colunas 960 grid

Revista Liderança | Gestão, Pessoas & Atitudes

Quem merece crescer na sua empresa

publicado em 13/12/2011

Uma política de meritocracia garante que os melhores colaboradores de uma empresa cresçam de forma justa e ajuda a montar uma equipe coesa.

Se você quer começar a implementar algo parecido com seus funcionários, precisa, antes de qualquer coisa, entender algumas questões básicas sobre o assunto e eliminar alguns mitos:

  • Meritocracia não é coisa só de empresa grande – Gustavo Periard, criador do site Sobre Administração e pesquisador de práticas de liderança, explica que, como a meritocracia diz respeito à forma como os gestores avaliam o desempenho dos seus funcionários para promovê-los a cargos mais altos da empresa, para o sistema funcionar não é necessário que a companhia seja grande. Além disso, por não exigir altos investimentos financeiros – é possível colocar a ideia em prática apenas utilizando a boa vontade dos participantes –, o sistema se torna fácil de ser aplicado também nas micro e pequenas empresas. Silvia Osso, consultora empresarial, concorda e acrescenta: “O sucesso da prática é mais uma opção de cultura organizacional do que de porte da empresa”.
  • Profissionais de todos os níveis hierárquicos devem ser avaliados e reconhecidos pelo seu desempenho Na Ambev, por exemplo, tanto estagiários quanto grandes executivos participam da política de meritocracia. E deve ser assim em qualquer companhia que deseje implementar esse sistema. “A melhor forma de manter o espírito de competição saudável é valorizando os profissionais pelo seu trabalho e talento, pois é isso o que garante a continuidade e a expansão dos negócios”, afirma Silvia. Por isso, a melhor opção é a de utilizar essa metodologia para todos os integrantes do quadro da organização.
  • Meritocracia não é a mesma coisa que plano de cargos e salários – “Apesar de intimamente ligados, já que ambos valorizam os colaboradores de uma empresa, plano de cargos e salários e meritocracia não são a mesma coisa. Enquanto o primeiro foca apenas na distribuição hierárquica dos cargos em relação ao desempenho, o segundo foca também – e principalmente – no desempenho diante dos resultados da empresa”, explica Silvia.

Como qualquer política empresarial, a meritocracia, além de possuir várias qualidades, possui alguns defeitos. Acompanhe a seguir.

Vantagens:

  • Colaboradores mais engajados, pois se sentem importantes para o crescimento da empresa e sabem que seus resultados trarão frutos para ambas as partes – e não apenas para os chefes.
  • Profissionais mais motivados, pois sabem que seu crescimento dentro da companhia depende apenas deles e que bônus e remunerações extras estão programados em caso de cumprimento de determinadas metas.
  • Transparência dentro da empresa, garantindo maior confiança e maior sensação de bem-estar dentro da companhia, o que, mais uma vez, colabora para a existência de profissionais mais engajados e motivados.
  • Resultados mais satisfatórios, ocasionados por uma equipe mais bem treinada e que conhece melhor a empresa e todos os processos dela.

Desvantagens:

  • Às vezes, a empresa que estabelece a política de meritocracia naturalmente pressiona os colaboradores para que eles batam suas metas e sejam reconhecidos por isso. No entanto, em muitos casos isso acaba prejudicando o profissional, que, sob pressão, não consegue os resultados que normalmente obteria.
  • Possíveis “ciumeiras” ocasionadas pela promoção de um colaborador, em detrimento de outro.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.: Este editorial é uma versão resumida da matéria Quem merece crescer dentro da sua empresa, de autoria de Natasha Schiebel, publicada na edição deste mês da revista Liderança (www.lideraonline.com.br).
 

Artigo da semana
A renovação empresarial e os líderes dos novos tempos

As empresas não crescem para sempre. A velocidade das mudanças no mundo moderno introduziu a incerteza como fator preponderante na sociedade em que vivemos. Essa incerteza reduz o tempo de reação, e o sucesso depende cada vez mais da capacidade de se adaptar às mudanças que possam surgir.

Temos testemunhado, nos últimos anos, o uso indiscriminado do PDCA (Plan-Do-Check-Act) como instrumento de transformação empresarial. Obviamente, o PDCA é adequado para estabelecer melhorias nos processos internos, na inovação incremental em produtos e na redução de custos, mas não consegue capturar o que acontece fora do modelo científico, ou seja, o comportamento dos mercados, de consumidores e de colaboradores.

