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Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Colaboradores remotos

publicado em 25/10/2011

Cultuado como tendência nos anos 90, o home office ainda não decolou no Brasil. E a culpa não é da tecnologia!

Segundo Álvaro Mello, presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), “o mundo corporativo brasileiro parece não estar totalmente convencido de que esse é um bom caminho”. Para Mello, são três os fatores que mudarão essa realidade:

  1. O encarecimento dos imóveis.
  2. As crescentes dificuldades de deslocamento.
  3. A maior flexibilidade demonstrada pelos profissionais mais jovens.

A Ticket é uma das primeiras empresas nacionais a transformar parte de seus colaboradores (150 deles) em “remotos”. Parece-me um grande sucesso. O case que apresento a seguir foi retirado – e editado – de material desenvolvido pelo jornal Valor Econômico em sua edição de 17/10/2011.

“Assim como boa parte dos paulistanos, o gerente de negócios da Ticket, Leandro Guedes, gastava mais de duas horas por dia no caminho de ida e volta ao escritório. Até que a empresa decidiu dar um basta nesse sofrimento e implementou um programa de teletrabalho para a área de vendas. Instalou os equipamentos necessários nas casas dos funcionários do setor – com direito a acesso à internet, telefone celular, ajuda de custo para energia elétrica e verba para a compra de móveis – e concedeu liberdade plena de horário a quem aderisse ao programa.

A empresa fez questão, inclusive, de conversar com os familiares dos colaboradores para explicar a mudança. A partir daí, o desempenho de cada colaborador começou a ser avaliado pelos resultados e cumprimento das metas estabelecidas, sem levar em conta o número de horas trabalhadas.

‘Ter me livrado do trânsito e, com isso, ter a oportunidade de desfrutar de mais flexibilidade, foi o melhor que a companhia poderia ter me proporcionado. Consegui melhorar a minha produtividade e também a qualidade de vida’, diz Guedes.  No novo cotidiano, ele conseguiu até encaixar uma hora de academia por dia, algo que antes parecia impossível.

Iniciado há cinco anos e implementado de forma gradual, o projeto de teletrabalho da Ticket acaba de ser concluído com a transferência dos últimos 35 funcionários de São Paulo para home offices – um grupo que resistiu inicialmente à novidade, mas acabou cedendo diante da satisfação demonstrada pelos colegas. Agora, são 150 colaboradores que seguem esse modelo.

A mudança levou ao fechamento de 25 filiais físicas nas principais cidades do País, o que representou uma economia de R$3,5 milhões anuais apenas em aluguel. Mas o ganho foi muito além disso. A possibilidade de planejar o dia sem a exigência de passar pelo escritório resultou em cerca de duas mil visitas a mais por mês, para a equipe de vendas, com um acréscimo de 40% no fechamento de novos contratos – e reflexos diretos na remuneração de todos, baseados em comissões. ‘Há casos de funcionários que conseguiam fazer apenas duas visitas por dia e agora estão fazendo duas pela manhã e duas à tarde’, descreve a diretora de vendas Dalva Braga.

E para manter a equipe ligada à cultura corporativa e preservar a sensação de pertencimento, a empresa promove, semanalmente, almoços ou happy hours entre colaboradores de uma mesma cidade e reuniões quinzenais entre chefes e subordinados. Além disso, são realizados pelo menos dois grandes encontros anuais envolvendo todos os funcionários da empresa no País.”

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

Artigo da semana
Compre horas para o seu dia

Todo mundo sempre reclama por não ter tempo para realizar tudo o que precisa em um dia. E se você realmente tivesse mais horas em seu dia? Como seria ele? Para a maioria das pessoas, ele seria exatamente igual, pois o problema não é a quantidade de horas, mas sim o uso delas. Agora, se você souber aproveitar melhor seu tempo, com certeza, uma única hora fará toda a diferença.

Hoje, é possível ter mais tempo no seu dia por meio de um serviço chamado Assistentes Virtuais, iniciado há pouco tempo no Brasil, mas já muito utilizado no exterior. O serviço funciona como uma secretária para executar as tarefas mais corriqueiras, menos estratégicas, mais simples ou, até mesmo, as atividades chatas e difíceis, nas quais você teria a tendência de enrolar.

Esse conceito ficou forte quando o autor Timothy Ferris reforçou em seu livro, Trabalhe 4 horas por semana, a possibilidade de delegar o máximo de tarefas possível para esse tipo de serviço. Apesar de, pessoalmente, não concordar com a abordagem do Timothy para a produtividade corporativa (afinal, na prática, pouquíssimos profissionais vão adotar esse estilo de trabalho, de 4 horas semanais), apoio totalmente a utilização dos assistentes virtuais.

Utilizei alguns serviços indianos, pelos quais pagava por hora para a realização de tarefas como: revisão de textos em inglês, comparação de preços e reserva de hotéis ou passagens áreas, cotação de banners em sites estrangeiros para a minha empresa, etc. No Brasil, cheguei a usar o serviço de concierge do meu cartão de crédito para atividades como reserva de restaurantes ou teatro, localização de um marceneiro para arrumar um problema no meu armário, etc.

Em âmbito nacional, a Prestus foi a pioneira nesse tipo de trabalho. Quando eles me apresentaram a empresa, fiquei muito contente e apostei na ideia, até mesmo oferecendo integração para envio de tarefas diretamente pelo Neotriad. Já lhes solicitei muitas coisas, desde pesquisas para algum livro, até cotação de marketing digital. O custo financeiro é muito menor do que a perda de tempo com coisas circunstanciais. Apesar de o seu tempo ser teoricamente “de graça”, a liberdade de poder focar em coisas importantes e que realmente tragam resultados não tem preço.

Veja algumas dicas que Alexandre Borin, presidente da Prestus, nos sugere para utilizar satisfatoriamente os serviços de assistentes virtuais:
  1. Comece delegando tarefas pessoais – Você poderá delegar tarefas profissionais em seguida, desde que estas não incluam informações financeiras e não identifiquem a empresa em que você trabalha.
  2. Cuidado para não abusar – Tarefas ilógicas, ineficientes ou mal definidas não devem ser feitas por você nem por seu assistente virtual.
  3. Cada tarefa delegada deve estar muito bem definida para sua realização.
  4. Divirta-se com a delegação – É divertido estar no controle, mas alivie um pouco a repressão. Assistentes virtuais trazem o comportamento excêntrico de bilionários ao alcance de cada homem.
É possível ter mais horas no dia, administrando bem o seu tempo ou contratando o serviço de assistentes virtuais. Experimente-o uma vez e veja qual será o resultado.

Christian Barbosa é o maior especialista do Brasil em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do País e da Fortune 100. Autor dos livros A tríade do tempo; Você, dona do seu tempo; Estou em reunião e coautor de Mais tempo, mais dinheiro. Visite os sites: www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br

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 “Não é possível fazer um bom negócio com uma pessoa ruim”
Warren Buffett

 

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