem U2 ou Rita sem os Mutantes ou mesmo do parceiro Roberto Carvalho e assim por diante.

Ah, mas e os “solos stars” como Dylan, Elvis e Cocker? Quanta gente anônima, ou não, os empurra e os mantêm no topo. Inimaginável! Também não podemos esquecer que, por trás dos Mozarts da vida, os gênios, existe muito mais instrução, educação, disciplina e formação do que relatam suas vãs biografias.

O líder “rock and roll” é o único que vai acompanhar a nova geração dos “teenNETagers”: as crianças globalizadas que vão mudar o mundo nos próximos 20 anos.

José Luiz Tejon é palestrante parceiro da Keynote Speakers, escritor e administrador com especialização em marketing pela Pace University, Harvard e MIT, nos Estados Unidos. Professor de pós-graduação na FGV e gestor de pós-graduação na ESPM de São Paulo, é especialista em liderança pelo Instituto Insead, na França.

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