Baseado em um método científico, o PDCA foi desenvolvido por Walter Shewhart, fundamentado no trabalho Novum organum (1620) de Sir Francis Bacon, e aprimorado por William Edwards Deming, este último amplamente reconhecido pela melhoria de processos produtivos durante a 2ª Guerra Mundial e pelo seu trabalho no Japão. A partir de 1950, Deming ensinou altos executivos japoneses sobre como melhorar projetos, qualidade de produtos, testes e vendas por meio de vários métodos, incluindo a análise de variantes e o teste de hipóteses. Tornou-se, então, notório pela fabricação de produtos inovadores e de alta qualidade.

A possibilidade de adaptação das empresas não pode estar baseada em processos estatísticos, como sugere o PDCA. Líderes precisam estar prontos para tomar decisões e agir de forma rápida e eficiente, a fim de minimizar quaisquer impactos negativos na "performance" e na sobrevivência das empresas.

O verdadeiro poder de um líder não está calcado no seu conhecimento dos processos internos, na sua capacidade de inovação incremental e no controle e/ou redução de custos, mas sim na sua habilidade de antever mudanças no comportamento dos mercados e agir sobre a cultura da empresa a fim de promover sua transformação, visando adaptá-la às necessidades de um novo tempo.

O líder precisa parar de ouvir o que quer escutar e afastar-se o suficiente do dia a dia da empresa para enxergar o cliente e/ou consumidor em sua vida, em sua cultura. O escopo e a escala das mudanças na atualidade tornaram-se inimagináveis e a volatilidade idiossincrática é a assinatura de nossa Era econômica. O posicionamento estratégico depende dessa leitura e dessa interpretação. A cultura pode apresentar mudanças rápidas ou lentas, pode transformar-se em vantagem ou desvantagem competitiva.

Quando os membros de uma organização são confrontados com o novo e a empresa continua operando sob regras de comportamento pré-estabelecidas, nada muda e a empresa perde competitividade e, consequentemente, deixa de existir.

O confronto impulsiona a organização para longe de sua área de conforto, sendo que as tensões e as instabilidades geram soluções inovadoras. Acreditamos que as principais questões a serem respondidas em qualquer processo de mudança são as seguintes:
  • Quais são os valores considerados críticos na implementação de uma nova estratégia?
  • Para cada valor, quais são os comportamentos esperados?
  • Para cada comportamento, quais são as alavancas que podem ser usadas para reforçar essas atitudes?
O PDCA morreu? Diríamos que não, mas tornou-se coadjuvante no processo de renovação empresarial. Irão sobreviver, progredir e se destacar aqueles que estiverem mais antenados às mudanças e que forem capazes de promover transformações de forma criativa e estratégica, adaptando-as aos novos tempos.

José Ruy Alvarez Filho é CEO da Teikon Tecnologia Industrial e executivo com experiência em companhias como PepsiCo, Dürr e Gazeta Mercantil.

Para pensar
 “Não se deixe enganar; resoluções não voltam atrás”
Abraham Lincoln

Visite a loja www.editoraquantum.com.br, que hoje é destaque no que diz respeito a produtos que colaboram para o crescimento profissional.

São revistas, áudios, vídeos, livros, newsletters, eventos e treinamentos voltados para um público vasto de iniciantes, veteranos, gerentes e líderes – todos focados no mesmo objetivo.

Edição do mês

Edição de Maio

CAPA

Gerando e gerindo inovação

Conheça exemplos reais de líderes que inovam produtos e serviços em suas gestões...

saiba mais...

E-zine Grátis

E-zine Grátis

Receba nossa newsletter semanal gratuita para aprimorar-se como líder e melhorar os resultados de sua equipe.


Ver ezines anteriores | Alterar cadastro

Small Giants Brasil

Small Giants é um movimento internacional presente em diversos países que objetiva transformar pequenas e médias empresas em Pequenas Gigantes.

Uma empresa Pequena Gigante não é necessariamente líder em seu setor ou tem o tamanho como seu principal diferencial, é uma empresa que optou por ser excelente em tudo o que faz.

Esse é o nosso objetivo, fazer com que seu cliente reconheça sua empresa como uma referência de excelência em valor, confiança, atendimento, agilidade e encantamento.

Quer conhecer melhor a Comunidade Small Giants? Visite: www.smallgiantsbrasil.com.br