Crie seu clube de fidelização
publicado em 30/11/2011
Um pão com salsicha, tomate, ketchup, maionese e batata palha – prensado. O lanche é comum, por isso, tornou-se quase uma obrigação para os carrinhos de cachorro-quente criarem diferenciais. O Super Dog, em Curitiba, PR, criou sua maneira de ser lembrado dando a cada lanche o nome de uma raça de cachorro, ou seja, o cliente pode saborear um pinscher, um São Bernardo ou um chow-chow. Outra marca registrada são os cachorros-quentes vegetarianos, com salsicha de soja, tofu, tomate seco, entre outros ingredientes.
Para que os clientes retornassem por mais vezes ao Super Dog, foi criado um cartão fidelidade. A cada sanduíche consumido, o cartão é carimbado e, ao fim de dez lanches, um é por conta da casa. De acordo com um dos sócios do carrinho de cachorro-quente, Daniel Chaves Vilela, cerca de 4 a 5 cartões são trocados por noite. “Isso serve de motivação para nós, pois vemos o cliente voltar várias vezes”, comemora.
Outro cuidado tomado para que cada cliente se sinta especial é anotar primeiro o nome e depois o pedido. “Não é legal a gente tratar as pessoas por um número ou falar do pedido do cara da camisa verde ou o outro do carro azul. O nome cria essa aproximação com o cliente”, avalia Daniel.
Benefícios
A doutora em administração de empresas e em marketing pela FGV, especialista em CRM e em marketing de relacionamento, Miriam Bretzke, aponta dois ganhos para a empresa que investe em cartões de fidelização ou em outras formas de retenção de clientes, por mais simples que sejam:
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Quando a empresa dá direito ao desconto na compra repetida, o cliente terá um grande motivo para voltar a consumir o produto. Assim, cria-se uma forte barreira contra a saída desses consumidores.
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Gera um valor em si mesmo, cria um canal de comunicação com o cliente e um diferencial em relação aos outros, melhorando a percepção do cliente em relação à sua empresa.
Entretanto, é importante identificar características da sua empresa antes de apostar em um clube de fidelização. “Para quem promove compras repetidas em um curto espaço de tempo, como compras diárias, semanais ou mensais, o cartão fidelidade dá certo”, sugere Miriam. Isso funciona muito bem em restaurantes onde o cliente almoça todos os dias ou em salões de beleza e postos de gasolina, que o cliente frequenta semanalmente. Porém, quando o período de recompra é grande, é necessário adaptar ou criar outras formas de retenção.
Regras básicas para fidelização de clientes, segundo Miriam Bretzke:
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Desenvolver um ciclo de comunicação com o cliente – Deve existir uma estratégia de comunicação em que as ações para os clientes sejam planejadas, desde o contato inicial, e se finalizem buscando obter uma resposta dentro de um espaço de tempo preestabelecido. Esse período depende do produto, do tipo de cliente e dos objetivos da empresa.
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Fazer coisas juntos – Esse é o melhor meio de interação entre empresa e cliente, mas de difícil implementação. São poucas as atividades que a empresa pode realizar com seus clientes. Um dos melhores exemplos se encontra no mercado business-to-business, quando empresa e cliente desenvolvem pesquisas em conjunto.
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Ouvir cuidadosamente – Esse aspecto está ligado ao serviço de customer service (atendimento ao cliente) que, ao registrar as reclamações e sugestões, pode ser proativo na solução de problemas. Outra maneira de ouvir cuidadosamente consiste em empregar técnicas de pesquisa, como focus group, para buscar conhecer as necessidades, percepções e desejos dos clientes. Ouvir os fornecedores também é bastante produtivo e cria relacionamentos estáveis.
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Pesquisar respeitosamente – A base do aperfeiçoamento de um database marketing está em desenvolver pesquisas sistemáticas junto à base de clientes, mas elas devem ser feitas de tal forma que não irritem o cliente e, sempre que ele se dispuser a cooperar, deve-se recompensá-lo emocionalmente com algum tipo de benefício, como um pequeno brinde, por exemplo.
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Descobrir a força da propaganda de resposta direta – A propaganda de resposta direta permite que o cliente se comunique em busca de mais informações ou declare sua opinião sobre a empresa, a própria propaganda ou empreenda a ação incitada. Como o próprio nome indica, o cliente pode se comunicar com a empresa iniciando o relacionamento.
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Transformar compradores em adeptos – Segundo os modelos de decisão, um cliente torna-se um adepto do produto após a segunda compra. O processo de adoção é muito importante porque irá auxiliar no planejamento do ciclo de comunicação. Isso quer dizer que o ideal é que o ciclo de comunicação transforme o cliente em adepto e, portanto, considere o tempo de recompra para calcular o período de sua duração.
Um grande abraço e até a semana que vem.
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
P.S.: Este artigo, de autoria de Evelise Toporoski, é uma edição reduzida do original publicado na revista Liderança do mês de novembro.
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Mesmo quarentão e enfrentando diversos concorrentes ao longo do tempo (como chats, SMS e agora as tão badaladas redes sociais), o e-mail continua mantendo a fidelidade de seus usuários. Segundo recente pesquisa realizada pela GfK, o e-mail foi apontado como a principal ferramenta da web por 44% dos entrevistados, à frente das redes sociais que aparecem com 39%.
Se essa ferramenta já é importante para a comunicação normal do dia a dia, é ainda mais essencial para o
e-commerce, o foco deste artigo. De acordo com estudo apresentado pela e-Consultancy durante a última versão do Shop.Org, principal evento de comércio eletrônico do mundo realizado nos EUA, 90% dos consumidores consideraram o e-mail a melhor ferramenta de comunicação com as lojas.
