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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Produtividade da equipe - critérios práticos

publicado em 24/08/2011

Olá.

Todo negócio crescente tem na produtividade um fator de sucesso. Nem sempre medida, às vezes distorcida, ela deixa de ser aproveitada para a motivação e também para a participação nos resultados. Algumas vezes, faturamento é entendido como lucro e a surpresa vem no fim do período, quando não sobra dinheiro em caixa.

Quando se gasta mais do que se recebe, o prejuízo vem na contramão da produtividade e, consequentemente, da lucratividade e da competitividade. Válido para empresas de qualquer porte, a produtividade estende-se igualmente para equipes e até indivíduos que se perdem nas finanças pessoais.

A base é simples: conseguir mais com menos! Há muitos anos, defini uma relação, que não chega a ser uma expressão matemática, mas ajuda na explanação: P = Q/D, no qual P é a produtividade, Q é a quantidade e/ou qualidade e D representa despesas e/ou demoras, estas também entendidas como prazo.

Usando o Ciclo Fullmann, denominado PLOCA – Planejar, Liderar, Organizar, Controlar, Ativar – podemos extrair alguns critérios de uma gestão eficaz:

  1. Compartilhar metas – Um bom Planejar resume-se em metas claras, específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais. Para Liderar eficazmente, é preciso Organizar a equipe e os recursos necessários. Quando as metas são entendidas e compreendidas pela equipe, há um comprometimento com os parâmetros básicos que definem os rumos do sucesso. Seguida de um plano de ação abrangente, que aponta os passos sucessivos e interdependentes, dificilmente se deixam escapar as metas de produtividade. Elas não toleram improvisos, pois quaisquer deslizes provocam desperdícios e retrabalhos.
     
  2. Quantidade – Determinar a quantidade a ser atingida é uma mensuração essencial, não importa que seja em peças, vendas, ligações telefônicas, etc. Cada atividade é medida pela quantidade produzida. Lembremo-nos de que parte da encomenda nem sempre satisfaz. Se precisarmos de três pernas para fazer um banquinho, receber apenas duas não garante que ele fique em pé! É preciso conferir se o processo e o método de trabalho adotados estão adequados à tarefa específica. Padrões de trabalho garantem maior produtividade.
  3. Qualidade – Embora qualidade possa ser subjetiva, existem padrões definidos para medir qualidade, satisfação dos clientes e retrabalhos. Esse último é um dos itens que mais reduzem a produtividade. Há que se manter a cultura de “fazer benfeito logo na primeira vez”. Muitas vezes é fundamental um treinamento mais apropriado, mais profundo. Para quem considera treinamento caro, recomendo: experimente a ignorância.
  4. Demora – Prazos não cumpridos representam os maiores desgastes da relação entre fornecedor e cliente, inclusive os internos, e impactam negativamente a produtividade. A justificativa inócua do “só falta...” não convence. Uma boa equipe é capaz de prometer e cumprir o prometido ou negociado. Isso valoriza a equipe.
  5. Despesas – Costumo separar os gastos incorridos em atividades profissionais em Custos Diretamente Variáveis (CDV) e Despesas Operacionais (DO). Os CDV só acontecem quando se vende algo, por serem matérias-primas ou insumos, comissões de vendas e impostos sobre valor faturado. As DO são as que ocorrem mesmo que nada se venda: energia, telefone, salários, encargos, aluguéis, taxas, papelaria, etc. Aqui se encontram os maiores desperdícios, que devem ser eliminados sempre, para incremento da produtividade.
  6. Monitorar – Mesmo uma equipe engajada precisa de um “líder coach” capaz de dar um feedback assertivo. Não precisa “ficar no pé” de quem adquire autonomia, mas um acompanhamento da produtividade que permita identificar eventuais desvios na fase de Controlar do PLOCA é essencial. Basta um controle por exceção e, quando apropriado, o líder pode concluir o ciclo com o Ativar, analisando as causas do desvio e estabelecendo novas diretrizes para atingir ou superar as metas.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este artigo é uma reedição da matéria Produtividade da equipe – 7 critérios práticos para o líder, produzida por Claudiney Fullmann, colunista da revista Liderança, e publicada na edição de agosto de 2011.
 

Artigo da semana
Por favor, abra a mente. Conceitos do passado não fazem mais sentido no marketing de hoje

Como se faz uma promoção hoje em dia? É igual há 20 anos? Certamente não. Antes disso: como nasce e como se desenvolve um planejamento estratégico em pleno século 21? Algumas poucas coisas não mudaram, é verdade, mas muitas se transformaram e alteraram de forma avassaladora a forma como se faz marketing. Não vou elencá-las. Para ficar apenas na seara promocional, multiplicaram-se os pontos de contato com o consumidor e as dificuldades de acessá-lo. Para chamar sua atenção, envolvê-lo e aumentar as vendas, é necessário se reinventar.

Semana passada, uma discussão me chamou atenção. Na verdade, uma tentativa de discutir, durante o julgamento de um prêmio, sobre a essência do marketing promocional. Enquanto uma minoria defendia uma essência de 20 anos atrás, a maioria olhava para o presente e enxergava outras possibilidades diante de uma realidade bem diferente. É importante dizer que não há nenhum problema com a disciplina, mas sim na visão de profissionais que não olham o mundo em sua volta. O próprio julgamento dos trabalhos mostrou isso.

Pouquíssimos cases saíram do comum e despertaram o interesse pela inovação, enquanto outros fizeram mais do mesmo e sequer foram considerados. Mas houve aqueles que realizaram o trabalho de casa benfeito, seguindo as regras do mercado atual, e conseguiram seus prêmios. Isso mostra como ainda há uma minoria, que infelizmente não é tão minoria assim, que pensa como se estivéssemos no século 19. Ficou provado que as ações embasadas num modelo de 20 anos atrás não são mais suficientes para entregar os resultados exigidos em 2011 e daí para frente. O mundo mudou e o marketing deve mudar. Simples assim.

Pensamento de vanguarda: isso não vale apenas para o marketing promocional. Vale principalmente para a estratégia, para o modelo de negócio e o modelo de gestão das empresas. O marketing de toda companhia deve representar a vanguarda de pensamentos, planos e ações. E, como sempre, deve ser holístico, perpassar toda a organização, desde a estratégia até o café servido aos visitantes.

Quem trabalha com marketing precisa capitanear as mudanças, preparar a empresa para os novos desafios, sem ficar pensando como se o mundo fosse o mesmo da época dos dinossauros. Seria o começo do fim. Já temos muitas áreas engessadas e retrógradas dentro das empresas. O marketing tem que ser diferente e provar que não é só um departamento que gasta dinheiro.

Quem deixa de ver as mudanças pelas quais as pessoas, o mercado e o marketing passaram não quer enxergar a realidade e não está preocupado com o futuro do seu negócio. Ficar preso a conceitos e modelos de 10, 15, 20 anos atrás é como jogar uma âncora no meio do mar e ficar parado no tempo. Só que até o mar mudou e um tsunami pode afundar o seu barco em questão de segundos.

Bruno Mello é editor do Mundo do Marketing – www.mundodomarketing.com.br. Para contatá-lo, escreva para o e-mail: bruno@mundodomarketing.com.br

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