colunas 960 grid

Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Você nos recomendaria a um amigo?

publicado em 16/11/2011

Egresso da Universidade de Harvard, Fred Reichheld é considerado um dos melhores consultores do mundo quando o assunto é a busca de resultados superiores através de melhorias na lealdade de clientes, funcionários e sócios. Reichheld é autor de diversos livros, entre eles A pergunta definitiva – Você nos recomendaria a um amigo (Ed. Campus Elsevier), de onde empresto o título para desenvolver este artigo.

No último encontro da Comunidade Small Giants Brasil, foi abordado o mandamento Atendimento. E não é possível falarmos sobre atendimento sem mencionarmos esse livro e autor.

Reichheld vê na satisfação do cliente a chave para o crescimento com rentabilidade. Baseado nesse princípio, o autor criou o Net Promoter Score (NPS), ou Índice Net Promoter, que mede o grau de satisfação do cliente através de apenas uma pergunta: “Qual é a probabilidade de você recomendar esta empresa a um amigo ou colega?”. O autor explica que as respostas – notas que vão de 0 a 10 – dividem os clientes em três grupos:

  • Os detratores, que atribuem à empresa notas iguais ou inferiores a 6.
  • Os neutros, que avaliam a organização como 7 ou 8.
  • Os promotores, que visualizam a empresa como 9 ou 10.

10  9   8   7   6   5   4   3   2   1   0
|__|__|__|__|__|__|__|__|__|__|
10 e 9: Promotores
8 e 7: Neutros
6 a 0: Detratores

Para extrair o NPS da empresa, basta diminuir o número de Promotores (P) dos detratores (D).

NPS = P - D

Caso a empresa esteja interessada em levantar não só números, mas também pontos fortes e fracos, ele sugere acrescentar mais uma pergunta à principal: “Em segundo lugar, qual é o motivo mais importante para a nota que você atribuiu?”. Com isso, mensure o resultado de cada experiência, visando detectar o que falta para o cliente identificar-se com a marca.

Agrupar os clientes nesses três grupos faz do NPS um esquema simples e intuitivo, capaz de ser entendido por gerentes comerciais e vendedores de qualquer empresa. “O mais importante é que esse esquema pode ser seguido. Os gerentes da linha de frente compreendem a ideia de aumentar o número de promotores e reduzir o de detratores mais rapidamente que entender que precisam ‘aumentar o índice de satisfação do cliente em um desvio padrão”, explica o autor. A partir daí, os esforços da empresa devem ser canalizados para transformar os clientes em promotores, enquanto diminuem os detratores. “Os detratores não aparecem no balanço de uma empresa, mas custam muito mais do que a maioria dos passivos que os métodos tradicionais de contabilidade auferem cuidadosamente. Os clientes que se sentem ignorados ou maltratados encontram maneiras de se 'vingar', pois aumentam os custos com atendimento ao reportarem inúmeros problemas, desmotivam o pessoal da linha de frente com suas queixas e exigências, queixam-se a amigos, parentes, colegas, conhecidos – qualquer um que os ouça, o que muitas vezes inclui jornalistas, autoridades regulatórias e legisladores. Os detratores mancham a imagem da empresa e reduzem sua habilidade de atrair os melhores empregados e clientes”, garante Reichheld.

Faça seu NPS

Passo 1 – Caso você possua uma pesquisa de satisfação em sua empresa, inclua a pergunta “Em uma escala de 0 a 10, que nota você daria para nosso produto/serviço?”.

  • Se a nota for de 0 a 6, questione: “Qual é o motivo dessa nota?”.
  • Caso seja 7 ou 8, peça a seguinte sugestão: “Que dicas você daria para que pudéssemos atingir a nota 10?”.
  • Se for 9 ou 10, pergunte: “Que abordagem você utilizaria para indicar nosso produto/serviço para seu amigo?”.

Passo 2 – Para descobrir o índice de satisfação dos seus clientes, pegue a porcentagem de clientes promotores da pesquisa que você realizou e diminua pela de detratores. O resultado é o índice NPS da sua companhia.

Passo 3 – Como interpretar o índice? O Índice Net Promoter ideal para qualquer companhia, seja ela pequena, média ou grande, é o mais próximo de cem. Mas, se o NPS da sua organização não passou de 50, não se desespere. O importante é melhorar esse índice gradativamente. Como? Escutando as sugestões e dicas dos seus clientes.

Passo 4 – Agora que você tem o índice NPS em mãos, promova ações para corrigir as deficiências ou melhorar as qualidades da empresa.

  • Escolha uma ou duas ideias sugeridas pelos clientes.
  • Envolva sua equipe no desenvolvimento da ideia.
  • Desenvolva métodos para medir o sucesso da iniciativa – o que é muito importante.
  • Coloque-a em ação. Caso o NPS aumente no mês seguinte, isso quer dizer que você vem tomando as medidas necessárias junto ao seu cliente, mas não significa que você pode se acomodar na zona de conforto. Lembre-se de que a análise deve ser constante.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: este texto é uma edição da matéria Você nos recomendaria a um amigo?, publicado na revista Liderança deste mês.
 