Não pense que esse prestígio é decorrente da rapidez ou interatividade do correio eletrônico. Nesses aspectos, ele perde feio para redes sociais como Twitter, Facebook, Foursquare e Skype – só para citar o que está na moda hoje. O seu grande trunfo é o de permitir às empresas que personalizem suas mensagens de acordo com os diferentes interesses dos clientes, de forma sistemática.
O modelo de e-mail marketing que funciona e é aprovado por quem recebe é exatamente o oposto do
spam. Ao contrário da mensagem aleatória e indesejada, o e-mail eficiente foi solicitado pela pessoa que o recebe por ter conteúdo de seu interesse. Em vez do chato insistente “e-mail do mal”, ele faz o papel do vendedor prestativo que procura entender o que você quer, sempre alertando o cliente sobre as promoções relativas aos produtos de sua preferência, avisando sobre ofertas especiais, inclusive sobre um cupom de desconto em toda a loja como presente de aniversário. Enfim, o faz se sentir exclusivo.
Cada vez mais utilizado pelas empresas de
e-commerce, esse “e-mail do bem” vem sendo chamado, não por acaso, de régua de relacionamento ou atendimento. A régua é uma escala que serve para medir o grau de envolvimento do cliente com a empresa em diferentes níveis desde o momento em que cadastra seu e-mail na loja. Analisando dados pessoais (sexo e idade, por exemplo), frequência de abertura das mensagens e produtos que mais lhe interessam, é possível identificar grupos de consumidores com perfis muito próximos (os chamados “clusters”) e dirigir mensagens cujo conteúdo tem maior potencial para chamar atenção e gerar conversões.
Segmentando seus clientes por
clusters, uma loja pode enviar e-mails de ofertas específicas para cada grupo. Por exemplo: cremes de rejuvenescimento para mulheres com mais de 35 anos, ou celulares com fácil acesso às redes sociais para jovens de 25 anos. Pode também detectar pessoas que deixaram de acessar os e-mails e encaminhar um desconto especial para que voltem a comprar na loja.
O trabalho exige monitorar constantemente essas informações, mas os resultados compensam. No Brasil, já existem casos de empresas que conseguiram aumentar a taxa de CTOR (número de e-mail abertos com cliques nas ofertas) de 2% para 19%. Significa que, se antes duas em cada 100 pessoas clicava em alguma oferta oferecida na mensagem, com a régua de relacionamento esse índice passou para 19 a cada 100, multiplicando na mesma proporção o potencial de venda.
À medida que o conceito da régua de relacionamento se dissemina, mais as ferramentas e soluções de e-mail marketing relacionadas a ela se tornam acessíveis. Mas além da tecnologia é essencial planejar a melhor forma de se relacionar com os clientes. As principais recomendações dos especialistas nesse sentido são:
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Fuja da tentação de comprar listas genéricas ou usar listas de terceiros. Enviar propaganda sem consentimento tem alto potencial de ser encarado como spam não só pelo destinatário como também pelos próprios gerenciadores como Gmail, Yahoo! e Hotmail, que irão direcioná-la direto para o lixo eletrônico.
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Siga as determinações do código de autorregulamentação para prática de e-mail marketing (www.capem.org.br), criado pelas associações e entidades relacionadas à gestão de internet, publicidade e marketing digital para definir as boas práticas no segmento.
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O consentimento do cliente em receber suas mensagens vale ouro. Não perca qualquer oportunidade para captá-los.
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Analise minuciosamente os relatórios de disparos de e-mail para verificar padrões de comportamento de modo a identificar os clusters (grupos de interesse em comum). Definidos os clusters, é possível segmentar as ofertas enviadas por sexo, idade, região, etc.
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Quanto mais informações e detalhes você pedir no cadastro para recebimento de e-mails, menor o interesse da pessoa em preenchê-lo. Portanto, limite-se aos dados essenciais (nome completo, e-mail, idade) e, à medida que o relacionamento com o cliente evoluir, solicite um complemento das informações oferecendo sempre algo em troca (desconto, brinde, etc.). Assim você poderá personalizar cada vez mais a sua comunicação com os consumidores mais relevantes.
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Além de segmentar de acordo com os interesses e características pessoais, crie campanhas diferenciadas e exclusivas para quem recebe os e-mails. Ao mesmo tempo em que você valoriza suas ofertas, faz a pessoa que as recebe se sentir especial.
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Não perca a oportunidade de retomar contato com quem deixou de abrir seus e-mails. Ofereça um desconto ou um brinde para reativar o interesse desse cliente.
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Vale a pena investir tempo e esforços para identificar os motivos de descadastramento. Pode-se descobrir o que está gerando insatisfação e corrigir o problema e até mesmo reverter a situação.
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Abuse dos e-mails de relacionamento: agradecimento pelo cadastro e pela compra, confirmação de pedido, confirmação de pagamento, status do pedido, etc. Já está comprovado que esse tipo de comunicação deixa o cliente mais seguro e aumenta a credibilidade da loja.
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Silvio Tanabe (
silvio.sp@magoweb.com.br) é consultor de marketing digital da Magoweb (
www.magoweb.com), autor do blog Clínica Marketing Digital (
www.magoweb.com/clinicadigital) e um dos autores do e-book
Caia na rede – 12 maneiras de planejar e fazer sucesso nas redes sociais.
Para pensar
“Insista em si mesmo. Seja original.”
Ralph Waldo Emerson
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