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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Endomarketing

publicado em 28/09/2011

Investindo no principal patrimônio – Com um total aproximado de 4,5 mil funcionários, a Uranet Projetos e Sistemas, empresa especializada em soluções de relacionamento entre empresas e consumidores, considera o colaborador como seu principal patrimônio e enxerga no turnover um enorme prejuízo e descontinuidade ao processo de aprendizagem dos diversos jovens que estão iniciando sua vida profissional nesse mercado.

E, para evitar esse quadro, a Uranet criou uma série de ações, entre elas, o Programa de Oportunidade e Desenvolvimento Interno (Podi), que oferece oportunidades internas para os talentos que se destacam em suas funções. De acordo com Andres Enrique Rueda Garcia, presidente da Uranet, os colaboradores passam por um treinamento ministrado internamente que trabalha os pontos fortes e possibilita a promoção ou migração para outros cargos.

Outro projeto da empresa que visa a valorização do profissional de contact center é o Ilhas de Excelência, que consiste em contratar colaboradores com salário compatível com a responsabilidade do cargo. Para o operador, o salário oferecido é 31,57% maior que o piso da categoria e, para o gestor de negócios, 122,75 % a mais. A ideia, segundo Andres, é mostrar ao mercado que é mais vantajoso obter colaboradores bem remunerados e com um nível escolar superior, tanto no aspecto da produtividade como no financeiro.

“Cada nova contratação é um processo 15% mais caro do que investir em um funcionário atual, então, fizemos um ‘piloto’ e já notamos um aumento surpreendente na produtividade, já que o operador melhor qualificado e remunerado alcança as metas muito mais rapidamente do que aquele que é mal preparado e está desmotivado. A ideia é transformar o termo ‘atendente’, profissional que simplesmente atende, para ‘gestor de negócios’, profissional preocupado com os problemas dos clientes”, enfatiza.

Além disso, a empresa oferece palestras motivacionais e educacionais, ginástica laboral, programas de qualidade de vida, campanhas voltadas à prevenção de doenças, campeonatos esportivos e convênios para passeios a teatros, cinemas e parques aquáticos. “Nós enxergamos cada colaborador como parte de uma grande engrenagem. Desde a copeira ao presidente, cada um tem a sua importância e precisa entender que, se não houver envolvimento, irá comprometer toda essa engrenagem. E aí cabe a nós oferecer o máximo de motivação para que esses funcionários se sintam parte de cada resultado alcançado”, afirma Andres.

Reconhecimento – A agência Innova Group promoveu, no mês de junho, a primeira edição de uma campanha de incentivo, a Club Experts 2011, para a Telefônica. O objetivo foi premiar e reconhecer a equipe de vendas com experiências diferenciadas e de alto padrão. De acordo com a agência, as ações de relacionamento, realizadas mensalmente, são promovidas junto a executivos da Telefônica Empresas para integrar, descontrair e unir os premiados, gerando novos desafios.

Avaliação oculta – Com o objetivo de melhorar constantemente e estimular os colaboradores, a Onodera, rede de estética facial e corporal, proporciona premiações para as unidades e funcionários que mais se destacarem na avaliação de cliente oculto. A estratégia consiste em contratar uma pessoa treinada para avaliar detalhadamente o comportamento de todos os colaboradores. De acordo com a empresa, tal ação sinaliza a rede sobre quais são as unidades que estão se destacando na qualidade de atendimento e quais ainda devem melhorar.

Como se estivesse em casa – A Apdata do Brasil, prestadora de serviços no desenvolvimento de soluções de alta tecnologia à área gestão de RH no Brasil, inaugurou, em 2002, a sua sede totalmente voltada ao bem-estar e qualidade de vida dos seus colaboradores por acreditar que os ambientes corporativos podem ser mais leves e aconchegantes. A empresa acredita que, ao refletir o ambiente familiar, cria-se um vínculo mais próximo e de total cumplicidade entre a empresa e os funcionários.