Artigo da semana
Seis dicas para um feedback saudável
Utilizado de maneira saudável, o feedback é a maneira mais barata de manter os profissionais alinhados às diretrizes corporativas

Sejamos sinceros, quando somos convidados e/ou convocados para um encontro de feedback, o que nos vem à mente? Qual é a primeira sensação que nos envolve? Serei ainda mais direto: como seria o seu final de semana se, na sexta-feira, ao final do dia, seu gestor lhe dissesse: “Por favor, chegue mais cedo na segunda-feira, pois nós teremos uma reunião de feedback”?

Certamente esse momento martelaria sua cabeça durante todo o merecido descanso e, em alguns casos não tão raros, selaria a completa destruição do seu final de semana. Mas por que normalmente toda essa tensão é criada quando se fala em feedback?

Isso, infelizmente, ainda ocorre justamente porque o que deveria ser um momento de alinhamento entre líderes e liderados a fim de efetuarem correções direcionadas de rotas, visando o desenvolvimento do profissional receptor desse feedback e, consequentemente, da equipe para o alcance dos resultados esperados, é visto como um momento de bronca, exposição pública, punição, vexame... e como resolver essa questão?

O principal aspecto do feedback, exaustivamente abordado por nós da Leme Consultoria, é que este não deve ser encarado apenas como um recurso, mas como uma cultura. Isso mesmo, feedback é uma cultura, que deve ser vivenciada amplamente no dia a dia das corporações, sejam elas públicas ou privadas. Ao contrário do que muitos profissionais acreditam, não devemos apenas ter esse momento com nossos colaboradores, de uma maneira formal, após o término de um ciclo avaliativo. Esse é o maior erro que gestores podem cometer, pois o feedback deve ser usado em tempo real, já que é a maneira mais barata de manter nossos profissionais alinhados às diretrizes corporativas.

E para que o feedback aconteça de maneira saudável, aqui vão algumas dicas:
  1. Lembre-se: o feedback não deve ser dado apenas após um ciclo de avaliação promovido por sua empresa. Feedback é uma cultura, devendo, portanto, ser utilizado no dia a dia.
  2. Prepare-se. O momento do feedback exige análise prévia e contextualizada dos fatos, a fim de evitar distorções no discurso e garantir o entendimento da mensagem a ser transmitida.
  3. Investigue os fatos a fundo. Para isso, utilize a técnica do “por que do porquê”.
  4. Deixe o receptor do feedback apresentar sua versão para os fatos e, em seguida, peça sugestões para reverter o cenário diagnosticado.
  5. Empenhe tudo o que for acordado de maneira formal, por meio de um “plano de ação”.
  6.  Acompanhe de perto as ações acordadas.
Diante dessas dicas breves, certamente você, gestor, terá condições de conduzir feedbacks junto aos seus liderados. Boa sorte!

Euclides Junior – É consultor da Leme Consultoria (www.lemeconsultoria.com.br), especialista em gestão estratégica de pessoas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua em recursos humanos há mais de 10 anos, passando por empresas como Grupo Bimbo – Pullman, Contém 1g, Caixa Econômica Federal, Cereser, Tintas Coral, entre outras.

Para pensar
 “O que você faria se não tivesse medo?”
Cartaz em um mural na sede do Facebook, na Califórnia

 

Visite a loja www.editoraquantum.com.br, que hoje é destaque no que diz respeito a produtos que colaboram para o crescimento profissional.

São revistas, áudios, vídeos, livros, newsletters, eventos e treinamentos voltados para um público vasto de iniciantes, veteranos, gerentes e líderes – todos focados no mesmo objetivo.

Edição do mês

Edição de Maio

CAPA

Gerando e gerindo inovação

Conheça exemplos reais de líderes que inovam produtos e serviços em suas gestões...

saiba mais...

E-zine Grátis

E-zine Grátis

Receba nossa newsletter semanal gratuita para aprimorar-se como líder e melhorar os resultados de sua equipe.


Ver ezines anteriores | Alterar cadastro

Small Giants Brasil

Small Giants é um movimento internacional presente em diversos países que objetiva transformar pequenas e médias empresas em Pequenas Gigantes.

Uma empresa Pequena Gigante não é necessariamente líder em seu setor ou tem o tamanho como seu principal diferencial, é uma empresa que optou por ser excelente em tudo o que faz.

Esse é o nosso objetivo, fazer com que seu cliente reconheça sua empresa como uma referência de excelência em valor, confiança, atendimento, agilidade e encantamento.

Quer conhecer melhor a Comunidade Small Giants? Visite: www.smallgiantsbrasil.com.br