Pensando também nos transtornos gerados pelas exigências do mercado – como o aumento do nível de estresse, que contribui para possíveis afastamentos por doenças emocionais, comprometendo a produtividade do profissional – a empresa criou dois ambientes:

  • O Espaço Zen, que oferece sala de cromoterapia, massagem, relaxamento, estudos, sala de TV e churrasqueira, além de espaço para massagem e atendimento psicológico.
  • Uma área externa, denominada Pomar, espaço para convivência, com redes para descanso e TV, em um espaço muito verde, cercado de árvores frutíferas.

Tais ações fazem com que os colaboradores se vejam como peças fundamentais para o crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade da organização – a relação entre a organização e a empresa deixa de ser vista simplesmente como contratual, mas sim como parceria. E o retorno foi percebido nos resultados alcançados após a implementação de tais incentivos:

  • Retorno de 60% em produtividade, que refletiu diretamente nos resultados da organização.
  • Faturamento em 2010 de R$20 milhões.
  • Satisfação dos colaboradores.
  • Rotatividade 0%.
  • Maior qualidade de vida.
  • Menor índice de pessoas doentes e ausentes do trabalho.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este artigo é uma versão reduzida da seção Incentivos e Resultados, publicada mensalmente na revista Liderança. Você pode ler a matéria na íntegra no site da publicação: www.lideraonline.com.br
 

Artigo da semana
Como lidar com a mudança

O processo de mudança está inexoravelmente ligado à dinâmica das organizações. Para crescer e manter a competitividade, as empresas precisam se adaptar às transformações do ambiente, promovendo ajustes em seus processos ou mesmo acelerando seu crescimento por meio de fusões ou aquisições. Qualquer que seja a dimensão da mudança, é necessário encará-la como um processo organizacional que precisa ser gerenciado.

Podemos definir gestão da mudança como um conjunto de práticas que visam dar suporte ao processo de transformação, fazendo com que a organização evolua para um estado futuro desejado, de maneira efetiva e com o menor desgaste possível, reduzindo o risco de insucesso.

Um dos erros mais frequentes nas ações de gestão da mudança é subestimar o efeito do processo sobre elas. Algumas das manifestações mais comuns de resistência da equipe à mudança são: oposição expressa, lentidão calculada ou diminuição da produção, ausência e/ou falta de pontualidade, protestos, apatia, entre outros.

Embora não existam “receitas” 100% testadas e aprovadas, há algumas práticas que auxiliam o líder na construção de um ambiente propício à mudança:
  • Identificação clara da ameaça, tensão ou insatisfação com a situação vigente – O impulso para a mudança é favorecido, à medida que esses elementos são claramente percebidos como realmente preocupantes.
  • Percepção dos benefícios produzidos pela mudança – Quanto maiores forem os benefícios percebidos, maior será sua aceitação.
  • Disseminação da informação e entendimento da mudança – Quanto mais compreensível e comunicável for a transformação, mais fácil será para aceitá-la.
  • Apoio da direção da empresa – A mudança é favorecida quando a direção a apoia e se preocupa com seus objetivos, formas de implementação e consequências.
  • Congruência entre as necessidades de mudança e a cultura – Quanto maior a distância entre a cultura organizacional e a mudança desejada, menor a chance de sucesso na implementação.
  • Clima de apoio – A mudança tem maior receptividade quando ocorre em um ambiente de relações interpessoais efetivas, em que o clima geral é de respeito e apoio aos colaboradores.
  • Identificação e gestão dos stakeholders (principais envolvidos) – Considere os grupos de interesses, sua importância e o que pode afetar a viabilidade do processo de mudança, possibilitando diminuir os riscos em seu desenvolvimento.
  • Desenvolver pessoas – Comprometa-se com o crescimento de sua equipe por meio do incentivo à aquisição de habilidades e do cultivo do aprendizado mútuo.
  • Recompensa – Reconhecer os méritos e incentivar a equipe durante o processo. Recompense esforços, e não apenas resultados.
  • Tenha um patrocinador para o processo de mudança – A formação de patrocínio forte com poder para legitimar e com disposição para implementá-la é essencial.
Eliane Rosim é consultora do Idort/SP, especialista em recursos humanos e desenvolvimento organizacional.
Visite o site: www.idort.com

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